Edguy: O melhor álbum desde "Hellfire Club"

Resenha - Space Police - Defenders of the Crown - Edguy

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Por Paulo Pontes
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Nota: 9

O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.


Ousadia, um pouco do passado da banda e uma dose de modernidade, tornam "Space Police - Defenders Of The Crown" o melhor álbum lançado pelo Edguy desde "Hellfire Club".

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Não que os três discos anteriores a "Space Police" sejam ruins, muito pelo contrário, em "Rocket Ride" - o melhor deles, em minha opinião - a banda colocou de vez toda a sua influencia de Hard Rock e gravou um disco que pôs a banda em outro nível musical, o disco era ótimo, mas não irrepreensível.

"Space Police - Defenders Of The Crown" também não é, mas mostra uma banda mais madura e concisa, o disco abre com "Sabre & Torch" e já mostra o estilo utilizado pela banda em músicas de "Hellfire Club", pesada, moderna e com um refrão que funcionará perfeitamente ao vivo, - uma constante no álbum - dá até pra se imaginar no show entoando o refrão da canção.

"Space Police" tem uma introdução bem moderna, e um coro no refrão que lembra os trabalhos de Tobias no Avantasia, próximo ao final da canção - uma das poucas sem solos de guitarra - ouvimos uma vocalização de Tobias no mínimo, exótica, talvez desnecessária, mas no geral é uma ótima música.

"Defenders of the Crown", traz um pouco do power metal que era praticado pela banda em seus primeiros registros, guitarras harmonizadas e bateria com bumbo duplo, após um belíssimo solo de guitarra, é iniciado um coro feito propositalmente para ser realizado ao vivo, com Tobias sendo "imitado" pelos fãs.

Na sequência vem a mais "farofa" música do álbum, "Love Tyger", que já deixou alguns fãs mais "exigentes" irritados, mas no final "Love Tyger" é uma excelente canção e que tem um dos melhores e mais legais solos do disco, queira você assumir ou não, o Edguy funciona muito bem quando se propõe a fazer este hard mais despretensioso e festeiro.

"The Realms of Baba Yaga" é outra com a pegada mais Power Metal do cd e coloca as guitarras em evidencia, com riffs rápidos e mais um excelente solo, que se destaca com relação ao restante da música.

Então chegamos a surpresa do álbum, um cover do cantor austríaco Falco, "Rock me Amadeus", confesso que estava bastante curioso e um pouco receoso em ouvir tal versão, e para minha surpresa e alívio, "Rock me Amadeus" ficou muito, mas muito boa mesmo na versão do Edguy, Tobias se saiu muito bem cantando de forma mais grave, alguns - ou muitos - vão torcer o nariz e até mesmo criticar a banda pela escolha, mas é inegável a qualidade da música e a força do seu refrão e seria um desperdício caso o Edguy não venha reproduzi-la ao vivo, entre as melhores do álbum.

Os teclados e o baixo ditam o ritmo em "Do Me Like a Caveman", mas o refrão é um dos menos marcantes do disco, a esta altura você ainda vai estar com o refrão de "Rock Me Amadeus" na cabeça, além de a música possuir o famigerado fade out, que neste caso não funcionou.

Com um excelente instrumental "Shadow Eaters" dá sequencia ao trabalho com um refrão bem melódico e agradável, mais uma que ficará muito bem ao vivo, vale ressaltar o trabalho de bateria de Felix Bohnke, preciso como sempre.

Eis que surge a balada do disco "Alone In Myself",a banda sempre compõe lindas baladas e aqui não é diferente, Tobias transmite toda a sensibilidade da música, está longe de se tornar uma "Land of the Miracle", mas é uma linda canção.

De forma épica, com mais de 8 minutos "The Eternal Wayfarer" encerra o álbum, a música traz inúmeros elementos que sempre estiveram presentes na história do Edguy, destaque para os teclados e vocalizações dignas de nota, além de um refrão forte e ótimos solos de guitarra, a música passa pelos seus oito minutos sem alterações no andamento e mesmo assim não soa cansativa e muito menos pretenciosa, um encerramento magnífico para um álbum que com certeza entra na história do Edguy como um dos melhores de toda a sua discografia.

Mereceria um 10 não fosse "Do Me Like a Caveman".

Track-list

1. Sabre & Torch
2. Space Police
3. Defenders Of The Crown
4. Love Tyger
5. The Realms Of Baba Yaga
6. Rock Me Amadeus
7. Do Me Like A Caveman
8. Shadow Eaters
9. Alone In Myself
10. The Eternal Wayfarer

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Post de 22 de abril de 2014


Sobre Paulo Pontes

Nascido em Valinhos, interior de São Paulo, é estudante de jornalismo e iniciou-se no universo do rock ouvindo Guns n' Roses. É fã de Led Zeppellin, Richie Kotzen e Edguy, mas adora o rock em todas as suas vertentes, do Classic Rock ao Black Metal. Depois de escutar o refrão de "Eagle Fly Free" pela primeira vez, passou a curtir muito Power Metal, e achou que jamais iria ouvir um refrão tão bom quanto aquele dentro de tal vertente, realmente estava certo, ainda não ouviu. Casado e pai de duas lindas meninas, também se diverte muito com bons filmes e livros.

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