Circus Maximus: metal progressivo vindo da terra do Black
Resenha - Nine - Circus Maximus
Por Junior Frascá
Postado em 09 de novembro de 2012
Nota: 9 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Não, a Noruega não é um país conhecido por suas bandas de metal progressivo. Mas, mesmo assim, uma das bandas mais legais da atualidade, o CIRCUS MAXIMUS, vem da terra do Black Metal. A banda, que já conta com mais de 10 anos de estrada, chega apenas a seu terceiro disco, o melhor de sua carreira até o momento, e sem dúvida, um dos melhores do estilo em 2012.
A banda pode ser desconhecida no Brasil, mas a cada novo lançamento vem conseguindo mais e mais reconhecimento na Europa, com ótimas tours e uma vendagem de álbuns razoável para os padrões atuais da industria fonográfica.
O estilo praticado pelos caras, como dito, é o metal progressivo, repleto de momentos pesados, e até algo de AOR, que tornam as músicas bem interessantes e prazerosas de se ouvir. Os riff do guitarrista Mats Haugen são muito legais, ora repletos de brutalidade, ora prezando pela melodia, muito bem acompanhados da cozinha precisa e técnica formada por Truls Haugen (bateria) e Glen Mollen (baixo). O tecladista Lasse Finbraeten também chama a atenção, pois consegue encaixar bem seu instrumento, sem soar forçado, com arranjos de muito bom gosto. Mas o grande destaque do material é o vocalista Michael Eriksen, com um timbre muito agradável e emocional, daqueles fáceis de se gostar desde o primeiro contato.
E o que torna "Nine" um disco tão legal é o fato de que a banda primou pela vitalidade e harmonia na criação das faixas, deixando de lado os excessos de virtuosismo. Todos são excelentes músicos, mais deixaram de buscar os destaques individuais em prol do todo. Além disso, o trabalho de produção de Christian Wibe fez toda a diferença, pois o som ficou bem orgânico e equilibrado.
Assim, temos aqui 10 petardos do metal progressivo, sempre com muito peso, ótimas melodias, diversas quebras de andamento e momentos mais viajados. Todas as faixas são bem legais e merecem ser ouvida com atenção, mas caso queira ter uma ideia geral da qualidade do material, escute "Game of Life" e "Used", que demonstram bem o que é o som do CIRCUS MAXIMUS.
Um grande trabalho, daqueles que teimam em não querer sair do nosso player, e que fatalmente fará com que o CIRCUS MAXIMUS galgue degraus mais altos em sua carreira, sendo reconhecida como uma das grandes bandas de metal progressivo da atualidade. Se curte o estilo, nem pense em não escutar!
Nine – Circus Maximus
(2012- Frontiers - Importado)
Formação:
Michael Eriksen: Vocais
Truls Haugen: Bateria
Mats Haugen: Guitarras
Glen Møllen: Baixo
Lasse Finbråten: Teclados
Track List:
1. Forging
2. Architect of Fortune
3. Namaste
4. Game of Life
5. Reach Within
6. I Am
7. Used
8. The One
9. Burn After Reading
10. Last Goodbye
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A voz que Freddie Mercury idolatrava; "Eu queria cantar metade daquilo", admitiu o cantor
A banda lendária com que o Deep Purple odiava comparação: "Nada é pior, não tenho paciência"
A música de rock com a melhor introdução de todos os tempos, segundo Dave Grohl
A banda de metal que conquistou Motörhead, Iron Maiden e George Michael
Gary Holt compara James Hetfield e Dave Mustaine e diz que toque de Dave é "diferente"
Embalado pelo seu derradeiro disco, Megadeth lança linha de cervejas personalizadas
O primeiro disco de heavy metal do Judas Priest, segundo Ian Hill
Dave Mustaine não queria que Megadeth encerrasse atividades, mas reconhece dificuldades
O fim de uma era? Insanidade e fogo nos olhos no último disparo do Megadeth
O guitarrista do próprio país que The Edge acha que todo mundo deveria agradecer
A banda que é boa para ouvir num churrasco discutindo sobre carros, segundo Regis Tadeu
A música do Megadeth que James Hetfield curte, segundo Dave Mustaine
Rob Halford não sabe como Judas Priest sobreviveu às gravações de "Screaming for Vengeance"
A banda que dá "aula magna" de como se envelhece bem, segundo Regis Tadeu
A sincera opinião de Jéssica Falchi sobre o Iron Maiden sem Nicko McBrain
O motivo pelo qual Slash não quer saber de filme sobre o Guns N' Roses
A letra que fez Hammett e Hetfield, do Metallica, chorarem
Bruce Dickinson: Use Your Illusions? Aquele formato é uma bosta!


Alter Bridge, um novo recomeço no novo álbum autointitulado
Com "Brotherhood", o FM escreveu um novo capítulo do AOR
Em 1977 o Pink Floyd convenceu-se de que poderia voltar a ousar



