Anathema: O mundo seria o mesmo se Cavanagh fosse carpinteiro?
Resenha - Distant Satellites - Anathema
Por Maria Morgen
Postado em 10 de junho de 2014
Distant Satellites é o décimo álbum do ANATHEMA (que tecnicamente sairia no dia 9, mas estava em mãos clandestinas desde o dia 03 de junho de 2014). O álbum foi gravado nos estúdios Cederberg, na Noruega e mixado pelo renomado mestre Christer-André Cederberg (e algumas músicas mixadas por STEVEN WILSON, do PORCUPINE TREE).
Dessa vez o ANATHEMA se superou... Digo isso porque, de todos os álbuns, esse foi o único que eu tive de ouvir mais de uma vez pra compreender e, principalmente, gostar. Da primeira vez que ouvi, não houve animação alguma, coisa que é bem difícil de acontecer comigo quando se trata de ANATHEMA. Com o tempo, compreendi que isso se dá pelo fato de o álbum ser mais "limpo", digamos assim. Não há aquela confusão de instrumentos, apesar de as melodias continuarem culminando num final grandioso. Me acostumei a comparar esse álbum com uma criança: não faz rodeios pra dizer a que veio, é claro e direto... Só necessita de atenção.
Uma coisa que me chamou atenção foi que, apesar de terem simplificado a parte instrumental como um todo, a parte vocal ficou bem mais complexa e, por conseguinte, mais bonita. O uso mais frequente de pianos também foi muito agradável, é só ouvir a melodia inicial de "Ariel" para notar.
Gostei muito do destaque maior (e mais que merecido!) dado à Lee, que tem uma voz belíssima que era mal aproveitada. Sempre achei que a Lee tinha condições de sustentar mais que uma música inteira num álbum, e mais uma vez ela me provou certíssima.
Dou destaque pra minha música favorita, The Lost Song Part 2, que tem uma letra de partir o coração e que me comoveu muito e para Ariel, por motivos que um dia ainda irei descobrir.
Quanto à banda, o Anathema sempre tem o dom de me um choque de sentimentos bons, a serenidade e a paz, a felicidade, o amor, tudo isso é muito presente nas melodias e nas letras. E como sempre, cada álbum serve como uma maneira de renovar estes sentimentos dentro de si.
Agora fica a pergunta: será que o mundo seria o mesmo se Lee Douglas fosse secretária, Danny Cavanagh pintor e Vincent Cavanagh carpinteiro? ;)
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