Anathema: O mundo seria o mesmo se Cavanagh fosse carpinteiro?

Resenha - Distant Satellites - Anathema

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net

Por Maria Morgen
Enviar Correções  


Distant Satellites é o décimo álbum do ANATHEMA (que tecnicamente sairia no dia 9, mas estava em mãos clandestinas desde o dia 03 de junho de 2014). O álbum foi gravado nos estúdios Cederberg, na Noruega e mixado pelo renomado mestre Christer-André Cederberg (e algumas músicas mixadas por STEVEN WILSON, do PORCUPINE TREE).

Queen: Bowie, Mercury e a história de Under PressureHeaven & Hell: mistérios e autocensura na capa de álbum

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Dessa vez o ANATHEMA se superou... Digo isso porque, de todos os álbuns, esse foi o único que eu tive de ouvir mais de uma vez pra compreender e, principalmente, gostar. Da primeira vez que ouvi, não houve animação alguma, coisa que é bem difícil de acontecer comigo quando se trata de ANATHEMA. Com o tempo, compreendi que isso se dá pelo fato de o álbum ser mais "limpo", digamos assim. Não há aquela confusão de instrumentos, apesar de as melodias continuarem culminando num final grandioso. Me acostumei a comparar esse álbum com uma criança: não faz rodeios pra dizer a que veio, é claro e direto... Só necessita de atenção.
Uma coisa que me chamou atenção foi que, apesar de terem simplificado a parte instrumental como um todo, a parte vocal ficou bem mais complexa e, por conseguinte, mais bonita. O uso mais frequente de pianos também foi muito agradável, é só ouvir a melodia inicial de "Ariel" para notar.
Gostei muito do destaque maior (e mais que merecido!) dado à Lee, que tem uma voz belíssima que era mal aproveitada. Sempre achei que a Lee tinha condições de sustentar mais que uma música inteira num álbum, e mais uma vez ela me provou certíssima.

Dou destaque pra minha música favorita, The Lost Song Part 2, que tem uma letra de partir o coração e que me comoveu muito e para Ariel, por motivos que um dia ainda irei descobrir.

Quanto à banda, o Anathema sempre tem o dom de me um choque de sentimentos bons, a serenidade e a paz, a felicidade, o amor, tudo isso é muito presente nas melodias e nas letras. E como sempre, cada álbum serve como uma maneira de renovar estes sentimentos dentro de si.

Agora fica a pergunta: será que o mundo seria o mesmo se Lee Douglas fosse secretária, Danny Cavanagh pintor e Vincent Cavanagh carpinteiro? ;)


Outras resenhas de Distant Satellites - Anathema

Resenha - Distant Satellites - AnathemaResenha - Distant Satellites - Anathema



Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net


Anathema: ao lado de Stephen Hawking em canção do Pink FloydAnathema
Ao lado de Stephen Hawking em canção do Pink Floyd

Opeth: Fã de Metal só quer saber de ter seu McLanche FelizOpeth
"Fã de Metal só quer saber de ter seu McLanche Feliz"


Queen: Bowie, Mercury e a história de Under PressureQueen
Bowie, Mercury e a história de Under Pressure

Heaven & Hell: mistérios e autocensura na capa de álbumHeaven & Hell
Mistérios e autocensura na capa de álbum


Sobre Maria Morgen

Autor sem foto e/ou descrição cadastrados. Caso seja o autor e tenha dez ou mais matérias publicadas no Whiplash.Net, enviando sua descrição e link de uma foto.

Goo336x280 GooAdapHor