Iced Earth: Um álbum excelente, envolvente do início ao fim

Resenha - Dystopia - Iced Earth

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Por Rodrigo Luiz, Fonte: themetropolismusic
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Nota: 9


Não dá pra negar o ótimo gosto de Jon Schaffer para vocalistas. Depois de aparecer para o mundo com Matt Barlow com o disco Burnt Offerings e recrutar Tim Ripper Owens após a saída de Matt - que voltaria ao grupo em 2007 - o guitarrista e líder do Iced Earth chamou para seu novo disco o desconhecido Stu Block, após nova saída de Matt, este ano. E a escolha não foi difícil de ser feita. Schaffer já tinha visto a performance de Stu com sua banda, Into Eternity, quando eles abriram um show para o Iced Earth em 2008. Jon decidiu investir no vocalista, apesar dos diversos demos e currículos que chegaram até suas mãos. Além disso, a banda canadense faz parte do selo Century Media, o mesmo do Iced Earth, o que facilitou bastante o processo.

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E o vocalista tirou qualquer receio que os fãs poderiam ter com a ótima nova versão para a clássica "Dante's Inferno", lançada pouco tempo antes do álbum, mostrando muito segurança. E para quem não ouviu a nova versão, ele mostra logo na música de abertura deste disco, a faixa-título "Dystopia", do que é capaz. Stu consegue mesclar elementos de Owens e Matt, com boas variações entre agudos cortantes, vocais rasgados e tons mais graves e agressivos, transitando entre eles com impressionante facilidade. Além disso, o entrosamento com a banda é total, como se eles sempre tivessem tocado juntos.

Além da ótima performance do vocalista, a música engana com seu início de ares épicos em marchas de guerra, que é até convidativo, mas é rapidamente interrompido pelo grito rasgado de Stu e os riffs galopantes de Jon Schaffer. A faixa mantém o costume da banda com seu grandioso e hipnotizante refrão, que gruda logo na primeira audição. O pequeno clima épico no início se restringe apenas a essa faixa e "Tragedy And Triumph". No geral, as canções são mais diretas e viscerais do que nos trabalhos anteriores e contam com maior peso e agressividade, mas as baladas ainda têm seu espaço reservado.

"Anthem" possui uma intro tranquila, que evolui para um riff melódico em um ritmo cadenciado, e tem um grandioso - e belíssimo - refrão, além de uma letra também belíssima. "Boiling Point" e "Days Of Rage" são as mais curtas do disco, e surgem como um soco na cara, duas verdadeiras pedradas como há muito tempo a banda não fazia. "Anguish of Youth" é uma canção títpica do Iced Earth, uma semi-balada bem pesada e com refrão bastante grudento, bem como "End Of Innocence", que relata a luta da mãe de Stu contra o câncer, e proporciona um momento mais refrescante depois de uma sequência bastante intensa.

"V" e "Dark City" são homenagens aos filmes "V De Vingança" e "Cidade das Sombras", que, como Schaffer disse, "têm uma visão distópica da sociedade", na qual o disco procura focar. A primeira mostra toda a versatilidade de Stu, entoando gritos de guerra no refrão, e a segunda vai ascendendo cadenciadamente até explodir num riff melódico e absolutamente empolgante no final. "Equilibrium" segue a linha das anteriores, e foi feita sob medida para os fãs saudosistas, com riffs precisos e vocais bastante agressivos. "Soylent Green", que tem nome baseado no filme homônimo, e "Iron Will" são as faixas bônus. A primeira é bem abaixo do restante do álbum, mas a segunda tem ótimos solos e resgata o clima de Horros Show. "Tragedy And Triumph" também começa com uma bateria num ritmo marcial, mas, assim como em "Dystopia", isso acaba e a música acaba se revelando um autêntico speed/heavy metal com coros. Há atéespaço para uma brincadeira, com a banda cantando uma música em meio a muitas risadas, mostrando que o clima no grupo não poderia ser melhor. Há também um String Mix (alguém sabe dizer o que é isso?) para "Anthem", totalmente igual a versão original.

Dystopia é um álbum excelente, envolvente do início ao fim, e resgata o que há de melhor na banda. Os riffs poderosos e as galopadas dinâmicas de Jon Schaffer voltaram, além das excelentes composições, que vinham deixando a desejar nos últimos discos, especialmente as letras, que agora abordam temas mais mundanos e próximos da realidade. O disco traz toda aquela paixão que os fãs sempre citam, e isso se deve ao incrível trabalho nos vocais. Stu conegue absorver todas as variadas emoções das canções e as imprime com muita vontade. Se ele é melhor que Matt, é discutível, mas sua performance faz surgir num futuro próximo essa discussão. Enfim, disco pra Headbanger nenhum botar defeito.


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