Children Of Bodom: Distante da sofisticação sombria inicial

Resenha - Relentless Reckless Forever - Children Of Bodom

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Por Ben Ami Scopinho
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Nota: 8

O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.


Ainda que os detratores insistam no contrário, algo interessante no Children Of Bodom foi o fato de este não se acomodar artisticamente, remodelando e atualizando sua proposta em detrimento dos elementos neoclássicos que causaram forte impressão positiva no início de sua carreira. Se por um lado essa linha de atuação fez com que fossem considerados como uma piada poser pelos (ex) fãs mais radicais, por outro, sua base de admiradores foi renovada e ampliada pelos quatro pontos cardeais do planeta.
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“Relentless Reckless Forever” é o sétimo álbum de estúdio do Children Of Bodom, que agora está ganhando sua versão brasileira através do tradicional selo Hellion Records. Este novo trabalho apresenta a mesma tendência em flertar com alguns arranjos que remetam aos velhos tempos, tal como feito em “Blooddrunk” (08), mas, que fique claro, tudo ainda permanece muito distante da sofisticação sombria de seus três primeiros discos.

Ou seja, cada vez mais os finlandeses estabelecem os limites de sua música, que nada mais é do que um amálgama dos mais variados subgêneros pelos quais o Heavy Metal se expandiu ao longo das décadas. Guitarras que exploram riffs técnicos e bem sacados, melodias e grooves eficientes, interação com os teclados de extremo bom gosto em várias canções, além de o próprio Alexi Laiho estar mais refinado (para seus próprios padrões, naturalmente) e até mesmo cantando de forma mais compreensível.

Neste sentido, insistir em categorizar o Children Of Bodom como sendo simplesmente Death Melódico pode vir a ser uma atitude leviana... Pela linearidade do repertório há vários destaques como “Shovel Knockout” (grandes guitarras!), “Roundtrip To Hell And Back”, "Ugly" e “Cry Of The Nihilist”, ambas com Janne Warman em seus melhores momentos atrás do teclado, além, é claro, da simplicidade grudenta do single “Was It Worth It?”.

O Children Of Bodom comprova que possui personalidade e convicção muito maiores do que a maioria dos ‘medalhões’ assombrados por fórmulas desgastadas e que continuam sobrevivendo através de dispendiosas campanhas publicitárias. Se o leitor apreciou “Are You Dead Yet?” (05) e o já citado “Blooddrunk”, pode conferir esse novo álbum sem medo, pois segue no mesmo nível de qualidade. É amar ou odiar...

Como curiosidade, vale citar que “Relentless Reckless Forever” é o primeiro álbum da banda que não possui uma canção com a palavra ‘Bodom’ em seu título...!

Contato:
http://www.cobhc.com
http://www.myspace.com/childrenofbodom

Formação:
Alexi ‘Wildchild’ Laiho - voz e guitarra
Roope Latvala - guitarra
Janne Warman - teclados
Henkka T. Blacksmith - baixo
Jaska W. Raatikainen - bateria

Children Of Bodom - Relentless Reckless
(2011 - Spinefarm Records / Hellion Records – nacional)

01. Not My Funeral
02. Shovel Knockout
03. Roundtrip To Hell And Back
04. Pussyfoot Miss Suicide
05. Relentless Reckless Forever
06. Ugly
07. Cry Of The Nihilist
08. Was It Worth It?
09. Northpole Throwdown

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Sobre Ben Ami Scopinho

Ben Ami é paulistano, porém reside em Florianópolis (SC) desde o início dos anos 1990, onde passou a trabalhar como técnico gráfico e ilustrador. Desde a década anterior, adolescente ainda, já vinha acompanhando o desenvolvimento do Heavy Metal e Hard Rock, e sua paixão pelos discos permitiu que passasse a colaborar com o Whiplash! a partir de 2004 com resenhas, entrevistas e na coluna "Hard Rock - Aqueles que ficaram para trás".

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