Running Wild: Em 1992, dando continuidade à sólida carreira
Resenha - Pile Of Skulls - Running Wild
Por Gabriel Ramos Paschoaletto
Postado em 30 de junho de 2012
Nota: 9 ![]()
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Ah, o Running Wild... Uma das bandas mais queridas e respeitadas de Heavy Metal, que construiu sua reputação na base de muito trabalho (leia-se: um grande álbum seguido de outro grande álbum, seguido de outro grande álbum, e etc); dona de um catálogo invejável e de uma regularidade incrível ao longo de quase três décadas de carreira.

Após o início totalmente Speed Metal com os maravilhosos 3 primeiros álbuns, a partir de "Port Royal" a banda apresentou algumas mudanças em seu som, que foi ficando mais elaborado e melódico (nada a ver com o chamado "metal melódico", por favor); se aproximando do que seus conterrâneos do Helloween - entre várias outras bandas - também faziam na época. Esse foi o caminho que o Running Wild trilhou na década de 90, e é o contexto em que Pile Of Skulls se insere.
Lançado em 1992, o álbum tinha a missão de manter o altíssimo nível de seus antecessores, afinal, já se passavam quase dez anos desde sua estréia (em 1984, com "Gates to Purgatory") e a banda ainda não tinha lançado um único disco ruim. Mas, se isso gerou algum tipo de pressão interna, foi algo positivo, pois Pile Of Skulls é um belíssimo trabalho!

A formação que gravou o álbum contava com, além do óbvio Rolf Kasparek na guitarra e vocal; Axel Morgan na segunda guitarra, Thomas Smuszynski no baixo e Stefan Schwarzmann (atualmente tocando no Accept) na bateria.
Após uma introdução muito legal (Chamber Of Lies), um riffinho bem sacado dá início à Whirlwind, que representa perfeitamente o estilo tocado na época pela banda: ótimas (frise-se: ÓTIMAS) guitarras, bateria e baixo incessantes e o vocal de Rock 'n' Rolf, que estava cantando como nunca.
Por falar em Rock 'n' Rolf, é claro que ele rouba a cena, tocando, cantando e compondo muito - e pra quem quiser conferir como ele era um "monstro" no palco, é só assitir o vídeo "Death Or Glory Live", de 1990 - uma verdadeira lenda metálica, enfim.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel | Voltando ao play, Sinister Eyes e Black Wings of Death são bem mais cadenciadas que a abertura, com um maior destaque aos vocais, refrões marcantes e, é claro, belos riffs e solos de guitarra; Roaring Thunder (faixa nº 6) também segue essa mesma fórmula.
Já na música título não há nada cadenciado! Trata-se de uma porrada a 200 km/h (ou seria a 200 bpm?), um Metalzão nervoso e "na cara", claramente inspirado no então recém lançado "Painkiller" do Judas Priest, com uma letra de "revolta contra o poder" bem legal, inclusive, este sempre foi um tema recorrente nas letras do Running Wild, mais até do que os piratas que acabaram se tornando símbolo da banda.
Quanto às músicas ainda não mencionadas, todas são muito boas (bem, Fistful Of Dynamite nem tanto), seguindo a filosofia de "jogar fácil", ou seja, sem nada de experimental, apenas o som que os fãs já esperavam ouvir, o que é ótimo, claro.

Mas o melhor ficou pro final: Treasure Island!
O som das ondas do mar e uma pequena narração já mostram que estamos diante de um épico, e após pouco mais de 1 minuto de introdução começa o desfile de riffs. RIFFS! Um melhor que o outro! A música flui perfeitamente e não soa cansativa em nenhum momento, apesar da longa duração (mais de 11 minutos); seguindo a receita de "Rime Of The Ancient Mariner", do Iron Maiden, a música é dividida por uma parte mais calma, em seguida voltando com uma seção de solos fantástica, e fechando o círculo com a volta do riff inicial, nota 10!
A letra de "Treasure Island" é baseada na famosa história "A Ilha do Tesouro", de Robert Louis Stevenson (não, não sou tão culto, há uma nota no encarte do cd com a referência ao livro e ao autor), uma história muito legal de piratas, que vale a pena ser lida.

Enfim, Pile Of Skulls é um excelente álbum, com várias músicas legais e com 3 destaques absolutos: Whirlwind, Pile Of Skulls e Treasure Island, estrategicamente colocadas no começo, no meio e no fim do play. Apenas por essas três músicas o preço pago pelo cd já é compensado!
Obs: a versão resenhada vem com 04 músicas bônus, que não vou comentar porque confesso que não tenho muito saco para ficar ouvindo regravações e esse tipo de coisa que normalmente as gravadoras colocam como "bônus".
"Lightning strikes when the youth stands tight"
Tracklist:
1. Chamber of Lies
2. Whirlwind
3. Sinister Eyes
4. Black Wings of Death
5. Fistful of Dynamite
6. Roaring Thunder
7. Pile of Skulls
8. Lead or Gold
9. White Buffalo
10. Jennings' Revenge
11. Treasure Island

Gravadora: Dynamo
Nacional.
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