Timo Komulainen: Tudo, menos o óbvio
Resenha - Biographical - Timo Komulainen
Por Aloysio França
Fonte: Megalomania Metal
Postado em 10 de setembro de 2013
As terras finlandesas são definitivamente um ambiente fértil para o nascimento de músicos virtuosos e disciplinados. E se tem algo que aprendi convivendo com este tipo de artista, é que a maioria deles é excêntrico e almeja fugir do padrão. TIMO KOMULAINEN é um desses casos; fugiu sem deixar rastros.
Quando um músico opta por seguir carreira solo, nós entendemos que ele tem idéias que gostaria de executar sem a contra-opinião de outros que poderiam estar tirando sua liberdade e limitando sua criatividade. Então ele contrata músicos que o acompanhem em sua jornada. Existem também aqueles que são tão perfeccionistas que preferem compor e tocar todos os instrumentos, para poder se isentar definitivamente de toda e qualquer influência externa, e o fazem quando sua capacitação técnica permite. Mas dá pra ir além disso. O multi-instrumentista TIMO KOMULAINEN cria, grava e mixa todos os instrumentos de todas as músicas, e ainda produz os seus próprios vídeos, filmando e editando tudo dentro de um estúdio improvisado, provavelmente em sua própria casa.
TIMO KOMULAINEN é um finlandês que cresceu respirando música 24 horas por dia, por influência de seus pais, que lhe davam aulas de violino já aos três anos de idade. Na adolescência teve uma inclinação forte para o Black Metal, mas aos poucos foi ampliando suas influências até chegar ao que hoje ouvimos em seu mais recente trabalho, "Biographical", lançado recentemente de forma independente. Uma miscelânea de estilos que passam por diversas variáveis do Metal e caminham para estágios de forte teor experimental. Nota-se claramente que TIMO não quer apenas mostrar técnica ou refrões e sim traduzir em notas musicais as peculiaridades de sua mente e coração, e isso justifica o porquê de fazer questão em produzir sozinho cada pequena partícula deste álbum. Se outra criatura colocasse as mãos, a obra deixaria de ser honesta como é. Deixaria de ser pessoal em stricto sensu.
"Biographical" é um álbum mais do que versátil. É inconstante e não possui limitações. O violento e o contemplativo estão lá, muitas vezes simultaneamente. A voz de TIMO KOMULAINEN pode estar cuspindo guturais e subitamente uma passagem poética de piano vai surgir, e no momento seguinte estará distribuindo melodias até que a música evolua para o caos novamente. Complexidade rítmica, aspereza, virtuosismo, excentricidade e algum abstracionismo sonoro, são algumas das características presentes no álbum. É uma grande aventura do inferno ao paraíso onde a única coisa que você não encontra é o óbvio.
Não falarei de uma música isoladamente pois não seria justo resumir um trabalho ornamentado com tantas minúcias. É evidente que foi concebido com muita dedicação por uma mente que não se contenta com menos que o extraordinário. O trabalho pede atenção portanto é necessário que você se entregue por alguns minutos ao mundo do artista.
Adquira o álbum. Abra sua mente. Tenha uma nova experiência!
Para mais informações sobre TIMO KOMULAINEN, acesse os links:
Site Oficial:
http://www.timokomulainen.com/
Facebook:
https://www.facebook.com/timokomulainenartist?fref=ts
Youtube:
http://www.youtube.com/user/timokomulainen
SoundCloud:
https://soundcloud.com/timokomulainen/sets/biographical
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Mastodon oficializa nova formação, que conta com músico brasileiro
A música do AC/DC que Angus Young escolheu como sua favorita na guitarra
Nicko McBrain surpreende ao eleger os álbuns do Iron Maiden do pior ao melhor
O disco de 1983 que Dave Grohl sabe tocar de cor e salteado; "Conheço cada virada de bateria"
Ex-baterista do Guns N' Roses fala sobre o Axl Rose que a maioria não conhece
A banda que bateu um recorde dos Beatles e afundou em poucos anos
O significado de "Highway to Hell", do AC/DC, segundo Angus Young
Mike Browning, baterista e vocalista original do Morbid Angel, morre aos 62 anos
O lado bom e o ruim de fazer shows na América do Sul, segundo o líder do Iron Maiden
O clássico do Whitesnake que foi gravado durante um bate boca aos berros no estúdio
Mick Jagger não vê nada de bom em envelhecer, mas admite uma vantagem inesperada
Steve Harris relembra o dia em que bebeu antes de um show do Iron Maiden
Floor Jansen promete "volta às raízes metal" em seu novo álbum solo
Iron Maiden transforma primeiro festival próprio em celebração monumental de 50 anos
A opinião de Steve Harris, do Iron Maiden, sobre o The Darkness
Baron disse que Mustaine "quase saiu na porrada" após crise de ciúme por Kiko Loureiro
A música do Queen que Brian May pensou que era uma brincadeira
O grande álbum do Século 21 para George Martin, o "quinto Beatle"

Brasileiro Puukkojunkkari faz ótimo punk/hardcore extremo cantando em finlandês
A Arquitetura da Fé e da Melodia - Michael Sweet Transmite Paz em "The Master Plan"
Headhunter DC - Death Metal como arma, identidade e resistência
Black Swan - Quando a experiência se transforma em poder de fogo
Hellacopters acerta (de novo) com seu rock n' roll visceral em "Cream Of The Crap! - Volume 3"
Yes - Seguindo firme e forte em "Aurora"
"Break The Silence" prova que o mainstream precisa do Beyond The Black
Há 40 anos o Queen lançava "A Kind of Magic", álbum que marcou a despedida de Freddie dos palcos
O melhor disco ao vivo de rock de todos os tempos



