Lancer: culto ao passado e avestruz com spikes como mascote
Resenha - Lancer - Lancer
Por Ricardo Seelig
Fonte: Collectors Room
Postado em 11 de março de 2013
Nota: 7 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
O saudosismo e o culto ao passado são partes integrantes da cultura heavy metal. Principalmente em relação à decada de 1980, o que não faltam são sites, publicações e até mesmo festivais dedicados exclusivamente ao som produzido naquele período. Todo esse culto fez surgir um estilo próprio dentro do metal, manifestado através da crescente onda de bandas retrô thrash surgidas nos últimos anos e que, na minha visão particular, salvo algumas excessões soam, em sua maioria, apenas genéricas, derivativas e totalmente desnecessárias.
Seguindo outro caminho, os suecos do Lancer também olham para o passado, mas para outra seara: a do power metal. Formada em 2009 na cidade de Arvika, a banda é composta por Isak Stenvall (vocal), Peter Ellström (guitarra), Fredrik Kelemen (guitarra), Emil Öberg (baixo) e Sebastian Pedernera (bateria) e acaba de lançar o seu primeiro disco. Batizado apenas com o nome do grupo, a estreia do Lancer saiu no último dia 18 de janeiro e irá agradar em cheio uma parcela considerável de metalheads.
O motivo dessa certeza é a mistura de influências que compõe a música do quinteto: linhas vocais muito bem construídas, guitarras velozes e melodias e arranjos que remetem diretamente ao Iron Maiden do biênio 1983/1984 e ao Helloween fase 1987/1988. E a cereja do bolo: um vocalista que possui um timbre de voz que fica no meio termo entre Michael Kiske e Tobias Sammet e, em alguns momentos, nos traz à mente o jovem Bruce Dickinson.
Produzido pela dupla Tommy Reinxeed e Ronny Milianowicz, que tem no currículo trabalhos para nomes como Hammerfall, Wolf e o próprio Kiske, o debut do Lancer parece um disco perdido de power metal gravado durante a década de 1980 e que só agora viu a luz do dia. A banda possui uma diferença fundamental em relação à grande maioria dos grupos que reciclam a sonoridade e a estética daquela época: ao invés do saudosismo puro e simples, o que temos aqui é um cuidadoso e sólido trabalho de composição que bebe sim no passado, mas com talento de sobra para tornar tudo refrescante e pra lá de cativante.
Se você é fã de bandas como Iron Maiden, Helloween, Gamma Ray, Hammerfall, Edguy e Steelwing, irá às nuvens com o Lancer. As nove faixas do disco são cheias de refrões grudentos e melodias eficazes, além de solos que instigam qualquer fã de metal a empunhar a sua air guitar e sair detonando tudo.
Entre as músicas, destaque para o primeiro single e faixa de abertura, "Purple Sky", além de "The Exiled" (Steve Harris ficaria orgulhoso), "Young & Alive" (e dá-lhe Keeper of the Seven Keys), "Dreamchasers" e "Mr. Starlight". Há alguns delizes quando a banda tenta ir por caminhos mais dramáticos, como em "Seventh Angel" e "Between the Devil and the Deep", mas acerta o alvo contrário em duas faixas com duração excessiva e pretensão desnecessária.
Quando o culto ao passado vem acompanhado de grandes doses de talento no lugar da saudade pura e simples, não tem como dar errado. Esse é o caso do Lancer. Os suecos fizeram um belo trabalho em seu disco de estreia e possuem potencial para irem muito além.
É bom ficar de olho no Lancer, porque a coisa aqui promete (até porque uma banda que tem um avestruz cheio de spikes como mascote não pode passar despercebida ...).
Faixas:
1 Purple Sky
2 The Exiled
3 Young & Alive
4 Seventh Angel
5 Don’t Go Changing
6 Dreamchasers
7 Mr. Starlight
8 Deja Vu
9 Between the Devil and the Deep
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Mastodon oficializa nova formação, que conta com músico brasileiro
A música do AC/DC que Angus Young escolheu como sua favorita na guitarra
Bruce Dickinson escolhe qual turnê do Iron Maiden é a sua preferida
A gigante do rock que irritou Chris Cornell e virou alvo constante de Kurt Cobain
Ex-baterista do Guns N' Roses fala sobre o Axl Rose que a maioria não conhece
A banda que bateu um recorde dos Beatles e afundou em poucos anos
Steve Howe (Yes) conta como foi tocar em "Innuendo", do Queen
O clássico do Whitesnake que foi gravado durante um bate boca aos berros no estúdio
O disco de 1983 que Dave Grohl sabe tocar de cor e salteado; "Conheço cada virada de bateria"
Duração de "Rime of the Ancient Mariner" surpreendeu membros do Iron Maiden
Nicko McBrain surpreende ao eleger os álbuns do Iron Maiden do pior ao melhor
Mick Jagger não vê nada de bom em envelhecer, mas admite uma vantagem inesperada
A música do AC/DC inspirada na natureza que acabou associada a serial killer
Bono manda a real sobre o motivo do rock ter perdido espaço para o hip-hop nos anos 2000
O pior álbum dos Beatles de acordo com George Harrison
O melhor disco de Raul Seixas, apurado de acordo com votação popular
A melhor banda de rock progressivo de todos os tempos, segundo Geddy Lee
O clássico que o Pink Floyd descartou e regravou devido ao perfeccionismo de Gilmour

Brasileiro Puukkojunkkari faz ótimo punk/hardcore extremo cantando em finlandês
A Arquitetura da Fé e da Melodia - Michael Sweet Transmite Paz em "The Master Plan"
Headhunter DC - Death Metal como arma, identidade e resistência
Black Swan - Quando a experiência se transforma em poder de fogo
Hellacopters acerta (de novo) com seu rock n' roll visceral em "Cream Of The Crap! - Volume 3"
"Break The Silence" prova que o mainstream precisa do Beyond The Black
Há 40 anos o Queen lançava "A Kind of Magic", álbum que marcou a despedida de Freddie dos palcos
O melhor disco ao vivo de rock de todos os tempos



