Project 46: Da capa às músicas, Doa a Quem Doer impressiona
Resenha - Doa a Quem Doer - Project 46
Por Ricardo Seelig
Fonte: Collectors Room
Postado em 05 de fevereiro de 2012
Nota: 9 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
O crescente número de bandas cantando heavy metal em português pode não ser ainda uma tendência, mas é uma ótima notícia. Se, por um lado, a escolha em compor letras na nossa língua limita a exposição externa destes grupos, já que o idioma padrão do rock e do metal sempre foi o inglês, por outro lado há um enorme benefício: a aproximação com o público. Ao relatar em suas músicas questões do cotidiano, problemas sociais ou o que mais for, e cantando na língua que o cara que está ali na frente do palco fala e entende, estas bandas constróem uma relação muito mais profunda com o ouvinte, conquistando novos fãs não só através dos riffs e das melodias, mas também pelo que tem a dizer.
O Project 46 é um destes grupos. O quinteto teve origem em 2008, em São Paulo, e é formado por Caio MacBeserra (vocal), Jean Patton (guitarra), Vinícius Castellari (guitarra), Rafael Yamada (baixo e vocais) e Henrique Pucci (bateria). A banda lançou um EP em 2009, e agora chega ao seu primeiro disco, o ótimo "Doa a Quem Doer", produzido por Adair Daufembach (Hangar) e lançado de forma totalmente independente. Aliás, o disco está disponível também para download gratuito no site da banda.
"Doa a Quem Doer" é impressionante. Da capa às músicas, tudo é do mais alto nível. O som é uma mescla de death melódico, metalcore e deathcore, com algumas passagens mais thrash e muito peso. A produção, excelente, acertou a mão e tornou tudo ainda mais agressivo, com timbres graves e gordurentos. Com composições muito bem construídas e com dinâmicas bem interessantes, o álbum transpira violência, fúria e agressão.
As onze faixas formam um tracklist homogêneo, onde o trabalho de guitarras é o principal destaque. "Violência Gratuita" tem ótimos riffs e um solo excelente, e o mesmo pode ser dito de "Se Quiser". Mas a melhor faixa do play é, provavelmente, "Amanhã Negro", onde a banda acerta ao fazer uma interessante combinação entre o peso e trechos mais melódicos.
O projeto gráfico também merece destaque, com uma bela capa e o encarte em formato de poster, com todas as letras e diversas fotos da banda.
O que temos aqui é um disco muito bom, que mostra uma jovem banda dona de um talento imenso. O futuro é promissor para o Project 46, e "Doa a Quem Doer" é a prova maior disso. Eu ficarei de olho na banda, e, se fosse você, faria o mesmo!
Faixas:
898072
Atrás das Linhas Inimigas
Impunidade
Capa de Jornal
Se Quiser
Violência Gratuita
Amanhã Negro
#46
Dor
No Rastro do Medo
Acorda pra Vida
Outras resenhas de Doa a Quem Doer - Project 46
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O melhor guitarrista de todos os tempos, segundo o lendário Bob Dylan
O melhor e o pior disco do Sepultura, de acordo com a Metal Hammer
A melhor banda de rock progressivo para cada letra do alfabeto, segundo a Loudwire
A música que Brian Johnson chamou de uma das melhores do rock: "Tão bonita e honesta"
Ex-Arch Enemy, Alissa White-Gluz anuncia sua nova banda, Blue Medusa
A cantiga infantil sombria dos anos 1990 que o Metallica tocou ao vivo uma única vez
Morre aos 60 anos Tommy DeCarlo, vocalista da banda Boston
Tommy DeCarlo morreu exatamente 19 anos depois que Brad Delp, vocalista original do Boston
Baterista do Matanza Ritual e Torture Squad é dopado e roubado após show do AC/DC
Terra do Black Sabbath, Birmingham quer ser reconhecida como "Cidade da Música"
Mamonas Assassinas: a história das fotos dos músicos mortos, feitas para tabloide
Moonspell anuncia título do próximo álbum de estúdio, que sai em julho
O melhor guitarrista dos anos 1980, segundo Ritchie Blackmore: "Ele é absurdo"
A piada de Phil Lynott sobre o Black Sabbath que fez Tony Iommi cair na risada
Alice Cooper anuncia autobiografia "Devil on My Shoulder"


Virgo um dos álbuns mais importantes da carreira de Andre Matos
Em "Attitude Adjustment", Buzzcocks segue firme como referência de punk rock com melodia
"Ritual" e o espetáculo sensorial que marcou a história do metal nacional
Iron Maiden: uma análise sincera de "Senjutsu"


