Metalmorphose: se saem muito bem cantando em nossa língua

Resenha - Máquina dos Sentidos - Metalmorphose

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Por Vitor Franceschini
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Nota: 9


Todos sabem que vivemos a época do 'revival', principalmente no cenário metálico nacional onde bandas como Salário Mínimo, Dorsal Atlântica, Anthares, entre outras voltaram à ativa com shows e até mesmo com trabalhos inéditos, como é o caso da banda pioneira carioca Metalmorphose.

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Responsável por abrir as portas do Metal fluminense quando gravou o split LP "Ultimatum" ao lado da Dorsal Atlântica em 1985, o Metalmorphose voltou à ativa em 2008 e lançou duas compilações, além de um CD/DVD ao vivo intitulado "Odisseia". Agora, de fato a banda lança o que poderíamos chamar de seu primeiro full-length, afinal após quase 30 anos de sua fundação, a banda lança um álbum completo.

E o que podemos ouvir em "Máquina dos Sentidos" é algo magistral em termos de Metal nacional cantado em português. Como poucos, o Metalmorphose é uma das bandas que mais se saem bem cantando em nossa língua pátria e sabe encaixar muito bem a emoção passada por nossas letras no tão 'padronizado (em inglês) Heavy Metal.

Trilhando caminhos da NWOBHM e do Hard Rock, o trabalho apresenta uma banda mais que madura, onde os instrumentos mostram coesão e pegada de quem está com 'sangue nos olhos'. Os riffs possuem o peso na medida certa e os timbres das guitarras transbordam a veia Metal com bons e bem executados solos.

O entrosamento da cozinha se destaca, com um baixo cavalar e uma bateria precisa. Tavinho Godoy está cantando muito e seu vocal soa agradável durante toda a audição do trabalho, já que não conta com exageros e possui um grande equilíbrio. Isso sem contar com a produção de Gustavo Andriewiski que soube dosar corretamente a tecnologia disponível atualmente com a tradição sonora da banda.

Destaques não faltam, mas Jamais Desista que abre o disco de forma enérgica e é uma homenagem a Roosevelt Bala (vocalista/baixista do Stress), o puro Heavy Metal Metrópole e a progressiva Pelas Sombras são clássicos imbatíveis dentre às nove composições. Enfim, um trabalho que prova que o Metal nacional tem raiz, e raiz forte!

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Sobre Vitor Franceschini

Jornalista graduado tem como principal base escrever sobre Rock e Metal, sua grande paixão. Ex-editor do finado Goredeath Zine, atual comandante do blog Arte Metal, além de colaborador de diversos veículos do underground.

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