Murderer: Trabalho homogêneo, como o Death Metal deve ser
Resenha - Murderer - Deus Otiosus
Por Vitor Franceschini
Postado em 21 de setembro de 2011
Nota: 9 ![]()
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Oriunda de Copenhagen, Dinamarca, o Deus Otiosus foi fundado em 2005 por Anders Rasmussen Bo (vocal) e Henrik Engkjær (guitarra) e, posteriormente, juntaram-se ao grupo Jester Holsp (baixo), Peter Engkjaer (guitarra) e Soren Bentsen (bateria, que está na banda desde 2009).
Antes deste petardo o Deus Otiosus lançou uma demo intitulada Death Lives Again, em 2007, que posteriormente foi lançado em um split com a banda Hideous Invasion, além de um EP ao vivo chamado Too Maimed to Use - Live in Svendborg, em 2010.
Não há dúvidas que esta banda é desconhecida do público brasileiro, inclusive deste redator, que recebeu o material e se deparou com uma grata surpresa.
O som feito pela banda tem a veia Hardcore de bandas oriundas da escandinávia. Mas o som praticado pelo grupo é um Death Metal que mescla influências de ‘old school’ com algumas pitadas de Thrash.
"I Have Seen Him Slay" abre o disco e mostra todas as características citadas e conta com uma cozinha cheia de pegada e feeling. Os riffs de guitarras são diretos, muito bem executados, como fazia o Cannibal Corpse em início de carreira, portanto menos técnicos. Os vocais de Anders se encaixam perfeitamente ao estilo da banda, sendo urrado e na maioria das vezes monocórdico. "Thousand Arms Of The Dead" é uma faixa que possui uma excelente levada e que deixará deathbangers mais saudosistas em estase. Os solos são simples, sem muito exagero e casam perfeitamente com a proposta da banda.
Gustavo Anunciação Lenza | Roberto Luis Pertsew | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Luis Alberto Braga Rodrigues | Reginaldo Manuel Soares de Faria | Paulo Eduardo Farias | Thomas Wisiak | Rogerio Antonio dos Anjos | Miguel Angelo Leal | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
Fãs de Six Feet Under irão se deleitar ao ouvirem "Wall Of Violence" que possui um show de bateria e riffs mais bem elaborados. A batida nem rápida, nem lenta, típica do Death Metal ‘old school’, só melhora a qualidade desta grande composição. "Ye Pigs Of Little Faith" possui um pouco mais de melodia, mas nada que fuja da proposta da banda. Os riffs desta composição possuem um peso absurdo, maravilhoso.
Falando em peso "Whore Limbs" mantém a pegada e com um pouco mais de velocidade, e um clima bem maléfico, a faixa detona com mais e mais riffs. A veloz "No Life" não deixa a peteca cair e possui uma pegada a lá Possessed, principalmente pelas quebradas e solos durante sua execução. Um tecladinho sinistro, bem de leve ao fundo, deixou a faixa demoníaca e com cara de hino aos criadores do Metal extremo da década de 80.
Com mais um show da cozinha, "Ash World" tem uma levada mais cadenciada e envolve uma técnica mais apurada da banda. Os riffs mantêm o peso do álbum e os solos estão muito bem encaixados. A composição prova que Death Metal não precisa ser feito na velocidade da luz pra ser bom. A faixa título fecha o petardo e muito bem. A composição mantém toda a essência do álbum e foi a escolha certa para encerrar o trabalho.
Esta banda prova que o Metal extremo pode ser executado de maneira simples, porém eficiente e que o peso independe somente de velocidade e brutalidade. Um trabalho homogêneo, como o Death Metal deve ser, ou seja, sem abrir muitos espaços para outras influências e/ou estilos.
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