Asphyxia: Melodic Death Metal com uma certa pitada de Gothic
Resenha - Sangre Eterna - Asphyxia
Por Vitor Franceschini
Postado em 19 de fevereiro de 2013
Essa banda da Sérvia, apesar de ter um nome que nos remete ao Gothic/Doom Metal, iniciou sua carreira em 2005 investindo em uma sonoridade voltada ao Symphonic Black Metal. Porém, após a incessante busca pela identidade, fez com que o grupo se transformasse em uma banda de Melodic Death Metal.
Usando um dos mais fortes dos clichês, podemos dizer que a banda faz exatamente o que se propõe, mas com certa identidade e uma pitada de Gothic Metal, já que seu som possui um clima triste, apesar de pesado e técnico. Há também uma aura de futurismo em sua música, talvez devido às belas e bem encaixadas linhas de teclados.
Um dos diferenciais são os vocais variados de Ilija Stevanović, que também é responsável pelos teclados. O cara detona no gutural cavernoso, porém inteligível, e ainda mescla com passagens limpas e rasgadas, mostrado grande senso de interpretação. Tudo isso executando com maestria as já citadas linhas de teclado.
O instrumental não fica atrás. As guitarras fazem um grande trabalho, com técnica elevada, riffs precisos e solos melodiosos. A bateria segue a linha técnica que o estilo impõe e o baixo dá todo esse suporte. Tudo com uma produção cristalina, que só eleva a qualidade do trabalho.
Destaco as emotivas The Echoes Of My Loss e Asphyxia, além de Seventh Angel, pois são um pouco mais bem estruturadas que as outras. Completam o time Davor Menzildžic (baixo), Bora Jovanović e Zoltan Kovač (guitarras) e Miloš Armuš (bateria). Grata surpresa!
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