Paradise Lost: O álbum mais importante nos anos 2000

Resenha - Tragic idol - Paradise Lost

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Por Écio Souza Diniz
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Nota: 9

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Nesse vasto mundo do Metal, difícil é se solidificar em estilo ao longo de vários anos de estrada. Os caminhos costumam ser tortuosos e querendo ou não, nós como fãs fiéis desse tipo único de música, somos exigentes com o que nossos ouvidos absorvem.
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O PARADISE LOST a mais de duas décadas na ativa, apesar de consideráveis mudanças sonoras em um determinado momento de sua carreira, ainda hoje se consolida no estilo que o consagrou a banda.

E para quem aprecia especialmente a fase que vai da metade da década de 90 para trás, esse é o álbum que recomendo como o mais importante da banda nos anos 2000, e para falar a verdade, o mais bem composto e inspirado, desde o clássico “Draconiam Times”. Seja um desejo de desencalhar o enfadonho “Faith Divides Us Death Unites Us”, ou um desejo natural de explicitar mais as raízes, “Tragic Idol” deve ser ouvido minuciosamente.

A típica entrada a lá “Draconiam Times” de ‘Solitary one’, já é um indicativo de que com certeza, há mais músicas que beberam dessa mesma água de qualidade, e isso é provada pelos riffs diretos e nervosos de ‘Crucify’ que levam a um bate cabeça frenético. Em ‘Fear of impending hell’ voltamos a saudar aquela veia da era “Icon”, “Shades of God” e “Draconiam Times”, com passagens inspiradas e cheias de um sentimento profundo, no estilo único que esses ingleses propagam, e isso se mantem em ‘Honesty in death’. O momento mais pesado e denso deste petardo chega em ‘Theories from another world’, com uma atmosfera variável, mas que se intensifica a cada momento. Agora, se você gosta de músicas que grudam na cabeça, ‘In this we dwell’ é o que você precisa, com seus refrão e bases marcantes. ‘To the darkness’ poderia até ter sido composta por uma banda da NWOBHM, pois tem riffs e solos característicos desse bom e velho Heavy metal. A faixa-título é classuda, e nela Nick Holmes mostra o quanto pode variar seu vocal de forma precisa, sendo esta a sua melhor performance neste trabalho. Se psicoldelia também é algo que gostaria de ouvir neste álbum, fique tranquilo, ‘Worth fighting for’ é uma viagem a parte. E para fechar com maestria, ‘The glorious end’ porque o PARADISE LOST é até hoje influencia crucial para muitas bandas do estilo.

Faixas:

01 – Solitary One
02 – Crucify
03 – Fear Of Impending Hell
04 – Honesty In Death
05 – Theories From Another World
06 – In This We Dwell
07 – To The Darkness
08 – Tragic Idol
09 – Worth Fighting For
10 – The Glorious End

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Sobre Écio Souza Diniz

Graduado em Ciências Biológicas e pesquisador na área de Ecologia e Evolução vegetal, sempre foi aficionado por leituras sobre o mundo do Rock/Metal. Além do metal, tem como paixões filmes de terror e épicos. Já participou como vocalista de várias bandas de Death/Grind, mas como nenhuma vingou se encontrou melhor em redigir matérias, fundando há alguns anos atrás o Pólvora Zine. Colabora também com vários sites especializados e com a revista Roadie Crew. Suas bandas preferidas são Iron Maiden, Black Sabbath, Dio, Dorsal Atlântica, Candlemass e Sarcófago.

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