A crítica da Classic Rock/Metal Hammer ao show do Guns N' Roses no Download 2026
Por João Renato Alves
Postado em 15 de junho de 2026
O Guns N' Roses já está acostumado a ser atração principal em shows gigantescos. Não à toa, a banda foi escolhida como headliner de uma das noites do Download Festival 2026, realizado no mítico cenário do autódromo Donington Park, onde o Monsters of Rock nasceu.
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No entanto, o cenário de jogo ganho não favoreceu o grupo, como a Classic Rock e a Metal Hammer deixaram claro na resenha conjunta que pode ser lida na íntegra clicando aqui. As publicações britânicas deram duas estrelas e meia de cinco como avaliação. Eis o que elas disseram:
"Atribui-se ao lendário empresário circense P.T. Barnum a criação da frase 'sempre deixe-os querendo mais'. Barnum já faleceu há mais de 130 anos, mas pode apostar que, se estivesse vivo para ver o Guns N' Roses como atração principal do palco Apex no Download Festival, no sábado à noite, ele teria algumas palavras a dizer.
O Guns N' Roses é uma das maiores bandas de rock and roll de todos os tempos; não importa o que façam, essa reputação é inabalável. Mas aqui, em 2026, seus shows ao vivo são um teste de paciência. Ironicamente, dada a sua histórica reputação de atrasos, eles chegam cedo e, por 20 minutos vertiginosos, mostram-se verdadeiramente as lendas que são.
'Welcome to the Jungle', 'Bad Obsession' e 'It's So Easy' soam incríveis. Apesar de serem antigas, são faixas poderosas e impactantes, com a mordida de uma víbora. Crucial para o sucesso delas é Axl Rose; ele consegue recriar com maestria as músicas com notas mais graves, mas em 'You Could Be Mine' é possível perceber o esforço que faz para alcançar os agudos. Ele se dedica ao máximo, mas essa dificuldade certamente prejudica o impacto geral.
Axl nunca se recupera totalmente dali, mas seria injusto culpá-lo completamente pelos problemas do show. Primeiro, o público era possivelmente menor do que o do show do Trivium pouco antes, algo impensável no passado, mas um claro indicativo de que o público do Download está mudando.
Os que ainda estavam lá se entregaram de corpo e alma a músicas como 'Mr. Brownstone', 'Live and Let Die' e 'Sweet Child O' Mine', mas muitos foram embora ou ficaram de pé, apáticos, durante o arrastado meio do show. Alguns momentos altos, como o cover de 'Slither', do Velvet Revolver, ou a irresistível 'Rocket Queen', se destacaram, mas logo tudo começou a soar cansativo quando o Guns N' Roses arruinou 'Sabbath Bloody Sabbath', soando como uma banda de bar tocando 'Black Leather', do Sex Pistols, ou deixando Slash improvisar por um tempo que pareceu infinito.
O Guns N' Roses poderia ter encurtado o show em uma hora, preenchido o tempo com músicas matadoras, sem nenhuma enrolação, e ter todos na palma da mão: quando chega a hora da sequência final de 'Don't Cry', 'November Rain', 'Nightrain' e 'Paradise City', é tão bom que você quase consegue perdoar e esquecer os momentos mais lentos.
No fim das contas, tudo isso significa que os melhores momentos da noite ainda foram incríveis, mas este show esteve longe de ser um clássico do Guns N' Roses. Menos teria sido definitivamente mais."
No momento, o Guns N' Roses percorre a temporada de festivais do verão europeu, incluindo alguns shows próprios pelo caminho. Em abril, o grupo realizou um total de nove shows no Brasil, passando praticamente o mês inteiro em território nacional.
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