De La Tierra: Review do primeiro álbum do supergrupo latino

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Por Rodrigo Yoshida
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O De La Tierra foi anunciado como um supergrupo latino de metal, formado por membros da América Latina já consagrados na música, como Sr. Flavio (LOS FABULOSOS CADILLACS), Alex “El Animal” González (MANÁ), Andrés Giménez (A.N.I.M.A.L e D-MENTE ) e Andreas Kisser (SEPULTURA).
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De todos os membros quem eu mais conheço e acompanho é com certeza o Andreas Kisser do Sepultura, confesso que só tinha ouvido falar da A.N.I.M.A.L. por nome e resolvi dar uma pesquisada sobre ele também. O Maná é mundialmente famoso, mas não é uma banda de um estilo que eu goste e o Los Fabulosos Cadillacs também não conhecia, mas não é do estilo. Difícil imaginar o que sairia de uma mistura desse tipo onde dois dos integrantes tem o pé totalmente fora do metal.

Na primeira audição percebe-se que fora as letras em Espanhol, não há uma pesada sonoridade latina nas músicas, como poderia ser de se esperar. É impossível deixar de notar a influência enorme do Sepultura moderno e das características de composição de hoje do Andreas, este apesar de ter sido o último membro a entrar na banda provavelmente contribuiu muito no processo de composição. A primeira sensação que tive era de que se tratava de um álbum um tanto morno, com poucas variações e nenhuma característica marcante, o som é pesado, moderno, mas não é violento nem furioso, fiquei um pouco com o pé atrás.

Mas nada como o tempo para começar a mudas nossas opiniões, pois depois de várias ouvidas vi que este é sim um bom álbum, pude perceber isso quando me peguei bangueando aqui e até tentando cantar algumas partes das letras em Espanhol. As músicas deste cd tem uma boa cadência, são boas pra se escutar e curtir sem cansar e o vocal é uma ótima surpresa, além de ser bom, se encaixa perfeitamente no som, aliás, ouvir metal em Espanhol e ainda por cima bem cantado é muito bom! Deu pra sentir que a banda tem uma sintonia entre os membros e isso faz a música fluir naturalmente, exatamente como se deve soar.

O single, “Maldita historia”, dá o tom para o álbum inteiro. Como havia falado, ele não tem mudanças drásticas em seu andamento, aliás, um dos destaques com certeza são as partes em Português cantadas pelo Andreas. Já tinha escutado gravações com sua voz, mas suas partes se encaixaram muito bem neste álbum.

A única coisa que acredito ter sentido falta é de uma maior “violência latina”, talvez em parte por escutar Asesino demais, mas acredito que isso deva se tratar principalmente do fato das influências dos membros de fora do metal, o que não é algo ruim pois influências parecidas demais costumam fazer algo soar repetitivo, sou a favor de se tentar novas misturas sonoras, foi assim que o metal nasceu.

Resumindo, o primeiro álbum do De La Tierra é pesado, moderno e bom de se ouvir. Não diria que é um cd genial, mas com certeza é honesto e tem seu grande valor. Não sei se este é apenas um projeto paralelo dos membros ou uma banda com foco principal, mas vejo o De La Tierra com muito futuro, até mais do que o Sepultura atualmente. Não é à toa que eles disseram querer ser o Rammstein da língua Espanhola, basta ver qual será o caminho a ser trilhado e como a evolução da banda vai acontecer. Da minha parte virei fã e estarei torcendo!

Matéria original publicada no blog Punição Auditiva:
http://www.punicaosonora.com.br/de-la-tierra-resenha-review/...

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