Dir En Grey: Consolidação da maturidade musical do grupo
Resenha - Dum Spiro Spero - Dir En Grey
Por Victor de Andrade Lopes
Fonte: Sinfonia de Ideias
Postado em 16 de agosto de 2011
Nota: 9 ![]()
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Para o ouvido destreinado, o DIR EN GREY contemporâneo pode parecer apenas uma banda de metal extremo que faz músicas cheias de gritos e riffs pesadíssimos de guitarra. Contudo, um pouco de atenção ao ouvir o som do grupo logo desconstrói esta imagem falha. O DIR EN GREY é sim uma banda pesada, o vocalista KYO de fato grita bastante, mas mesmo assim, a primeira palavra que vem à cabeça ao se ouvir os dois últimos álbuns deles (este e o Uroboros) é "maturidade". O antepenúltimo álbum, The Marrow of a Bone, também era pesado, mas nem tão maduro quando seus sucessores. E o que vem a ser um som "maduro"? É só ouvir Dum Spiro Spero ("Enquanto respiro, eu espero" em latim) para descobrir, embora seja preciso conhecer a discografia da banda para absorver e compreender a evolução musical pela qual eles passaram.

Seguindo a fórmula do álbum anterior, o disco abre com uma faixa instrumental (se não considerarmos as exclamações ouvidas ao fundo) e curta, "Kyoukotsu No Nari", seguida pela misteriosa "The Blossoming Beelzebub". Lenta, sombria e marcada por toques de órgão e gritos agoniados de KYO, é um prelúdio do que está por vir. O single "Different Sense" vem em terceiro, e é uma amostra da combinação vocais limpos + gritos agudos que KYO vem utilizando para caracterizar o som da banda.
""Yokusou Ni Dreambox" Aruiwa Seijuku No Rinen To Tsumetai Ame" e "Juuyoku" combinam todos os elementos das faixas anteriores com mais velocidade. É aí que Dum Spiro Spero começa a mostrar mais energia. "Shitataru Mourou" e o single "Lotus" desaceleraram um pouco o ritmo e preparam o terreno para "Diabolos", a mais longa do álbum, e certamente uma das melhores, tão boa que pode até competir com a também longa "Vinushka", do Uroboros.
"Akatsuki" é um respiro separando "Diabolos" da rápida "Decayed Crow", marcada por sons peculiares, meio eletrônicos, das guitarras de KAORU e DIE. E quando tudo indica que o álbum será todo gritos e riffs agressivos, eis que aparece "Vanitas", que pode ser considerada uma balada perto das outras faixas. KYO canta com uma emoção que chega a arrepiar. Para fechar a obra, "Ruten No Tou", que não traz nada de muito especial, mas termina com eficiência um dos melhores discos que a banda já fez.
Há ainda duas faixas bônus: uma regravação de "Rasetsukoku", lançada em 2000 no álbum Macabre; e uma versão sinfônica de "Amon", que adiciona elementos orquestrais à faixa. Ambas valem muito a pena serem ouvidas.
Se alguém tinha dúvidas quanto ao DIR EN GREY conseguir ou não fazer algo próximo do Uroboros, a resposta está aí, e é definitivamente sim, eles podem. Cada um dos membros se superou: KYO está cantando (e berrando) mais do que nunca. KAORU, DIE e o baixista TOSHIYA estão mais criativos do que nunca. O baterista SHINYA está mais técnico do que nunca. A banda está melhor do que nunca. É preciso ouvir algumas faixas mais de uma vez para absorver toda a musicalidade trazida pelo quinteto.
Abaixo, a faixa "Decayed Crow", uma das melhores do álbum.
Track-list:
1 - "Kyoukotsu No Nari" - 1:58
2 - "The Blossoming Beelzebub" - 7:35
3 - "Different Sense" - 5:03
4 - "Amon" - 4:03
5 - ""Yokusou Ni Dreambox" Aruiwa Seijuku No Rinen To Tsumetai Ame" - 4:49
6 - "Juuyoku" - 3:28
7 - "Shitataru Mourou" - 4:02
8 - "Lotus" - 4:03
9 - "Diabolos" - 9:51
10 - "Akatsuki" - 3:33
11 - "Decayed Crow" - 3:48
12 - "Hageshisa to, Kono Mune no Naka de Karamitsuita Shakunetsu no Yami" (remastered version track) - 4:03
13 - "Vanitas" - 5:27
14 - "Ruten No Tou" - 4:27
15 - "Rasetsukoku" (bonus track) - 4:37
16 - "Amon (Symphonic Ver., bonus track)" - 4:58
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