Black Country Communion: Mais um belíssimo álbum
Resenha - 2 - Black Country Communion
Por João Paulo Linhares Gonçalves
Fonte: ripandohistoriarock
Postado em 27 de dezembro de 2011
Vamos falar sobre o segundo disco do Black Country Communion, simplesmente chamado "2". Ele foi lançado no meio deste ano (em junho), mas apenas agora que tivemos o lançamento da versão nacional (globalização na música não vale de nada; seis meses depois que o Brasil vê um lançamento desta importância... vamos torcer que agora com o iTunes no Brasil, os lançamentos sejam instantâneos), resolvi falar um pouco mais sobre ele.
Depois do lançamento do primeiro álbum, em setembro de 2010, a banda fez alguns poucos shows na Inglaterra e aproveitou o começo de 2011 para entrar em estúdio. Gravado nos dois primeiros meses do ano, este novo álbum continua onde o anterior parou, mantendo a mesma equipe - os mesmos membros na banda (Glenn Hughes, Joe Bonamassa, Derek Sherinian e Jason Bonham) e o mesmo produtor - Kevin Shirley. O principal compositor continua o mesmo também - o ex-Deep Purple Glenn Hughes fez quase todas as letras e tem forte participação em todas as canções do disco. Mais uma vez, os vocais principais são de Hughes, mas Bonamassa dá uma cantadinha aqui e ali. O trabalho dos outros dois integrantes, Bonham e Sherinian, parecem se destacar um pouco mais. No encarte o próprio Shirley cita que tentou dar mais ênfase na bateria de Bonham.
Black Country Communion - Mais...
Após a gravação, a banda começou a divulgar o novo trabalho. Primeiro, liberou para download a primeira faixa, "The Outsider". Depois, lançou um vídeo clipe para a segunda faixa, "Man In The Middle". O disco foi lançado em junho de 2011, e alcançou posição modesta na parada americana - ficou apenas na 71ª posição (o anterior ficou na 54ª posição). Era hora de encarar seu público e então a banda partiu para uma turnê mais longa, começando nos EUA e depois partindo para a Europa, aproveitando os festivais de verão. Estes shows seriam usados para o próximo lançamento: um DVD com gravações de apresentações ao vivo da banda, chamado "Live Over Europe", lançado em outubro de 2011. Mas este já é papo pra outra resenha...
Vamos às impressões faixa a faixa:
1 - "The Outsider" - o disco já abre com um rockaço de primeira, bem riffento (esta palavra com certeza inventei agora...). Não à toa foi escolhida a primeira música de trabalho. Hughes inspirado nos vocais, Bonamassa arrasando no riff, Bonham descendo o braço. Sherinian coloca uma suave camada e capricha na hora do solo, no melhor estilo Jon Lord, duelando com Bonamassa. O disco começa em alto estillo!
2 - "Man In The Middle" - a segunda canção mantém a pegada rock, com outro grande riff de Bonamassa. Foi escolhida como segunda música de trabalho e ganhou um vídeo clipe bacana (veja lá embaixo). Só por estas duas primeiras músicas o disco já se paga, mas temos muito mais ainda...
3 - "The Battle For Hadrian's Wall" - temos uma mais lentinha agora. Esta canção parece ter saído do "Led Zeppelin III". O vocal principal nesta música é de Joe Bonamassa, e ele manda muito bem (ele já tinha assumido os vocais em algumas canções do primeiro disco). Belíssima canção e o disco segue em alto nível...
4 - "Save Me" - esta canção começa com um tremendo climão de teclados combinados com o vocal de Glenn Hughes, mas rapidamente cai num rock bacana e mais um riff inspirado de Bonamassa. Aliás, o trabalho vocal de Hughes é impressionante, que grande vocalista ele é! Esta canção é conduzida não só pela guitarra de Bonamassa, no belo riff, mas também pelos teclados de Sherinian. Outra bela canção deste discão!
5 - "Smokestack Woman" - uma composição exclusiva de Hughes, mais um rock inspirado, mantendo o nível elevado do disco.
6 - "Faithless" - um tema mais lento neste belíssimo disco de rock. Talvez esta seja a mais fraquinha do álbum até aqui, mas longe de ser uma canção ruim. Teclados bem inspirados lembrando "Kashmir" - este disco tem fortíssima influência de Led Zeppelin. Talvez por isto seja tão bom...
7 - "An Ordinary Son" - outra cantada por Bonamassa, também mais lentinha, bonita também, mas também um pouquinho aquém das primeiras do disco. Ainda sim, bela canção com outro bom riff. Joe Bonamassa fez um excelente trabalho neste disco...
8 - "I Can See Your Spirit" - o disco acelera novamente com este grande rock, redundância falar de outro riff de Bonamassa. E igual redundância falar do vocal de Glenn Hughes, "the voice of rock"...
9 - "Little Secret" - você ouve o disco pela primeira vez, se empolga bastante com os rocks e os riffs inspirados, e acaba se surpreendendo com esta linda canção, um blues rock inspiradíssimo cheio de feeling. Um destaque do álbum com certeza.
10 - "Crossfire" - outra canção composta exclusivamente por Hughes. Ele é o grande compositor deste disco e estava inspirado quando o fez. O disco vai chegando no fim e fica a impressão que talvez tenha até superado o anterior, que já tinha grande qualidade. Um showzinho no Brasil cairia tão bem...
11 - "Cold" - a canção que fecha o disco tem este clima mesmo, uma espécie de até breve, até o próximo grande disco. Não sem antes mostrar o que já sabemos: mais um belo riff de Bonamassa, belos solos e vocal inspirado de Hughes, cozinha inspirada com Bonham, camadas de teclados de Sherinian recheando as músicas. Um belíssimo álbum, mais um deste supergrupo!
Alguns vídeos relativos a este disco:
"Man In The Middle" - vídeo clipe:
"The Battle For Hadrian's Wall" - somente o áudio:
"Little Secret" - somente o áudio:
Fique ligado no blog Ripando a História do Rock (http://ripandohistoriarock.blogspot.com/) que em breve falaremos mais desta banda, comentando sobre o DVD "Live Over Europe". Feliz Natal e um ano novo cheio de rock and roll na veia!!
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