Deathcrush: Transmitindo mensagens com um som obscuro e visceral

Resenha - Profana Luta (Consagração a Satanás) - Deathcrush

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Por Leonardo M. Brauna
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Belém é conhecida dentro da cena underground por ser o local onde se originou o Heavy Metal brasileiro, isso mesmo, em 1974 surgia lá uma banda chamada STRESS que plantou essa semente nas terras tupiniquins. As ramificações foram muitas e, com o passar do tempo, o estado do Pará foi se firmando cada vez mais nesse conceito musical. Hoje bandas como RETALIATORY e ANUBIS representam bem o lado mais grotesco, mas numa cidade distante chamada Itaituba, existe uma banda que transmite as suas mensagens com um som obscuro e visceral, DEATHCRUSH.
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O trio formado por BARBATOS (vocal), LORD HAURES (guitarra) e VETIS (bateria) lançou no ano de sua fundação (2006), a demo ‘Batalhas e Rituais’. Em 2013, três das canções desse documento juntaram-se a outras cinco e foi feito o lançamento de ‘Profana Luta (Consagração a Satanás)’. Com um visual e som tipicamente Black Metal esses paraenses se revelam bastantes precisos em seus temas musicais. Os riffs seguem bastante a harmonia e, o vocal gritado, confirma a maldição de seus temas. As faixas não surpreendem pela velocidade, mas pela criatividade, são bases bem elaboradas em meio a uma produção suja que identifica a idéia primitiva do seu som.

Os vocais gritados refletem numa atmosfera de agonia, além de arriscar um pequeno coro em ‘Sangue e Glórias Eternas’. Já em ‘Pujante Lúcifer Belicoso Mestre’ o vocalista se arrisca mais ainda em passagens limpas.

O baixo segue uma linha harmônica e é bastante presente nas faixas, pena que nesse álbum o autor não é creditado, mas sabe-se que na demo de 2006, LORD HAURES foi quem gravou as quatro cordas. Responsável também pelos belos riffs, o guitarrista se supera em cada música, sendo a última, ‘Portador da Luz Luciferana’, o seu ponto máximo de criação.

Por ser uma banda que atende mais pela melodia do que pela velocidade, a bateria não arrisca muito nos chamados ‘blast beats’, também percebe-se que a produção do disco não faz justiça merecida a esse setor. De todo caso esse ‘bebut’ servirá como ponto de partida para as melhorias futuras.

Em consideração a esses três guerreiros, só posso dizer que eles estão com uma pedra preciosa nas mãos, mas essa pedra – chamada talento – ainda está em estado bruto, e tenho certeza que uma bela lapidação os farão ser reconhecidos em toda esfera underground. Parabéns.

Formação:

BARBATOS – Vocal;
LORD HAURES – Guitarra;
VETIS – Bateria.

Faixas:

01 – Batalhas e Rituais;
02 – Sangue e Glórias Eternas;
03 – Profana Luta (Consagração a Satanás);
04 – Ódio Pagão;
05 – Pujante Lúcifer Belicoso Mestre;
06 – Salve Satã;
07 – Desespero Cristão;
08 – Portador da Luz Luciferana.

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Sobre Leonardo M. Brauna

Leonardo M. Brauna é cearense de Maracanaú e desde adolescente vive a cultura do Rock/Metal. Além do Whiplash, o redator escreve para a revista Roadie Crew e é assessor de imprensa da Roadie Metal. A sua dedicação se define na busca constante por boas novidades e tesouros ainda obscuros.

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