Skillet: Rock N' Roll de qualidade e autenticidade
Resenha - Rise - Skillet
Por Lucas Matos
Postado em 10 de outubro de 2013
Nota: 9 ![]()
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Não é novidade pra ninguém que o Skillet é a banda cristã que mais vem fazendo barulho no mainstream ultimamente. Tours com bandas consagradas (tanto cristãs quanto seculares) e excelentes discos no currículo são alguns dos méritos do quarteto formado por John Cooper (voz e baixo), Korey Cooper (guitarra e teclados), Jen Ledger (voz e bateria) e o mais novo integrante Seth Morrison (guitarra). Eles voltam esse ano com ‘Rise’, um disco conceitual, bem diferente do que a banda costuma fazer.
Sonoramente, o disco é uma tremenda evolução em relação ao álbum anterior ‘Awake’ (2009), que exagerou a dose em baladas. Nesse disco temos muitas baladas também, porém elas não soam deslocadas igual ao disco anterior. Aqui temos todos os elementos já conhecidos do som do Skillet: guitarras pesadas, programações eletrônicas, duetos vocais, arranjos de cordas... Porém em ‘Rise’ tudo soa coeso, encaixado e bem mais desenvolvido e maduro.
O disco inicia com a faixa-título, cheia de gás, com John e Jen revezando os vocais de maneira espetacular. A música foi tipicamente feita pra levantar arenas e tem um excelente refrão. Seguindo a trama conceitual, ‘Rise’ é basicamente uma história sobre encontrar sua fé em meio aos tantos problemas da vida, o que é retratado muito bem na música. Ao fim da faixa, temos um interlúdio com diálogos misturados retratando incidentes como brigas, acidentes e etc.
O interlúdio prepara terreno para ‘Sick of It’, primeiro single e uma das músicas mais agitadas do disco, feita pra pular até suar. Aqui temos uma presença forte dos teclados, muito bem arranjados por Korey. Destaque pela excelente letra!
‘Good to Be Alive’ tem um clima mais Southern e tranquilo, com piano e guitarras mais leves. A música começa bem calminha até explodir no refrão. Ao final dela, outro interlúdio. Nele temos a filha de John e Korey cantando (e muito bem por sinal) sobre morte, com direito a cordas e um coral lírico, a prova de que a banda não poupou esforços para fazer um disco muito bem produzido.
Eis que surge ‘Not Gonna Die’, um dos pontos altos do álbum com toda certeza. Com cordas, guitarras pesadas, muita energia e um refrão que fica na cabeça instantaneamente. Jen Ledger surge aqui novamente com sua linda e potente voz, casando perfeitamente nos duetos com John.
‘Circus for a Psycho’ é aquele tipo de música que chega bicando a porta da frente com tudo. Já começa com o novato Seth Morrisson mostrando serviço com um tema de guitarra sensacional. Aqui também temos uma das melhores performances vocais de John em todo o disco. Quem tem preferência pelas músicas pesadas da banda, essa vai ser a preferida com certeza. Ótimo refrão!
‘American Noise’, também single, é uma cativante piano-ballad com sonoridade parecida com bandas de rock alternativo. A letra da música é o spotlight, uma analogia ao barulho das metrópoles, que muitas vezes nos cercam e nos fazem esquecer de coisas simples como o amor ao próximo. Uma das melhores mensagens de todo o disco. E como de costume, mais um refrão para sair cantarolando de cara.
O peso volta com força total em ‘Madness in Me’, outra música que promete fazer bonito ao vivo. Seth e Korey aqui se mostram muito competentes nos riffs de guitarra, sempre com timbre gordo e bem afiado.
Na sequência, duas baladas. Jen Ledger retorna ao microfone em ‘Salvation’. É a primeira música do Skillet que traz a baterista no vocal principal. Na sequência, mais um dos pontos altos do disco: ‘Fire and Fury’. É uma daquelas músicas que te arrepiam do início ao fim. A forma emocionada como Jen e John duetam é de tirar o fôlego, foi uma das melhores combinações de vozes que o rock já teve, com certeza. E o refrão talvez seja o melhor de todo o disco.
‘My Religion’ traz de volta o peso e com ele um clima bem bluesy, com direito a um órgão e uma guitarra bem malandra. Tem uma pegada sensacional. Com certeza no top 5 das melhores.
Na sequência, a balada ‘Hard to Find’, e pra fechar o disco a épica ‘What I Believe’. As cordas se unem ao peso das guitarras, Jen retorna pra mais um lindo dueto, o refrão é forte e a energia se mantêm em toda a música, encerrando ‘Rise’ com chave de ouro.
‘Rise’ já pode ser considerado um dos melhores lançamentos do ano. Talvez a banda ainda não tenha mais reconhecimento que já tem por ser cristã. Mas mesmo com um som voltado pra um segmento muito específico, consegue cativar todos os tipos de público sem dificuldade nenhuma.
Repare que eu falei de Jen Ledger o tempo todo durante a resenha. Não foi por acaso. Me surpreendi com o tamanho talento que essa menina tem. Além de arrebentar na bateria, canta muito e tem uma voz angelical. Com certeza, Jen é a grande carta na manga do Skillet, e ela só contribui pra baixar a banda mais autêntica do que já era antes.
Esse disco mostra o Skillet em seu melhor momento. Se estiver pronto pra conferir um rock n’ roll de qualidade e autenticidade, essa é a pedida.
1 – Rise
2 – Sick of It
3 – Good to Be Alive
4 – Not Gonna Die
5 – Circus for a Psycho
6 – American Noise
7 – Madness in Me
8 – Salvation
9 – Fire and Fury
10 – My Religion
11 – Hard to Find
12 – What I Believe
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