Endless Massacre IV: A saga underground continua

Resenha - Endless Massacre IV - Coletânea

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Por Renato "Podrão" Bartkus
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O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.

Chegando em seu quarto volume, a Coletânea Endless Massacre mais uma vez nos brinda com alguns dos principais expoentes da música extrema nacional misturados a algumas novas promessas que mostram desde seu início muita competência e profissionalismo.

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De maneira geral o que nota-se nessa edição é o nível técnico das produções aqui compiladas, apenas uma ou outra banda arriscou um padrão "demo" de gravação. O mais comum em suas 20 faixas são músicas extraídas de CDs oficiais com padrão de gravação profissional. Ninguém veio para brincadeira.

Remando contra a maré do mercado fonográfico que cada vez mais abandona o formato físico em detrimento do virtual para divulgar seus trabalhos; Luiz Carlos Louzada e sua Violent Records presenteia a cena com um trabalho muito bem acabado, longo e complexo para ser apreciado com calma e conhecer com atenção a diversidade da cena metálica brasileira pois aqui temos bandas de todas as regiões do Brasil e todas as vertentes do Metal extremo estão aqui representadas. Um delete para headbangers que têm no underground seu nicho e obrigatório para que quer fazer parte deste movimento.

Segue abaixo uma breve resenha faixa-a-faixa apenas para apresentar as bandas e seus estilos para futuras pesquisas por parte daqueles que não se contentam em ser apenas um sustentáculo de uma indústria decadente, podre e viciada que é esta do entretenimento (pois música hoje em dia está restrita aos seus amantes).

Sem cessar suas atividades em nenhum momento, a produção da Endless Massacre V já está em andamento (grupos confirmados até o momento: Attomica, NervoChaos, Ocultan, Chemical Disaster e Blasphemical Procreation).

1) Hierarchical Punishment: Autopsy – Banda de Santos, SP que pratica um Grindcore com elementos mais técnicos que o habitual nas bandas do gênero, aproximando a banda do Brutal Death Metal; conta com uma ótima produção com todos os elementos em destaque.

2) Necroskinner: Amazon Hell Forest – Banda de Belém, PA apresenta um Thrash Metal Old school bem focado nas raízes do estilo, com letra em português e de protesto apesar do título em inglês, o trio conta com uma boa produção e se mostra competente em todos seus elementos.

3) Front Attack Line: Conflicts of war – Banda de Santos, SP nos brinda com um tema com bastante variação de passagens, vocal gutural bem cavernoso e guitarras bem trabalhadas, elementos que a ótima produção deixa bem limpo e na cara, sem cobrir a cozinha competente e bem trabalhada.

4) Anonymous Hate: Worldead – Death Metal Old School da melhor qualidade oriundo de Macapá, AP transita entre o Death e o Thrash com um variado trabalho de guitarras com uma grande gama de riffs, solos e mudanças de cadência numa ótima produção com sujeira na medida certa.

5) Predatory: Hated – Thrash Metal com Hardcore, levada simples porém empolgante e solos inspirados, além de um vocal drive com dinâmicas que variam entre o grave e o agudo. A cozinha está bem destacada graças à ótima produção apresentada pelo quinteto de Praia Grande, SP.

6) Godhum: Hegemony – Death Metal Old School que privilegia a cadência à velocidade, porém sem abrir mão de alguns blasts beats, guitarras bem timbradas e vocal que transita entre o gutural e o drive. Oriundos de Cuiabá, MT acrescentam mais uma ótima produção à coletânea.

7) Facínora: Hell is here – Banda de Belo Horizonte, MG que pratica Thrash Metal Old school, com timbragem de instrumentos e vocal bem característicos do estilo, com o baixo bem destacado na linha Crossover. Mais uma banda que prestigia a coletânea com uma ótima produção.

8) Chemical Disaster: Perverted Body – Uma das mais antigas bandas de Santos, SP em ininterrupta atividade desde 1990 presenteia a coletânea com seu Brutal Death Metal extremamente rápido com vocal dinâmico e diferenciado, guitarras com ótima produção e baixo bem na cara.

9) Sacredeath: Violation the rules – O trio de Curitiba, PR apresenta uma mescla de Thrash Metal e Heavy Metal com um belo trabalho de vocais variando entre o drive e coros de vocais limpos dando uma dinâmica bem interessante em seu trabalho. Ótima produção em todos os elementos.

10) Mentalwar: Toxic Holocaust – Thrash Metal Old school com Heavy Metal Tradicional, vocais limpos e guitarras com uma timbragem mais aguda e cadências variando entre estes estilos com dinâmica e competência em mais uma ótima produção que é o padrão desta edição.

11) Pentacrostic: Is Death... an illusion of pain – Veterana banda de São Paulo, SP apresenta seu Death Metal com bastante versatilidade com muitas variações de tempo e andamento. Ótima produção com todos elementos destacados com boa timbragem ressalta o peso do som banda.

12) The Grief: Ominous fate – Estes equatorianos de Quito apresenta uma mescla de Black Metal com Doom que empolga e é bem executado, porém sua fraca produção deixa alguns elementos abafados (principalmente a guitarra) porém mostram garra e competência para evoluir seu som.

13) Impiedoso: Fire – Temos aqui um autêntico Black Metal com todos os elementos característicos do estilo, assim como a timbragem do instrumental no geral bem produzido e dentro da proposta desta vertente. Horda oriunda de Jaraguá do Sul, SC.

14) Clamus: La frontiére – Thrash Metal produzido em Fortaleza, CE apresenta uma excelente produção com um padrão top de linha de timbragem. Suas letras misturam três línguas (inglês português e francês) e seus três vocalistas são destaques e elementos inusitados em seu trabalho.

15) Infector: Alienation enhanced form – Muita técnica e versatilidade é o que mostra o quinteto de São Vicente, SP que em uma ótima produção que faz o Deathgrind praticado pelo quinteto soar claro porém com a sujeira na medida certa, deixando o clima sombrio pretendido pela banda.

16) Anubis: School of hate – Mais Thrash Metal Old School com vocais drive e forte influência hardcore. Esta banda de Belém, PA contribui com mais uma excelente produção para esta edição da coletânea com um som coeso, bem praticado e com solos muito bem inspirados repletos de feeling.

17) Hateful Carnage: Apollyon's massacre – Banda de Itapetininga, SP que pratica um Brutal Death Metal moderno com forte influência nas raízes do estilo. Contam com uma boa produção que embola em alguns momentos porém a execução se mostra muito competente.

18) Rhesthus: Fuck off! - Mais uma excelente produção desta veterana banda de Indaial, SC. O que temos aqui é um Thrash Metal Old School extremamente direto e empolgante com os dois pés fortemente fincados em seu estilo, com vocal limpo com pouco drive e guitarras navalhadas.

19) Atlantic Wall: Dark Valley – Black Metal com guitarras com palhetada, solos e andamentos típicos do Thrash Metal faz com que a banda de Bauru, SP soe versátil e inusitada, assim como o abrupto final da faixa. A boa produção abafa apenas o vocal mas não compromete o total.

20) Taurus: Fissura – Fechando com chave de ouro, esta histórica banda de Niterói, RJ com seu Thrash/Speed Metal cantado em português com vocal limpo remetendo aos primórdios do Heavy Metal nacional. Excelente produção com timbragem limpa com ênfase na melodia.

Para este e mais material entre em contato:
http://violentrecs.yolasite.com/

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