Machine Head: mais de uma hora e meia de músicas de vários álbuns
Resenha - Machine Fu**king Head Live - Machine Head
Por João Paulo Linhares Gonçalves
Postado em 04 de julho de 2013
Vou falar sobre o último álbum ao vivo do Machine Head, intitulado "Machine F**king Head Live", e lançado em novembro do ano passado. Somente agora pude dar a devida atenção e deixarei minhas impressões sobre ele.
Após uma sequência fantástica de álbuns de estúdio - "Through The Ashes Of Empires", "The Blackening" e "Unto The Locust", que marcaram definitivamente a banda como um dos grandes nomes do heavy metal - era hora mesmo de um álbum ao vivo que deixasse registrado este excelente momento que a banda estava passando (excelente momento no final de 2012; agora, a banda está a procura de um baixista, já que Adam Duce juntou os trapos e saiu fora...). Trata-se de um álbum duplo, mais de uma hora e meia de músicas extraídas de diversos shows insanos que a banda promoveu durante suas últimas turnês.
Como era de se esperar, o repertório privilegia estes últimos discos: são seis canções do último álbum, "Unto The Locust"; três do álbum "The Blackening"; e o restante dos demais discos - todos tiveram pelo menos uma representante. A performance da banda é intensa e as plateias ao redor do mundo reagiram intensamente, como era de se esperar de um show do Machine Head. A mixagem do álbum foi feita de modo a deixar a interação entre a banda e o público mais intensa, e o resultado me agradou.
A abertura com "I Am Hell (Sonata In C#)" é um desbunde, acelerada e pesada ao máximo. A participação do público é intensa, cantando junto o tempo todo. E o disco segue nessa pegada, ainda explorando o último álbum da banda com a pesada "Be Still And Know". "Imperium", de dez anos atrás, é recebida praticamente como um clássico - uma canção que pode simbolizar a recuperação da banda, após o fiasco de sua guinada nu metal. "Beautiful Morning" e "The Blood, The Sweat, The Tears" são de discos (e momentos) diferentes, mas são igualmente bem recebidas. "Locust" e "This Is The End" trazem a banda explorando novamente o último disco, em especial a primeira, que foi seu primeiro single e é extremamente bem recebida. Talvez o maior destaque do álbum, "Aesthetics Of Hate" traz Robb Flynn conclamando a plateia a cantar junto e agitar em homenagem a Dimebag Darrel, o guitarrista do Pantera morto naquele atentado estúpido. Para quem não sabe, a canção é a resposta de Flynn a um artigo estúpido que criticava ferozmente Dimebag.
"Old" faz uma viagem de quase 20 anos no tempo, ao excelente primeiro álbum da banda, "Burn My Eyes", de 1994. Queria que eles explorassem mais o repertório deste primeiro disco, mas o foco deste ao vivo são os álbuns mais recentes. E temos "Darkness Within", uma das melhores do último disco, cantada belamente pelo público. A seguir, temos "Bulldozer" e "Ten Ton Hammer", representantes de álbuns mais antigos, canções que sempre funcionam muito bem em shows da banda. A parte final do disco nos traz os petardos "Who We Are" (aquela com coro de crianças) e "Halo", canções longas e complexas, porém excelentes, da fase mais recente da banda, e para fechar com chave de ouro, o clássico "Davidian", oriundo do primeiro disco. Toneladas de peso que são muito bem digeridas pela plateia extasiada pela apresentação da banda.
Este foi um grande álbum ao vivo de uma banda que só fez crescer nos últimos dez anos. Agora, eles tem pela frente o desafio da troca do baixista e membro fundador Adam Duce. Que consigam um músico de primeira, a sua altura, para continuarem a trilhar o caminho do heavy metal de qualidade!
Relação das músicas do álbum:
1 - "I Am Hell (Sonata In C#)"
2 - "Be Still And Know"
3 - "Imperium"
4 - "Beautiful Mourning"
5 - "The Blood, The Sweat, The Tears"
6 - "Locust"
7 - "This Is The End"
8 - "Aesthetics Of Hate"
9 - "Old"
10 - "Darkness Within"
11 - "Bulldozer"
12 - "Ten Ton Hammer"
13 - "Who We Are"
14 - "Halo"
15 - "Davidian"
Alguns vídeos (somente com áudio):
"I Am Hell (Sonata In C#)":
"Aesthetics Of Hate":
"Davidian":
Confira esta e outras resenhas no blog Ripando a História do Rock:
http://ripandohistoriarock.blogspot.com.br.
Um abraço e até a próxima!!
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Kiko Loureiro respeita muito Tony Iommi, mas acha que guitarrista do Black Sabbath é "quadrado"
O álbum em que Geddy Lee acredita que o Rush finalmente encontrou seu equilíbrio
Em 1994, Bruce Dickinson esculachou videoclipe do Aerosmith
Curitiba ganha "Cidade do Rock" e recebe festival com gigantes do rock nacional anos 1980
A reação de Dirk Verbeuren ao anúncio do fim do Megadeth
Shows que vão agitar São Paulo no segundo semestre de 2026.
James Hetfield revela sua maior influência como guitarrista de metal: "É o mestre dos riffs"
O futuro rockstar que Peter Frampton queria que abrisse os shows do Humble Pie
Como John Petrucci tenta manter a rotina de treinos durante as turnês do Dream Theater
A única banda de metal que nem o Metallica conseguiu superar, conforme Regis Tadeu
Rock in Rio quer o nome do rock, mas não seu compromisso
A cantora que Ian Gillan considera a maior voz feminina do rock; "ela arrasava!"
Pearl Jam sobe ao palco pela primeira vez com Abe Laboriel Jr. na bateria
A canção polêmica que o Guns N' Roses tocou só duas vezes e abandonou; "Ninguém entendeu"
Bandas de rock que lançaram poucos discos, mas continuam fazendo muito sucesso
Van Halen: o constrangedor encontro de Eddie com o Nirvana
A música cheia de raiva e frustração que "comprou" a casa de Phil Collins

O show que mudou para sempre a vida de Robb Flynn, vocalista do Machine Head
Como o punk influenciou, ainda que de forma indireta, o primeiro disco do Machine Head
Robb Flynn já foi alvo de gangue que ameaçou jogar granadas no palco
Metal Hammer lista discos achincalhados que merecem uma segunda chance
De Black Sabbath a Babymetal, 50 músicas que formam a playlist definitiva do heavy metal
Pink Floyd: The Wall, análise e curiosidades sobre o filme



