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Grave Digger: um dos melhores álbuns de Heavy Metal dos anos 90

Resenha - Heart Of Darkness - Grave Digger

Por Felipe Cipriani Ávila
Em 05/06/13

Nota: 10

A banda Grave Digger, oriunda de Gladbeck, Alemanha, foi fundada em 1980, pelo vocalista Chris Boltendahl e pelo guitarrista Peter Masson. Sem dúvida alguma, é um dos maiores expoentes do prolífico movimento germânico de Heavy Metal.

No ano de 1986, após gravar três ótimos álbuns, a banda decide mudar de nome, passando a chamar apenas Digger. Após a gravação do controverso "Stronger Than Ever", que, claramente, tinha a intenção de ser musicalmente mais acessível, a banda se separa, em 1987. Após o fracasso comercial dessa empreitada, a banda Hawaii é fundada, no ano de 1988, por Chris Boltendahl e pelo guitarrista Uwe Lulis e, após a gravação da Demo, denominada "Bottles And Four Coconuts", no ano de 1989, ambos "revivem" o Grave Digger, no ano de 1991, lançando uma Demo com o oportuno e convincente nome "Return Of The Reaper". E que retorno glorioso!

Em 1993, a banda lança o excelente "The Reaper", álbum que contava com uma série de petardos, pesados e vigorosos. No ano seguinte, gravaram uma compilação e um EP, "The Best Of The Eighties" e "Symphony Of Death", respectivamente. O desafio de gravar um álbum à altura do anterior, certamente, não era tarefa das mais fáceis. Porém, o grupo "arregaçou as mangas", não decepcionou, e , em 1995, lançou o álbum "Heart Of Darkness", que não só mantinha o peso e a agressividade do anterior intacta, mas, ao mesmo tempo, adicionava novos e bem-vindos elementos à musicalidade da banda.

A formação da banda, à época da gravação de "Heart Of Darkness", era basicamente a mesma do disco anterior, excetuando a troca de bateristas, saindo Jörg Michael, que, além de fazer parte à época do Axel Rudi Pell, passara a fazer parte, em 1994, também, da banda Running Wild e, em 1995, foi para a banda finlandesa Stratovarius, e entrando Frank Ulrich, que já tocou em bandas como Living Death e Stainless Steel.

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Adotando um conceito lírico mais obscuro, que discorre, de forma muito inteligente, diga-se de passagem, sobre temas como o ódio e a morte, a banda não deixou de investir, porém, na agressividade, peso, e raça, inerentes não só à sonoridade da mesma, assim como ao Heavy Metal germânico, como um todo. Quase toda a parte lírica do disco foi criada pelo vocalista Chris Boltendahl e o baixista Tomi Göttlich, se excetuando as faixas "The Grave Dancer" e "Hate", que também contaram com o auxílio do guitarrista Uwe Lulis.

O trabalho contêm nove faixas e, de um modo geral, é bem homogêneo, e mantêm o peso e vigor, do início ao fim. A banda começou a investir em faixas mais longas,como pode ser observado em "Demon's Day", a primorosa e excelente música que dá nome ao disco,"Heart Of Darkness", com os seus quase doze minutos de duração, e a agressiva "Circle Of Witches". Embora sejam mais longas, não são enfadonhas e exageradas, de forma alguma, e proporcionam ao ouvinte uma audição muito prazerosa.

Após o interlúdio, "Tears Of Madness", o trabalho prossegue com oito faixas, do mais puro Heavy Metal germânico. Há de se enaltecer, sem nenhuma dose de exagero, o excelente e singular trabalho de voz, a cargo do carismático Chris Boltendahl. A versatilidade da voz do mesmo é algo espantoso, com este variando, facilmente, desde tons mais suaves, até os mais agressivos, sem soar exagerado, tampouco pretensioso, contribuindo muito para o andamento das músicas e para as mensagens contidas na parte lírica do trabalho. A faixa-título, para citar um exemplo, salientando o que foi explicitado sobre os dotes vocais do frontman da banda, e único membro da formação original, mostra bem essa variação vocal, com este indo desde os vocais mais suaves até passagens mais agressivas, nas quais adota uma técnica mais rasgada, dotada de muita potência.

Ah, e os riffs, o que podemos dizer deles? Sem dúvida, um dos destaques e aspectos mais positivos deste disco! São toneladas, presentes durante toda a audição! E, há de se mencionar que, em momento algum, estes soam maçantes e sem graça. Se você, prezado leitor, acha que o redator que vos escreve esta resenha está sendo exagerado e entusiasmado demais, quanto às habilidades do guitarrista Uwe Lulis, na criação de toneladas de riffs memoráveis, ouça faixas como "Shadowmaker", "The Grave Dancer", "Warchild" e a já mencionada, "Circle Of Witches", e veja se estou errado. A estrutura e o andamento de todas as músicas dispensam maiores comentários. Destaque, também, para os ótimos solos, que primam pelo bom gosto e se encaixam perfeitamente dentro da proposta de todo o trabalho. Uwe Lulis é, sem dúvida alguma, um ótimo guitarrista e compositor.

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Em relação a citar destaques, não querendo soar exagerado, mais uma vez, mas, na opinião deste que vos escreve, isso é difícil, pois, como já mencionado, de um modo geral, trata-se de um trabalho muito homogêneo. Todas as composições, a cargo de Chris Boltendahl e Uwe Lulis, exceto a "Circle Of Witches", que contou com a colaboração do baixista Tomi Göttlich, são memoráveis, e contam com o "padrão de qualidade Grave Digger"! Ouça sem medo e receio, pois temos aqui um dos melhores discos de Heavy Metal da década de noventa, mostrando que algumas bandas souberam manter a bandeira da música pesada erguida, embora passassem por dificuldades, devido à ascensão e destaque do Grunge e do Britpop, na década de noventa. Aprecie sem moderação! Um dos grandes destaques da extensa e mais que produtiva discografia da banda, que é uma lenda do Heavy Metal germânico!

Formação da banda à época:
Chris Boltendahl - Vocal
Uwe Lulis - Guitarra, Backing Vocal
Tomi Göttlich - Baixo, Backing Vocal
Frank Ulrich - Bateria

Faixas:
1 - Tears Of Madness
2 - Shadowmaker
3 - The Grave Dancer
4 - Demon's Day
5 - Warchild
6 - Heart Of Darkness
7 - Hate
8 - Circle Of Witches
9 - Black Death


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Sobre Felipe Cipriani Ávila

Headbanger convicto e fanático, jornalista (graduado pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais - PUC Minas), colecionador compulsivo de discos, não vive, de modo algum, sem música. Procura, sempre, se aprofundar no melhor gênero de música do mundo, o Heavy Metal, assim como no Rock'n'Roll, de um modo geral, passando pelo clássico, pelo progressivo, pelo Hard setentista e oitentista, e não se esquecendo do Blues. Play It Loud!

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