Firehouse: Viver de passado é sempre um bom negócio?
Resenha - Full Circle - Firehouse
Por Marcelo Vieira
Fonte: Collector's Room
Postado em 08 de julho de 2011
De tempos em tempos, os aposentados e pensionistas do INSS que recebem benefícios têm de comprovar que estão vivos. É a chamada prova de vida. No meio musical não é diferente. Não fosse o nome que indica o fechamento do ciclo – provavelmente marcando a despedida da banda –, Full Circle, o novo álbum do Firehouse, poderia ser tomado como exemplo para esta prática tão comum a quem amarga anos no ostracismo.


Sem lançar nada de novo desde 2003 – ano do excelente Prime Time –, CJ Snare (vocais), Bill Leverty (guitarra), Allen McKenzie (baixo) e Michael Foster (bateria) quebram o silêncio com um álbum de regravações (!). Verdade seja dita: o que resta às bandas de hard rock contemporâneas ao Firehouse? As mais sortudas assinam com a Frontiers e gravam material inédito por sua própria conta e risco, mas o grosso da renda vem mesmo dos shows em clubes tocando os hits da época.
No tocante à vida na estrada, viver de passado é sempre um bom negócio, mas em se tratando de álbuns, torço o nariz para bandas que regravam seus clássicos. Regravações nunca causam o impacto das originais e, o que é pior, ainda evidenciam aspectos negativos que são puro sinal dos tempos, como o desgaste vocal, por exemplo. Um caso recente disso é a coletânea Greatest Hits 2, lançada em 2010 pelo Dokken com seus maiores sucessos repaginados pela formação atual da banda. Terrível!

Mas então, o que funciona em Full Circle? Em primeiro lugar, tanto tempo tocando junto facilita as coisas. Snare, Leverty e Foster estão nessa há mais de duas décadas – apesar de há quase uma só o fazerem para manter as aparências. Em segundo, e que ficou evidente na passagem da banda pelo Brasil em 2007, Allen McKenzie é o melhor baixista desde Perry Richardson e comanda os backing vocals com brilhantismo. E em terceiro lugar, o maestro Bill Leverty, inovando na medida certa, com uma pegada de dar inveja!
CJ Snare continua cantando muito, mas não dá mais conta dos agudos de outrora. Trocando em miúdos, nota 10 nas baladas e notas de 0 a 5 no restante. Vale ressaltar que, ao contrário do já citado Dokken, que baixou suas músicas em um ou mais tons, o Firehouse manteve a tonalidade original de todas. Fidelidade sonora é isso.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel | No geral, e diante do baixíssimo nível dos parâmetros de comparação, Full Circle é um bom disco. Só espero que não feche o ciclo de fato, pois por mais que nos bastidores o clima seja tenso, o que se vê em cima do palco mostra que Snare, Leverty e Foster ainda têm muito combustível para queimar. Que tal fazer uma oferta, hein, Frontiers?

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