The Winery Dogs: Um dos grandes álbuns lançados em 2013
Resenha - Winery Dogs - Winery Dogs
Por David Oaski
Postado em 18 de agosto de 2013
Nota: 8 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
O The Winery Dogs é o chamado supergrupo, um power trio em que todos integrantes têm uma trajetória respeitável dentro do rock.
O baterista Mike Portnoy já tocou com Avenged Sevenfold, Adrenaline Mob e é um dos fundadores do Dream Theater; o guitarrista e vocalista Richie Kotzen tem uma estável carreira solo, além de ter tocado em bandas como Poison e Mr. Big; e o baixista Billy Sheehan já tocou nas bandas de apoio de David Lee Roth e Steve Vai.
Apesar da ótima técnica e talento dos músicos, a desconfiança era equivalente à curiosidade da crítica e do público. Será que a química fluiria? A banda seria um projeto sério ou somente um caça níquel? A resposta veio com o excelente disco de estreia, homônimo, lançado em Julho deste ano. São 13 faixas de um hard rock feroz, com claras influências de classic rock e grunge.
The Winery Dogs - Mais Novidades
De cara, me surpreendi positivamente com a semelhança do timbre de voz de Kotzen com o de Chris Cornell (Soundgarden e ex-Audioslave), só que com menos habilidade vocal e mais raivoso, de qualquer forma, uma ótima referência, já que o cantor de Seattle é um dos melhores, senão o melhor vocalista do rock na atualidade.
O disco segue a fórmula clássica e certeira do hard rock, com ótimos riffs, solos inspirados, refrãos marcantes e tudo de melhor que o estilo proporciona. Com uma variação entre peso, groove, agressividade e baladas, as melodias inevitavelmente orbitam pela onipresente guitarra de Kotzen, que faz um trabalho brilhante. A cozinha não fica atrás com os não menos talentosos e experientes Portnoy e Sheehan, que seguram a bronca para o frontman esmerilhar seu instrumento.
O álbum abre com a urgente e pesada "Elevate", que dá o tom do que segue, com grandes canções de rock, como "We Are One", que possui cadência mais arrastada, com destaque para o baixo de Billy; "The Other Side" é a prova de como o power trio está afiado e a química fluiu perfeitamente entre os membros, com andamento arrastado no final da canção, com belo solo de guitarra. "Not Hopeless" é um hard pesado, que lembra os melhores momentos do Velvet Revolver, com linhas de guitarra incríveis e outro ótimo solo; "One More Time" e "Criminal" têm a pegada do rock clássico dos anos 70, a primeira com ares de Deep Purple e Led Zeppelin e a segunda com um swing que lembra o Bad Company.
"Six Feet Deeper" é outro hard robusto, em que tudo se encaixa perfeitamente: cozinha, guitarra, vocais, ainda restando espaço para Portnoy dar uma amostra da sua técnica e seu talento antes do solo de guitarra. Há também a enérgica e sensual "Desire", que fecha o disco em grande estilo.
Um destaque a parte no álbum são as excelentes baladas, cinco faixas, todas com temas confessionais e melancólicos, especialidade de Richie. "I’m No Angel" é cantada num timbre mais ameno num dos pontos altos do disco, além de ter um belo solo (redundância no disco), é radiofônica. "You Saved Me" é outra linda canção, com letra que fala sobre como o amor de uma mulher pode salvar a vida de um cara. Já "Damaged" é outra balada melancólica que poderia estar num dos álbuns do Audioslave, com um belo solo, por outro lado, "The Dying" tem um clima pop, com teclados e violão, refrão marcante e voz rouca de Kotzen dando o clima que a canção pede. "Regret" possui pegada blues, com pianos e uma letra ressentida de um relacionamento que se perde.
Confesso que conhecia pouco do trabalho dos três integrantes do grupo, mas tive uma grata surpresa ao obter contato com o som do The Winery Dogs, pois além da postura comedida dos integrantes, sem maiores extravagâncias, eles fazem um som cru e potente, com energia equivalente aos grandes nomes do hard rock mundial.
Trata-se de um dos grandes álbuns lançados em 2013 até agora e certamente será presença carimbada nas listas de principais lançamentos do ano.
David Oaski
Disponível também em:
http://rockideologia.blogspot.com.br/2013/08/resenha-winery-dogs-winery-dogs.html
Curtam no Facebook: facebook.com/IdeologiaRock
Outras resenhas de Winery Dogs - Winery Dogs
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A música de 1993 que atingiu a nota mais alta da história do rock
5 clássicos do metal que você nunca se deve usar para apresentar o estilo para alguém
O baterista que Lars Ulrich coloca acima de Neil Peart na história do rock
O gigante do rock que Angus Young disse ser uma imitação pobre do The Who
Tony Iommi agenda anúncio especial para a próxima quarta-feira
A música dos Stones dos 60s que Mick Jagger considera uma fórmula perfeita de sucesso pop
Andy LaRocque se pronuncia sobre saída do King Diamond
Baixista Peter Baltes sofre acidente no palco e quebra três costelas em show do Dirkschneider
5 versões brasileiras que estragaram clássicos do rock
Quando Jeff Beck percebeu que Jimi Hendrix estava com sérios problemas
A instrumental do Iron Maiden que é a preferida de Mike Portnoy
5 clássicos do thrash metal cujas letras envelheceram muito mal
A pior faixa de "Reign in Blood", do Slayer, segundo a Metal Hammer
5 clássicos do rock nacional com letras muito mais pesadas do que parecem
5 clássicos do rock nacional que não seriam lançados hoje
No AC/DC todos recebiam instruções do que devia fazer, ninguém criava nada
A pesada crítica de Arnaldo Antunes e Renato Russo contra "Astronauta de Mármore"
O inesperado megahit de Zé Ramalho que Moonspell quer transformar em metal


"Transpiração Contínua Prolongada" levou skate, rua e atitude para o topo do rock brasileiro
O Triunfo do Hard Rock Melódico: Tyketto alcança a excelência com "Closer To The Sun"
Deep Purple: Peso e melodia na medida certa em "SPLAT!"
Brasileiro Puukkojunkkari faz ótimo punk/hardcore extremo cantando em finlandês



