Nantra: rock and roll bem direto, simples e nervoso
Resenha - Bar Doce Lar - Nantra
Por Marco Paim
Postado em 20 de junho de 2013
Diversão e Sede!! Essas são as sensações que o álbum de estreia da banda gaúcha NANTRA nos proporciona ao longo de suas 10 faixas. Vê-se que Caxias do Sul está bem servida de bandas autorais em todos os estilos, e o CD "Bar Doce Lar", lançado no último dia 25/05 no Vagão Bar, prova isso.
Logo que o play começa já dá para notar que a banda se propõe a fazer um rock and roll bem direto, simples e nervoso, barulhento mesmo. O estilo lembra bandas como Tequila Baby, Kamboja, Ramones e muitos flertes com o rock gaúcho das antigas como Cascavelletes, TNT e até a nossa lendária Aliança Rebelde.
O álbum já começa com o som de um veículo em arrancada para logo em seguida a banda literalmente sentar o braço em músicas agitadas como "Companheiro do Luar", "Bar Doce Lar", onde o baixo de João Molon fica mais em evidência com o peso e melodias bem delineadas dando ainda mais ritmo aos ótimos riffs de guitarras. "Garotas da Calçada", "Alguém do Meu Lado" e "Vivo o Rock n Roll" mantém esse ritmo ao longo do álbum.
Também tem as músicas mais "calmas" e cadenciadas como a ótima "Apostasia", que lembra alguns sons dos Ramones dos anos 80, "Lunático Total" e seu ritmo mais bluseiro, e também "Pedras que Rolam" que traz os riffs e a diversão do AC/DC do anos 70.
Apesar de simples, nota-se que a banda se preocupa com a qualidade das composições, pois muitos detalhes bem sacados aparecem em todas as músicas, como nas linhas da baixo de João Molon de "Pedras que Rolam" ou "Bar Doce Lar", que mostram as influências tímidas do heavy metal, em fraseados que lembram Steve Harris e Phil Lynott. Ou então nos riffs e solos bem conduzidos por Mateus Molon e Marcelo Ramos. O vocal de Izequiel Ferreira assemelha-se ao vocal do Tequila Baby, rasgado, pesado e áspero. E o batera Charles Padilha, muito competente, segura as pontas dando o consistência necessária para que a massa sonora da banda venha como um tijolo no peito do ouvinte.
Como disse Mateus em recente entrevista, as letras do Nantra "falam do cotidiano da moçada, de festa, de bar, de curtir a vida. É bem desapegado de seriedade. Não são letras sérias, é bem para divertir a galera mesmo. Para resgatar aquele espírito divertido do rock n roll.".
E com certeza eles conseguiram alcançar o objetivo neste debut, pois realmente, a diversão é garantida!!!
NANTRA - Bar Doce Lar (2013)
Independente/Financiarte
01. Companheiro do Luar
02. Bar Doce Lar
03. Fervendo no Rock
04. Apostasia
05. Garotas da Calçada
06. Alguém do Meu Lado
07. Lunático Total
08. Pedras Que Rolam
09. Não Tô Mais Aí Pra Nada
10. Vivo o Rock and Roll
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A banda britânica que merecia o público devoto do Iron Maiden, segundo Regis Tadeu
Bangers Open Air anuncia primeiras atrações nacionais para a edição 2027
O disco que tirou Duff McKagan do punk e o preparou para entrar no Guns N' Roses
A banda de metal que Slash colocou acima das demais e chamou de "obrigatória"
A icônica banda que Regis Tadeu não recomenda nenhum álbum sequer: "Todos horrorosos"
Summer Breeze vende todos os ingressos para a edição 2027 em tempo recorde
Epica se apresentará em São Paulo em novembro de 2027
O músico dos EUA que chorou antes do show do Sepultura, segundo Andreas Kisser
Gene Simmons volta a atacar os ex-colegas Peter Criss e Ace Frehley
Os 59 anos de idade de Gene Hoglan, um dos maiores bateristas do heavy metal de todos os tempos
O álbum que talvez seja a definição mais perfeita do rock progressivo
A fase do Deep Purple que Ritchie Blackmore não suporta
Vocalista original do AC/DC, Dave Evans lança novo single "Loup Garou"
Joe Lynn Turner opina sobre reencontro de Ritchie Blackmore com o Deep Purple
O cantor que fazia Robert Plant pensar em "jogar a toalha" de tão bom
Rock e Metal: todo artista tem uma fase vergonhosa
O inesperado esporte que Dado Villa-Lobos foi campeão na França e o fez perder dente
Cinco clássicos do heavy metal com intros de bateria inesquecíveis

Kinetic Orbital Strike despeja treze bombas punk/crust destruidoras
Ürütaü - Trabalho de estreia, qualidade de veteranos
A Magia Ancestral do Green Lung: O Impacto Monumental de "Woodland Rites"
Resenha - Skylab VI - Cadê Meu… Álbum?
Os 50 anos de "Journey To The Centre of The Earth", de Rick Wakeman
Guns N' Roses: o último grande álbum de rock feito a mão



