Resenha - Peste - Claustrofobia

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Por Rodrigo Noé de Souza
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Nota: 10

O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.


Sabe aquele disco que representa o que é uma banda de verdade? Aquele lançamento que quando a gente põe nos nossos ouvidos, dá pra sacar que essa mesma banda, ou artista, sabe a mensagem que está passando? Foi com essa pretensão que o Claustrofobia resolveu fazer ao realizar seu maior sonho: compor e lançar um álbum todo cantado em português, com as mesmas características que fizeram eles famosos. Quem acompanha a trajetória do grupo, sabem que eles nunca negaram suas raízes, fazendo o seu Metal Malóka, cuspindo sua fúria pra todos os cantos do globo infestado de pragas doentias. em todos os discos, sempre colocaram faixas com a nossa língua.

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E é a partir dái que resolveram ser mais ambiciosos e fizeram Peste. Sim, são dez patadas no saco, todas cantadas em brasileiro (português fica mais clichê!). A capa ficou mais macabra e o formato digipack é coisa de primeiro mundo. Méritos do Ciero (DaTribo) e da prórpia banda que não se acovardou ao realizar tamanha proeza.

Vamos às músicas: A faixa-título é o início do massacre, com um refrão tão marcante quanto Roots Bloody Roots, do Sepultura. Metal Malóka e Bastardos do Brasil passam a mensagem, de que mesmo com as dificuldades do nosso povo, ninguém pode desistir. Esse é o espírito do Claustrofobia, desde que eram moleques em Leme (SP). Uma curiosidade: Quando a segunda faixa acaba, ouve-se o Alborghetti cantando Aquarela do Brasil, de forma sarcástica, para a partir dái iniciar a terceira. Boas pra baterem cabeça até rachar!

MAS... O DESTAQUE vai pra Nota 6,66! Se vocês acham que já ouviram de tudo no Metal, se preparem! Nunca uma banda foi tão ousada e de peito aberto para compor uma música que misturasse Metal com samba (!). E essa faixa poderia virar vinheta do carnaval, pois as viradas dos tambores, a cuíca duelando com a guitarra, o solo do meio de Brasileirinho, os andamentos... Só posso clicar uma coisa: PUTA QUE PARIU, QUE FAIXA DO CARALHO!

Se você é radical, vai se cagar de medo e vai xingar a banda, mas posso afirmar que os cabras e o Batuque de Corda foram profissionais ao realizarem a peça. Já ouvimos Sepultura com Carlinhos Browm e Timbalada, Moda de Rock (viola Caipira), Van Canto (a capella), Apocalyptica (cellos)... Agora é a vez deles ousarem! Parabéns Claustro!

Outra faixa que destaca é a Pinu da Granada, que já tem neguinho achando que a granada é a cachaça. Boa! Quanto as outras, não dá pra falar, é só ouvir e partir pro abate.

Peste é o disco que representa o que é o Claustrofobia, assim como Arise é para o Sepultura, Brasil (Ratos De Porão), Discipline of Hate (Korzus)...

Track List:
1-Peste
2-Metal Malóka
3-Bastardos do Brasil
4-Nota 6,66
5-Pinú Da Granada
6-Alegoria de Sangue
7-Bicho Humano
8-Vida de Mentira
9-Caosfera
10-Viva


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Sobre Rodrigo Noé de Souza

Nasci em 1984. Esse ano não é só o início de uma nova democracia, mas também é o ano em que vários discos foram lançados, como Powerslave (IRON MAIDEN), Stay Hungry (TWISTED SISTER), W.A.S.P., Don't Break The Oath (Mercyful Fate), Slide It In (WHITESNAKE), 1984 (VAN HALEN), The Last In Line (DIO) e, o meu favorito de todos, Ride the Lightning (METALLICA). Sou um aficcionado por Metal, desde AC/DC e ZZ Top, até Anaal Nathrakh e Krisiun. Sou Jornalista, blogueiro, facebookeiro, o que for. Quem quiser saber o que eu escrevo, acessem meu blog: www.esporropublico.zip.net.

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