Adrenaline Mob: Supergrupo ainda carece de personalidade
Resenha - Adrenaline Mob - Adrenaline Mob
Por Daniel Junior
Postado em 10 de agosto de 2011
Será que alguém em sã consciência pensa que MIKE PORTNOY (DREAM THEATER, A7X, NEAL MORSE) precisa provar alguma coisa? A impressão que tenho, ao seguí-lo no twitter, é que o músico diz para si mesmo (e para tantos outros a cada twitada) que é capaz de fazer algo tão poderoso e transformador quanto a banda da qual foi co-fundador. Não questiono o positivismo e a manutenção da auto-estima do baterista, mas sinceramente, seu talento fala por si mesmo. Se ele será capaz de colocar no mundo algo tão grandioso quanto DREAM THEATER é outra história.
Adrenaline Mob - Mais Novidades
ADRENALINE MOB (MIKE PORTNOY, RUSSEL ALLEN, MIKE ORLANDO, RICH WARD e PAUL DI LEO) é uma banda com som pesado, com núcleos bem definidos. Trabalhando numa espécie de som mais contemporâneo do metal, o AM, ainda carece de alguma personalidade musical. A simbiose do monstro sonoro acaba tornando a música exposta pela super banda numa espécie de colcha de retalhos de melhores momentos de outras bandas.
Em "Psychosane" o que temos é um Black Label Society sem ZAKK WYLDE. Muitos traços da banda do ex-guitarrista do mr. Madman e a gente fica procurando, por toda a audição, algo que não tenhamos ouvido. Há peso? Sem dúvida. Agressividade? Nossa, talvez uma das bandas mais pesadas deste ano, mas nada que não soe familiar.
"Believe Me" tem momentos melódicos interessantes e possuem um espírito que fica entre uma canção "ouvível", com refrão a la Nickelback. Peço perdão ao leitor, que assim como eu, não gosta de críticas e resenhas baseadas em referencias musicais. De fato, este é o jeito + "ilegítimo" de traduzir um sentimento através da audição de uma obra, mas infelizmente não é possível fazer algo diferente no caso deste lançamento.
Se no início deste texto falamos que MIKE PORTNOY não precisa provar nada a ninguém, o que dizer de RUSSEL ALLEN? Sua banda oficial – SYMPHONY X – acaba de lançar um dos melhores petardos do ano (figurinha fácil nas listinhas de 2011) e o vocalista – de muita personalidade musical diga-se de passagem – se envolve em um projeto, que, conhecendo o coração volátil do mestre PORTNOY pode durar apenas este EP.
Em "Hit The Wall" temos um canhão em forma de riff. De longe a melhor canção do EP. "Hit The Wall" traz as guitarras e palhetadas mais interessantes até aqui. Diversidade no arranjo, velocidade, técnica e peso. Talvez a "melhor placa de direção" que a banda pode desejar seguir ou não. Se as canções não são assobiáveis – no sentido melódico – vai agradar em cheio algumas viúvas do baterista, que até hoje não se conformaram com a saída do músico do DREAM THEATER.
"Down To The Floor" anima e lembra muito JUDAS PRIEST na fase Jugulator com TIM "RIPPER" OWENS nos vocais. A dinâmica da canção é legal e a canção pode agradar até o fã mais conservador; os efeitos durante os vocais não maculam o arranjo tribal dos momentos que antecedem o refrão.
A mixagem do EP (pelo menos se percebe isso nas versões que escutamos espalhados pela internet) ficou muito boa, onde é possível distinguir o trabalho de baixo, por detrás das paredes de guitarra e dos solos que emolduram cada faixa.
A regravação de"The Mob Rules" é uma homenagem devida ao mestre Dio mas não dá para desconfiar que o EP todo é uma homenagem a outras grandes bandas de metal, já que não é possível distinguir um traço de personalidade musical durante todo o desenrolar das canções. Como se tratam de músicos tarimbados, é possível, que na divulgação dos próximos trabalhos, tenhamos mais do que peso, mas canções que sejam inesquecíveis.
twitter do blog: @aliterasom
Outras resenhas de Adrenaline Mob - Adrenaline Mob
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Capital Inicial cancela shows nos Estados Unidos após vistos negados
Rush é parado na fronteira dos Estados Unidos com o México e precisa adiar show
20 bandas que nunca lançaram um disco ruim, de acordo com a Metal Hammer
Por que Iron Maiden nunca será grande como Metallica, segundo Bruce Dickinson
Ripper Owens: "Há uma razão pro Iron Maiden tocar pra 20 mil e o Judas pra 5 mil"
Rhapsody se despedirá com formação clássica ao lado do Epica na América do Sul
O que torna o Slayer diferente, na opinião de Dave Mustaine
Os dois clássicos do Judas Priest que Ripper Owens não queria cantar no Masters of Voices
Dave Lombardo conta que "névoa mental" o fez usar anotações nos shows
O show em que o Iron Maiden tocou Van Halen, de acordo com Adrian Smith
A grande omissão do Rock and Roll Hall of Fame segundo Steve Stevens
Steve Harris conta o que Brian May disse sobre o show do Iron Maiden no Rock in Rio I
Para Rob Halford, cantar com o Black Sabbath foi como realizar um sonho
Steve Harris foi único membro do Iron Maiden a receber Paul Di'Anno em show, revela documentarista
A crítica que o Moonspell recebeu por algo que Lacuna Coil e In Flames também fizeram
João Gordo explica por que não chegou a bater em Dado Dolabella em briga histórica
O hábito de Rafael Bittencourt que o fez perder muitos alunos de guitarra
Rita Lee: Ela participou de festinha adulta com o Yes e furtou a cobra de Alice Cooper


Hellacopters acerta (de novo) com seu rock n' roll visceral em "Cream Of The Crap! - Volume 3"
Yes - Seguindo firme e forte em "Aurora"
"Break The Silence" prova que o mainstream precisa do Beyond The Black
"MI'RAJ" - quando Edu Falaschi troca a velocidade pela emoção e encerra trilogia com maturidade
A Lapidação da alma: O triunfo conceitual do Big Big Train em "Woodcut"
HellLight - Reafirmando seu espaço entre os melhores da safra do gênero.
"Betrayed By Obedience", do Infected Cells, é death metal bruto, técnico e direto
Há 40 anos o Queen lançava "A Kind of Magic", álbum que marcou a despedida de Freddie dos palcos
RHCP: O monstro saiu da jaula com um de seus melhores trabalhos



