Endless Massacre IV: A saga underground continua
Resenha - Endless Massacre IV - Coletânea
Por Renato "Podrão" Bartkus
Postado em 30 de janeiro de 2012
Chegando em seu quarto volume, a Coletânea Endless Massacre mais uma vez nos brinda com alguns dos principais expoentes da música extrema nacional misturados a algumas novas promessas que mostram desde seu início muita competência e profissionalismo.
De maneira geral o que nota-se nessa edição é o nível técnico das produções aqui compiladas, apenas uma ou outra banda arriscou um padrão "demo" de gravação. O mais comum em suas 20 faixas são músicas extraídas de CDs oficiais com padrão de gravação profissional. Ninguém veio para brincadeira.
Remando contra a maré do mercado fonográfico que cada vez mais abandona o formato físico em detrimento do virtual para divulgar seus trabalhos; Luiz Carlos Louzada e sua Violent Records presenteia a cena com um trabalho muito bem acabado, longo e complexo para ser apreciado com calma e conhecer com atenção a diversidade da cena metálica brasileira pois aqui temos bandas de todas as regiões do Brasil e todas as vertentes do Metal extremo estão aqui representadas. Um delete para headbangers que têm no underground seu nicho e obrigatório para que quer fazer parte deste movimento.
Segue abaixo uma breve resenha faixa-a-faixa apenas para apresentar as bandas e seus estilos para futuras pesquisas por parte daqueles que não se contentam em ser apenas um sustentáculo de uma indústria decadente, podre e viciada que é esta do entretenimento (pois música hoje em dia está restrita aos seus amantes).
Sem cessar suas atividades em nenhum momento, a produção da Endless Massacre V já está em andamento (grupos confirmados até o momento: Attomica, NervoChaos, Ocultan, Chemical Disaster e Blasphemical Procreation).
1) Hierarchical Punishment: Autopsy – Banda de Santos, SP que pratica um Grindcore com elementos mais técnicos que o habitual nas bandas do gênero, aproximando a banda do Brutal Death Metal; conta com uma ótima produção com todos os elementos em destaque.
2) Necroskinner: Amazon Hell Forest – Banda de Belém, PA apresenta um Thrash Metal Old school bem focado nas raízes do estilo, com letra em português e de protesto apesar do título em inglês, o trio conta com uma boa produção e se mostra competente em todos seus elementos.
3) Front Attack Line: Conflicts of war – Banda de Santos, SP nos brinda com um tema com bastante variação de passagens, vocal gutural bem cavernoso e guitarras bem trabalhadas, elementos que a ótima produção deixa bem limpo e na cara, sem cobrir a cozinha competente e bem trabalhada.
4) Anonymous Hate: Worldead – Death Metal Old School da melhor qualidade oriundo de Macapá, AP transita entre o Death e o Thrash com um variado trabalho de guitarras com uma grande gama de riffs, solos e mudanças de cadência numa ótima produção com sujeira na medida certa.
5) Predatory: Hated – Thrash Metal com Hardcore, levada simples porém empolgante e solos inspirados, além de um vocal drive com dinâmicas que variam entre o grave e o agudo. A cozinha está bem destacada graças à ótima produção apresentada pelo quinteto de Praia Grande, SP.
6) Godhum: Hegemony – Death Metal Old School que privilegia a cadência à velocidade, porém sem abrir mão de alguns blasts beats, guitarras bem timbradas e vocal que transita entre o gutural e o drive. Oriundos de Cuiabá, MT acrescentam mais uma ótima produção à coletânea.
7) Facínora: Hell is here – Banda de Belo Horizonte, MG que pratica Thrash Metal Old school, com timbragem de instrumentos e vocal bem característicos do estilo, com o baixo bem destacado na linha Crossover. Mais uma banda que prestigia a coletânea com uma ótima produção.
8) Chemical Disaster: Perverted Body – Uma das mais antigas bandas de Santos, SP em ininterrupta atividade desde 1990 presenteia a coletânea com seu Brutal Death Metal extremamente rápido com vocal dinâmico e diferenciado, guitarras com ótima produção e baixo bem na cara.
9) Sacredeath: Violation the rules – O trio de Curitiba, PR apresenta uma mescla de Thrash Metal e Heavy Metal com um belo trabalho de vocais variando entre o drive e coros de vocais limpos dando uma dinâmica bem interessante em seu trabalho. Ótima produção em todos os elementos.
10) Mentalwar: Toxic Holocaust – Thrash Metal Old school com Heavy Metal Tradicional, vocais limpos e guitarras com uma timbragem mais aguda e cadências variando entre estes estilos com dinâmica e competência em mais uma ótima produção que é o padrão desta edição.
11) Pentacrostic: Is Death... an illusion of pain – Veterana banda de São Paulo, SP apresenta seu Death Metal com bastante versatilidade com muitas variações de tempo e andamento. Ótima produção com todos elementos destacados com boa timbragem ressalta o peso do som banda.
12) The Grief: Ominous fate – Estes equatorianos de Quito apresenta uma mescla de Black Metal com Doom que empolga e é bem executado, porém sua fraca produção deixa alguns elementos abafados (principalmente a guitarra) porém mostram garra e competência para evoluir seu som.
13) Impiedoso: Fire – Temos aqui um autêntico Black Metal com todos os elementos característicos do estilo, assim como a timbragem do instrumental no geral bem produzido e dentro da proposta desta vertente. Horda oriunda de Jaraguá do Sul, SC.
14) Clamus: La frontiére – Thrash Metal produzido em Fortaleza, CE apresenta uma excelente produção com um padrão top de linha de timbragem. Suas letras misturam três línguas (inglês português e francês) e seus três vocalistas são destaques e elementos inusitados em seu trabalho.
15) Infector: Alienation enhanced form – Muita técnica e versatilidade é o que mostra o quinteto de São Vicente, SP que em uma ótima produção que faz o Deathgrind praticado pelo quinteto soar claro porém com a sujeira na medida certa, deixando o clima sombrio pretendido pela banda.
16) Anubis: School of hate – Mais Thrash Metal Old School com vocais drive e forte influência hardcore. Esta banda de Belém, PA contribui com mais uma excelente produção para esta edição da coletânea com um som coeso, bem praticado e com solos muito bem inspirados repletos de feeling.
17) Hateful Carnage: Apollyon's massacre – Banda de Itapetininga, SP que pratica um Brutal Death Metal moderno com forte influência nas raízes do estilo. Contam com uma boa produção que embola em alguns momentos porém a execução se mostra muito competente.
18) Rhesthus: Fuck off! - Mais uma excelente produção desta veterana banda de Indaial, SC. O que temos aqui é um Thrash Metal Old School extremamente direto e empolgante com os dois pés fortemente fincados em seu estilo, com vocal limpo com pouco drive e guitarras navalhadas.
19) Atlantic Wall: Dark Valley – Black Metal com guitarras com palhetada, solos e andamentos típicos do Thrash Metal faz com que a banda de Bauru, SP soe versátil e inusitada, assim como o abrupto final da faixa. A boa produção abafa apenas o vocal mas não compromete o total.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
20) Taurus: Fissura – Fechando com chave de ouro, esta histórica banda de Niterói, RJ com seu Thrash/Speed Metal cantado em português com vocal limpo remetendo aos primórdios do Heavy Metal nacional. Excelente produção com timbragem limpa com ênfase na melodia.
Para este e mais material entre em contato:
http://violentrecs.yolasite.com/
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O rockstar dos anos 1980 que James Hetfield odeia: "Falso e pretensioso, pose de astro"
Bruce Dickinson grava novo álbum solo em estúdio de Dave Grohl
Os três personagens de uma canção de Dio: "um rapaz jovem gay, uma garota abusada e eu"
As bandas "pesadas" dos anos 80 que James Hetfield não suportava ouvir
O melhor cantor do rock nacional dos anos 1980, segundo Sylvinho Blau Blau
Richie Sambora acusa Jon Bon Jovi de sabotar sua carreira solo para forçá-lo a voltar
Os 15 discos favoritos de Bruce Dickinson, vocalista do Iron Maiden
Foto junta Slash, Duff e Sharon Osbourne, e puxa o fio do tributo a Ozzy no Grammy 2026
As 40 melhores músicas lançadas em 1986, segundo o Ultimate Classic Rock
As cinco bandas de rock favoritas de Jimi Hendrix; "Esse é o melhor grupo do mundo"
A história de incesto entre mãe e filho que deu origem ao maior sucesso de banda grunge
O megahit do Capital Inicial que, analisando bem a letra, não faz tanto sentido
Para Lars Ulrich, o que tornava o Slayer interessante era seu extremismo
Os guitarristas mais influentes de todos os tempos, segundo Regis Tadeu
Playlist - Os melhores covers gravados por 11 grandes bandas do thrash metal
Humberto Gessinger dá graças a Deus por Rock ter perdido espaço na mídia
A música que estraga um álbum do Metallica que poderia ser superior ao "Master of Puppets"
Fausto só descobriu que Massacration plagiou Helloween anos depois, diz Bruno Sutter


O fim de uma era? Insanidade e fogo nos olhos no último disparo do Megadeth
Alter Bridge, um novo recomeço no novo álbum autointitulado
Com "Brotherhood", o FM escreveu um novo capítulo do AOR
Em 1977 o Pink Floyd convenceu-se de que poderia voltar a ousar

