Morbid Angel: O álbum mais polêmico de sua discografia
Resenha - Ilud Divinum Insanus - Morbid Angel
Por Junior Frascá
Postado em 13 de julho de 2011
Nota: 5 ![]()
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Sem dúvidas este "Ilud Divinum Insanus", apesar de ter sido lançado há pouco tempo, é o disco mais polêmico de toda a discografia do grande MORBID ANGEL. E desde o primeiro minuto que este foi disponibilizado para audição, as criticas negativas tem sido esmagadoras a Mr. Vincent e Cia., sendo que a grande maioria dos fãs já consideram este como o pior lançamento da gloriosa história da banda.
Não há como se discutir a importância do MORBID ANGEL para o Death Metal, sendo uma das bandas mais importantes (se não a mais) do estilo, tendo lançado clássicos absolutos do gênero, como os inigualáveis "Altars of Madness" e "Covenant". E mesmo que as vezes aos trancos e barrancos, (o que aconteceu principalmente após a saída de David Vincent), a banda sempre conseguiu se manter relevante, e mesmo não lançando discos fenomenais como outrora, conseguia ao menos lançar bons discos de death metal.
E após a volta de David Vincent, a banda voltou a excursionar pelo mundo, tocando em grandes festivais, o que levou os fãs a ansiarem por um novo registro de inéditas, sendo que, apenas agora em 2011, e sem Pete Sandoval, que se recupera de problemas de saúde, é lançado este "Ilud Divinum Insanus", um álbum completamente diferente de tudo que a banda já havia lançado.

E o grande problema do álbum reside no fato de este ser muito heterogêneo, aliando grandes momentos com outros risíveis, nos quais é impossível se imaginar que se trata do Morbid Angel tocando. Além disso, é de se destacar também que estamos diante da melhor e maior produção, em termos de qualidade de gravação, que a banda teve em sua carreira. Destaque também para a arte gráfica do trabalho, feita mais uma vez pelo brasileiro Gustavo Sazes, que vem se tornando uns maiores artistas do meio metal.
Deixando de lado a qualidade de fã da banda, e analisando imparcialmente o álbum, de forma objetiva, com poucas audições podemos fazer a seguinte constatação: o disco apresenta uma introdução soturna, porém dispensável ("Omni Potens"), quatro músicas excelentes, remetendo aos bons tempos da banda ("Existo Vulgaré", Blades of Baal", "Nevermore" e "Beauty Meets Beast"), duas músicas boas, mais voltadas para o thrash metal, sendo diferentes em relação ao antigo material do Morbid ("I Am Morbid" e "10 More Dead"), e quatro lixos inimagináveis para o padrão Morbid Angel de qualidade ("To Extreme!", "Destructos Vs. The Earth/Attack", "Radikult" e "Profundis – Mea Culpa").
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel | Acerca das músicas excelentes, todas merecem destaque, em especial "Nevermore", com seus riffs cortantes de Trey, aliados às ferozes vocalizações de Mr. Vincent, e "Blades of Baal", que nos remete direto aos bons tempos do início da banda, apesar da gravação mais moderna.
Em relação às músicas "I Am Morbid" (que tem um riffs matador de guitarra) e "10 More Dead", apesar de mais modernas, ainda apresentam boas idéias, e conseguem agradar pelo peso absurdo e grandes vocalizações.
Por fim, em relação aos quatro lixos acima citados, tratam-se de músicas totalmente enjoativas, com mistura de música eletrônica com metal industrial soturno, sem qualquer criatividade e afastadas por completo do Death Metal. E não é apenas pelo fato de serem eletrônicas ou industriais que fazem destas músicas ruins: são ruins mesmo, sem criatividade alguma, repetitivas e chatas, chegando a serem insuportáveis de se escutar. Não dá para entender como os caras conseguiram lançar coisas desse tipo sob o nome MORBID ANGEL, uma vez que poderiam utilizá-las em outros projetos, sem manchar o nome da banda.

A "menos ruim" destas músicas é "Destructos Vs. The Earth/Attack", que deverá agradar quem curte metal industrial.
Enfim, o álbum não é completamente horrível, pois apresenta algumas boas músicas, mas sem dúvida é um dos piores lançamento da banda até agora. E fazendo uma análise objetiva, dando-se um ponto para cada uma das músicas excelentes, e meio ponto para cada uma das músicas boas, não há como dar outra nota para o trabalho.
Tomará que este não seja o último lançamento do MORBID ANGEL, e que os músicos se conscientizem (em especial Mrs. Vincent e Trey) e deixe seus devaneios musicais para outros projetos, e invistam apenas no bom e velho Death Metal com o Morbid, pois, como se pode perceber em algumas músicas deste lançamento, ainda não se esqueceram como se faz.

Ilud Divinum Insanus – Morbid Angel
(2011 – Hellion Records - Nacional)
Track List:
1. Omni Potens
2. Too Extreme!
3. Existo Vulgoré
4. Blades of Baal
5. I Am Morbid
6. 10 More Dead
7. Destructos Vs. the Earth / Attack
8. Nevermore
9. Beauty Meets Beast
10. Radikult
11. Profundis - Mea Culpa
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