Almah: confira primeira resenha brasileira do novo álbum
Resenha - Unfold - Almah
Por Eduardo Macedo
Fonte: MS Metal Press
Postado em 27 de outubro de 2013
Nota: 10 ![]()
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O redator Vitor Farias disponibilizou o primeiro texto, que contém a sua avaliação sobre o quarto álbum do ALMAH, que será em breve lançado no Brasil, Japão e Europa.
Tem muito tempo que não paro pra escrever, simplesmente porque quase nada que é lançado no mercado fonográfico mundial, atualmente, tem me chamado atenção a ponto de ouvir repetidas vezes um mesmo álbum. O termo pejorativo "mais do mesmo" virou senso comum entre artistas dos mais diversos nichos musicais, estagnando de vez um cenário que carece de obras de relevância, e que realmente tenham algo de fato importante a dizer. E é na contramão desta afirmativa que está inserido o quarto trabalho da banda brasileira ALMAH, que carrega o título de "Unfold".
Pra quem estava em marte nos últimos vinte anos, a banda ALMAH é comandada pelo ex-vocalista do Angra Edu Falaschi, que ganhou respeitabilidade em todo o mundo como cantor, compositor, e agora conquista cada vez mais espaço como produtor. Com o ALMAH o artista lançou três ótimos trabalhos, sendo o antecessor de "Unfold" – "Motion" -, o que chamou mais a atenção da mídia e público, por trazer consigo uma roupagem moderna e que o distanciou da banda que o projetou no circuito internacional.
"Unfold" segue o direcionamento adotado em "Motion", todavia, o trabalho soa mais orgânico e positivo, favorecendo (e muito) o novo momento de Falaschi, que busca em tons mais graves e agressivos, um rumo interpretativo diferente para suas canções. E, por falar em canções, o novo disco agrada já numa primeira audição, seja através de músicas mais emocionais como "Warm Wind" e "Farewell", agressivas como "The Hostage" e "Beware the Stroke", ou as candidatas a hinos e principais destaques da bolachinha "Raise the Sun" e "Wings of Revolution". Neste sentido, vale ressaltar que o trabalho contém traços fortes de ecletismo, dentro de uma conjuntura moderna e (porque não?) vanguardista.
Outro fator digno de nota, e que é fundamental para o produto final obtido em "Unfold", é o experiente time de músicos que acompanham Falaschi. Além da competência do baterista Marcelo Moreira e do guitarrista Marcelo Barbosa, ambos presentes na line up do grupo desde o lançamento de "Fragile Equality" (2008), debutam em estúdio o guitarrista Gustavo Di Pádua e o baixista Raphael Dafras, este último substituindo com muita personalidade Felipe Andreoli (Angra). O entrosamento destes é facilmente perceptível em "Treasure of the Gods", com seus mais de nove minutos de duração, onde uma gama de influências é lançada ao ouvinte, tendo o Progressivo como espinha dorsal de toda a sua estrutura rítmica. Ponto pros caras pela ousadia e desenvoltura.
O ALMAH, com este novo trabalho, tem tudo para se firmar como novo nome do Metal brasileiro no exterior, acompanhando o caminho trilhado por Angra, Sepultura e Krisiun. Com a maturidade de um trabalho conciso e diversificado, o quinteto parece ter mesmo encontrado uma fórmula muito particular, o que certamente garantirá lugar de destaque, no seleto grupo de artistas que buscam acrescentar um "algo mais" dentro de tantos "mais do mesmo". Excelente!
Por Vitor Farias de Menezes
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