Bullet For My Valentine: Ouça e julgue por si mesmo
Resenha - Fever - Bullet For My Valentine
Por Marcos Garcia
Postado em 16 de fevereiro de 2012
Tem dias em que este que vos escreve pergunta a si mesmo qual a motivação de tanta gente detestar a evolução que ocorre no Metal e seus subgêneros. Basta uma boa banda surgir com algo novo, mas longe dos padrões convencionais, que surgem alguns ‘gurus pseudo-intelectuais’ do Metal e ficam taxando as bandas como ‘falsas’, ‘oportunistas’ ou, no pior dos sintomas de histeria, bradam ‘isso não é Metal’. Este fenômeno é cíclico, pois muitos remanescentes dos anos 70 diziam isso da NWOBHM, do Power Metal, do Thrash, do Death e do Black, mas estes estilos perduraram e permanecem firmes até os dias de hoje, ao passo que muitas bandas de hoje continuam explorando a sonoridade setentista, ou seja, há espaço para todos sem distinção. A geração oitentista, em quase sua totalidade (aproximadamente 80% dos fãs) costuma fazer a mesma coisa com a geração dos anos 90, e por aí vai, em uma prática que se chama ‘transmissão da violência’, algo estudado por psicólogos e pedagogos, um resquício de nossas vidas familiares, ainda marcadas por uma hierarquia ditatorial derivada da mentalidade católica do Brasil Império que perdura até hoje. Mas em uma visão muito particular deste que vos escreve, tal mania de rotular algo como ‘certo’ e ‘errado’ deriva do processo de envelhecimento precoce ou de estagnação de pensamento, se prendendo a modelos e épocas que já acabaram e não voltarão nunca mais. O tempo e o devir não podem ser contidos ou impedidos em sua caminhada pela simples vontade humana, e o máximo que estes podem fazer é negar o valor dos mais jovens, como se para não abdicar de seu posto.
Bullet For my Valentine - Mais...
E uma das bandas mais atacadas atualmente, mas que tem ganhado projeção cada vez maior na cena mundial, é, sem sombra de dúvidas, o grupo BULLET FOR MY VALENTINE, adeptos de uma estilística metálica um pouco mais moderna, bem pesada, agressiva e melodiosa, que alguns convencionam chamar de ‘Metalcore’, ou seja lá o maldito rótulo que alguns queriam atribuir a eles, que mostram um ótimo trabalho em ‘Fever’, seu trabalho de 2010.
Gustavo Anunciação Lenza | Roberto Luis Pertsew | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Luis Alberto Braga Rodrigues | Reginaldo Manuel Soares de Faria | Paulo Eduardo Farias | Thomas Wisiak | Rogerio Antonio dos Anjos | Miguel Angelo Leal | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
A produção visual é bem legal, feita em um tipo de arte que lembra pinturas em óleo, com uma gravura bem interessante. Já o tocante ao som, vemos uma primazia de limpeza e peso, pois cada um dos instrumentos está em seu devido lugar sem embolarem-se mutuamente, permitindo aos ouvintes ter a clara noção do que a banda toca, bem como expõe claramente as nuances que estão presentes em cada uma das onze músicas do CD, seja nos momentos mais agressivos, rápidos e pesados, sejam nos momentos mais melodiosos, empolgantes e amenos, ou nos em que ambas as facetas se mixam de forma bem homogênea. E com o detalhe de não deixar a banda perder peso em momento algum. Mas ao colocar o CD em seus aparelhos de som, tomem extremo cuidado ao ouvirem o disco, porque a banda vicia!
O CD é bem homogêneo como um todo no tangente às músicas, mantendo um nível muito bom o tempo todo, destacando-se a pesada, agressiva, melodiosa e grudenta ‘Your Betrayal’, onde os vocais dão um show de mudanças, fora as guitarras rascantes e a cozinha ter fôlego e peso bastante para mudar bastante os andamentos; ‘Fever’, já é uma faixa mais ‘in you face’, embora o andamento seja quase todo um pouco mais cadenciado e a voz lembra de longe Chuck Billy do TESTAMENT nos primeiros discos da banda, mesmas características vistas em ‘The Last Fight’, uma canção que mostra bumbos insanos, refrão e backings bem grudentos, embora as guitarras beirem o Thrash; a emotiva ‘A Place Where You Belong’, uma semi-balada muito bonita e com estilo; a quase ‘Maideniana’ ‘Alone’, uma música muito boa com guitarras muito bem sacadas, assim como ‘Breaking Out, Breaking Down’; a peso-pesado e agressiva (nos moldes da banda) ‘Dignity’, bem empolgante e que leva o ouvinte a agitar com extrema facilidade; ‘Begging for Mercy’, que segue o mesmo caminho da última, sendo ainda mais ríspida; e ‘Pretty on the Outside’, que apesar do peso e riffs fortes, tem forte apelo melódico e ‘feeling’ de sobra, fechando o CD com chave de ouro.
Um CD digno de uma ouvida com muita atenção, capaz de satisfazer o mais exigente fã, sem arrependimentos de ter pagado por ele, e que aqueles que possuem mente aberta irão gostar bastante. Já aqueles que possuem ‘convicções’ metálicas ostentadas em detrimento da própria satisfação vão continuar dizendo a mesma ladainha chata e que não se sustenta (quando comparada com a verdade) sempre, e um conselho aos neutros: deixem opiniões negativas de lado, ouça, julgue por si mesmo e garanta a sua cópia, pois a banda é muito boa.
Recomendado de olhos fechados.
Tracklist:
01. Your Betrayal
02. Fever
03. The Last Fight
04. A Place Where You Belong
05. Pleasure and Pain
06. Alone
07. Breaking Out, Breaking Down
08. Bittersweet Memories
09. Dignity
10. Begging for Mercy
11. Pretty on the Outside
Formação:
Matthew "Matt" Tuck – Vocais, guitarras
Michael "Padge" Paget – Guitarras
Michael "Moose" Thomas – Bateria
Jason "Jay" James - Baixo
Contatos:
http://www.bulletformyvalentine.com
https://www.facebook.com/BulletForMyValentine
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