Traffic: O clássico disco homônimo da banda britânica

Resenha - Traffic - Traffic

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Por Elias Rodigues Emídio
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Stephen Lawrence "Steve" Winwood nascido em 1948, na cidade de Birmingham na Inglaterra era o cara! Um verdadeiro prodígio musical que aos 15 anos foi convidado em 1963 pelo lendário guitarrista Spencer Davis para integrar o "Spencer Davis Group" um dos maiores combos do Blues britânico, após ele assistir a uma apresentação de grupo de Jazz do irmão de Steve Muff Winwood, o Muffy - Woody Jazz Band.
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Numa época em que havia somente nomes de alto calibre tocando blues na Inglaterra (haja visto os Yardbirds, John Mayall's & The Bluesbreakers, entre outros), era díficil se destacar. Porém o Spencer Davis group tinha em Steve uma poderosa arma secreta, pois além de ser um organista excepcional, ele tocava guitarra solo de uma foma impressionante e com sua poderosa voz ele despontava como um dos maiores intérpretes de blues deste período.

Em 1967 Steve Winwood decide expandir seus horizontes musicais e montar uma nova banda ao lado do baterista Jim Capaldi, do baixista (Saxofonista e flautista) Chris Wood e do guitarrista Dave Mason. Nascia assim o Traffic que estreou em 1967 com o excelente "Mr. Fantasy". Neste disco a banda já mostrava uma originalidade incrível ao condensar em seu som elementos da música folk britânica, com country e blues tudo isso numa roupagem bem psicodélica. Com este álbum a banda alcançou relativo sucesso comercial e canções como "Paper House", e "Dear Mr. Fantasy" conseguiram alcançar altas posições na paradas britânicas.

Mas foi em 1968 que a banda mostrou todas as suas armas com o clássico disco homônimo, seu melhor trabalho e uma das maiores realizações de toda a história do Rock Inglês ainda nos dias de hoje.

Steve era o grande responsável pela força instrumental da banda, porém os demais membros do grupo não queriam ficar relegados ao papel de meros coadjuvantes. A maior prova disso era a matadora faixa de abertura do disco a esplêndida "You Can All Join In" de autoria de Mason, uma verdadeira ode a alegria onde ele convida o ouvinte a inventar um novo estilo de música e dança. O perfeito instrumental desta canção com uma bateria monolítica, uma bela melodia conduzida ao violão e com intervenções precisas da guitarra solo e do sax (levemente jazzístico)mostra com perfeição como a banda unia como humor e elã referências musicais britânicas e ianques. Por falar em Mason ele também é o autor do matador lamento a la Bob Dylan de "Feeling Alright" onde Winwood e Wood, respectivamente no órgão e sax saem fora de si numa interpretação não menos que sublime. Com Capaldi ele ainda escreveu a ótima "Vagabond Virgin" que em suaves tinturas folk retrata o drama de uma garota que foi prostituída.

Steve, também contribui com um repertório de peso para o disco em especial com a blueseira tradicional da viciante "Pearly Queen", com o blues experimental de "(Roamin' Tro'The Gloaming With)40000 Headmen" e no country regado a muito Honk Tonk de "Means To An End".

Completam o álbum as sensacionais baladas "Cryin' To Be Heard" e "Don't Be Sad" que mostram Steve em uma ótima forma vocal, enquanto as boas "Who Knows What Tomorrow May Bring" e "No Time To Live" traz a banda tangenciando o R&B do grupo anterior de Winwood.

Em 1969 após o bom "Last Exiles", a banda se separa e Steve segue com Eric Clapton no supergrupo Blind Faith. Porém, em 1970 banda retoma sua atividades, trilhando uma interessante carreira ao longo desta década. Deste período vale dar uma conferida no essencial "John Barleycorn Must Die" de 1970.

FAIXAS
A1 You Can All Join In
A2 Pearly Queen
A3 Don't Be Sad
A4 Who Knows What Tomorrow May Bring?
A5 Feelin' Alright?
B1 Vagabond Virgin
B2 (Roamin' Tro'The Gloaming With)40000 Headmen
B3 Cryin' To Be Heard
B4 No Time To Live
B5 Means To An End

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