Brodequin: Uma banda de brutal death (e põe brutal nisso!)
Resenha - Festival of Death - Brodequin
Por Chritiano K.O.D.A.
Postado em 16 de outubro de 2011
Nota: 8 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Quer ouvir uma banda que nunca muda seu estilo de música, como faz (fez) Ramones ou AC/DC, mas obviamente dentro do som extremo? Falo da Brodequin, uma banda de brutal death (e põe brutal nisso) que permanece no underground absoluto. Conheci o conjunto em um vídeo do maravilhoso Obscene Extreme, o festival dos sonhos de qualquer fã de ruídos. São quase inacreditáveis!
Uma pena serem tão desconhecidos, pois é o tipo de banda que sabe mesmo executar composições doentias e caprichadas que, apesar de meio repetitivas, é verdade, conseguem manter um nível de técnica e brutalidade sempre alto.
E como dito, o som dos caras é bastante parecido nos seus três full-lengths. Desse modo, escolhi falar de "Festival of Death" simplesmente para fazer uma homenagem aos 10 anos de lançamento do álbum. Fiquem tranquilos, que essa resenha vale também para os outros trabalhos – "Instruments of Torture" (2000) e "Methods of Execution" (2004).
Bom, o vocal de Jamie Bailey, que também é dono das quatro cordas (e toca sem palhetas, putz!!!!), é extraordinário, fazendo um gutural mais absurdo do que o de Chris Barnes na época do "Tomb of the Mutilated" (Cannibal Corpse), impondo muito respeito e admiração de fãs de brutal death.
Já a bateria é só blast beat com poucos momentos menos velozes, mas que mesmo assim, são rápidos. O timbre da caixa é bem agudo e penetra nos ouvidos de uma forma hipnótica. Você percebe que o cara tem técnica e domina a arte de descer a porrada. Muito bom. Já a guitarra e o baixo são pesadíssimos e com uma afinação tão baixa que se tem dificuldades em vários momentos em distinguir as notas. Mesmo assim, acredite: o som das cordas são muito agradáveis. A gravação não é um primor, mas se encaixa perfeitamente com o tipo de som que o trio faz. Sujeira e peso é o que mais se encontra aqui.
A Brodequin faz músicas impressionantes, para rodar a cabeça feito uma turbina. Para quem gosta de músicas violentíssimas, esse grupo vai entrar para sua lista de favoritos. Como disse no começo, todos os trabalhos seguem essa proposta, então, trate de arrumar esse caos completo! Abaixo, o vídeo de "Slaves to the Pyre", do álbum "Methods of Execution" (o último lançado pela Brodequin), provando o que afirmei desde o início. Ah, e vai outro também do baterista John Engman mandando bronca.
Brodequin - Festival of Death
Unmatched Brutality Records – 2001 – Estados Unidos
http://www.myspace.com/thebrodequin
1. Mazzatello 02:30
2. Judas Cradle 02:12
3. Trial By Ordeal 02:48
4. Torches of Nero 01:54
5. Vivum Excoriari 02:56
6. Lake of the Dead 03:26
7. Blood of the Martyr 02:03
8. Gilles De Rais 02:38
9. Flow of Maggots 02:58
10. Bronze Bowl 02:51
11. Auto De Fe / Raped in the Back of a Van (Last Days of Humanity Cover) 04:37
Total 30:53
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



As duas músicas do Metallica que Hetfield admite agora em 2026 que dão trabalho ao vivo
O riff definitivo do hard rock, na opinião de Lars Ulrich, baterista do Metallica
A música de Raul Seixas que faria ele ser "cancelado" nos dias de hoje
Rafael Bittencourt desabafa sobre receios e "confiança rompida" com Edu Falaschi
O guitarrista que usava "pedal demais" para os Rolling Stones; "só toque a porra da guitarra!"
A música "mais idiota de todos os tempos" que foi eleita por revista como a melhor do século XXI
A banda de rock que lucra com a infantilização do público adulto, segundo Regis Tadeu
Festival SP From Hell confirma edição em abril com atrações nacionais e internacionais do metal
Novo álbum do Kreator, "Krushers of the World" é elogiado em resenha do Blabbermouth
A música caótica do Sepultura que foi escrita na casa de Jason Newsted
As melhores músicas de heavy metal de cada ano, de 1970 a 2025, segundo o Loudwire
Lucifer anuncia agenda pela América do Sul com mais shows no Brasil
Os três gigantes do rock que Eddie Van Halen nunca ouviu; preferia "o som do motor" do carro
Alter Bridge, um novo recomeço


Com "Brotherhood", o FM escreveu um novo capítulo do AOR
Anguish Project mergulha no abismo do inconsciente com o técnico e visceral "Mischance Control"
Motorjesus pisa fundo no acelerador, engata a quinta e atropela tudo em "Streets Of Fire"
Megadeth: Mustaine conseguiu; temos o melhor disco em muito tempo


