Metallica: uma banda pode ser estressante como qualquer emprego
Resenha - Some Kind Of Monster - Metallica
Por David Oaski
Fonte: Ideologia Rock
Postado em 10 de agosto de 2013
Nota: 7 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Some Kind Of Monster é um documentário lançado em 2004 pela banda norte americana Metallica. A princípio, o registro tinha a intenção de registrar o making of do álbum St. Anger, lançado em 2003, porém devido aos diversos problemas de relacionamento entre os integrantes da banda e os problemas individuais do mesmo, o filme acaba por relatar a fase mais turbulenta dos 30 anos de carreira da banda e como ela conseguiu ultrapassar as dificuldades e se manter na ativa.
As filmagens começam em 2001, apresentando logo de cara, como Lars Ulrich (bateria), Kirk Hammett (guitarra) e James Hetfield (vocais e guitarra) tiveram de lidar com a saída do baixista Jason Newsted, alegando cansaço e divergências pessoais. Esse era só o começo da tempestade.
A banda promove o produtor do álbum, Bob Rock, a baixista provisório e segue com as gravações do que viria a se tornar o controverso álbum "St. Anger". Durante as gravações, o empresário do grupo resolve contratar um terapeuta para ajudar nas questões internas, que segue com eles durante mais de um ano. Nota-se o quanto James e Lars têm personalidade forte e divergem sobre quase tudo, enquanto Kirk é mais contido e serve como um termômetro entre os dois egos gigantes. Diversas brigas soam infantis, com direito a James saindo batendo a porta do estúdio e Lars gritando ‘fuck’ na cara de seu ‘amigo’.
A coisa degringola quando James se interna num centro de reabilitação para tratamento do alcoolismo, travando todas as atividades relacionadas à produção do novo álbum e deixando incerto o futuro da banda. Nesse meio tempo, é mostrado um pouco mais da intimidade de Kirk (que surfa e tem uma fazenda) e Lars (que também vai a um rancho e tem uma conversa intensa com seu pai). James só voltaria um ano depois, porém sem deixar de lado as tretas com Lars, que se mostra ressentido pelo egoísmo de James só pensar em si mesmo. Ambos usam o termo controlador para definir um ao outro, as brigas são cansativas e extremamente desgastantes para todos os envolvidos.
Há também a passagem em que Lars se encontra com Dave Mustaine, do Megadeth, primeiro guitarrista do Metallica, que se mostra extremamente magoado pela forma como foi tratada sua saída da banda, Lars também demonstra algum arrependimento. Trata-se de um ponto importante, pois acaba por esclarecer uma das passagens mais polêmicas da história da banda.
Apesar de toda confusão, é interessante ver o processo de criação da banda, em conjunto no caso desse álbum. Como as ideias surgiam, como James tem insights brilhantes e como o trabalho do produtor é importante a dar o rumo correto às canções.
Por final, o documentário mostra a finalização do álbum e a contratação de um novo baixista: Robert Trujillo (que segue até hoje), que simboliza a estabilizada nos voos da banda. Juntamente vem a homenagem da Mtv, através do especial Icon, onde grandes nomes da música são homenageados e banda sai em turnê para divulgar seu trabalho.
O documentário é extenso e mostra como estar em uma banda de rock pode ser tão estressante como qualquer outro emprego, tendo em vista que diante do tamanho do grupo, muitas vezes a coisa é tratada como uma empresa, onde todos tem obrigações e abdicações, o que torna-se muito pesado diante de vaidades e egos inflados.
Além disso, serve pra mostrar uma outra face de nossos ídolos, vi um Lars chato e arrogante e um James agressivo e infantil em diversos momentos, demonstrando que os rockstars não são heróis, longe disso, possuem fraquezas e são extremamente vulneráveis.
Mesmo com todos os percalços os caras têm o mérito de ter seguido em frente, encarado os problemas de frente e seguem tocando e gravando até os dias de hoje e, ao que parece, a relação entre eles é boa, já que como dizem, depois da tempestade vem a bonança.
Disponível também em:
http://rockideologia.blogspot.com.br/2013/07/resenha-some-kind-of-monster.html
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Os melhores riffs de guitarras de todos os tempos, segundo Zakk Wylde
Vocalista de black metal enfrenta acusações que podem lhe render 12 anos de prisão
Wacken Open Air abre sindicância interna após incidentes relatados pelo público
5 músicas de metal que são vergonha alheia, mas todo mundo ouve mesmo assim
O clássico do AC/DC considerado por Angus Young "um rock perfeito para um guitarrista"
O clássico do Judas Priest em que Rob Halford alcançou a nota mais alta da carreira
"Passem mais tempo com a guitarra do que com mulheres", aconselha Richie Sambora a guitarristas
Disney lança coleção de vilões inspirada na estética do heavy metal; veja modelos
A banda que ofereceu algo novo para o metal, segundo Andreas Kisser
Duff McKagan revela planos do Guns N' Roses; "Não sabemos tocar no automático"
A música do King Crimson inspirada pela separação dos Beatles
O melhor álbum e música do Heavy Metal de cada ano dos anos 1980, segundo a Loudwire
Linkin Park anuncia álbum ao vivo registrado em São Paulo
A música do Megadeth que se aproxima do death metal, segundo Dave Mustaine
A música que tirou o Yes do esquecimento e atingiu o topo das paradas
João Gordo explica por que não chegou a bater em Dado Dolabella em briga histórica
Eddie Van Halen lista e comenta seis álbuns que ele considerava essenciais
O maior álbum de rock progressivo de todos os tempos, segundo Steve Lukather do Toto



James Hetfield relembra os excessos dos anos 80 e a convivência turbulenta com Lars Ulrich
15 coisas que você não imagina que coexistiram com bandas famosas
5 músicas que ficaram famosas por motivo diferente daquele imaginado pela banda
O dia em que Steve Harris foi a um show do Metallica e elogiou Dave Mustaine
Dave Mustaine gostaria de entrar para o Rock and Roll Hall of Fame
5 músicas de metal com refrãos feitos na medida para você pular sem parar
Os 5 melhores álbuns de todos os tempos, segundo Lucas Inutilismo
A importante lição que uma música "esquecida" do Metallica ensinou a Lars Ulrich
"Fade to Black" surpreendeu muita gente, menos os integrantes do Metallica
RHCP: O monstro saiu da jaula com um de seus melhores trabalhos



