Mourning Lenore: Doom & Death da nova safra de Portugal
Resenha - Loosely Bounded Infinities - Mourning Lenore
Por Ben Ami Scopinho
Postado em 07 de março de 2011
Nota: 7 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Certamente Portugal não possui tradição em exportar muitos nomes ligados ao Heavy Metal, mas sua cena underground parece estar em efervescência, tal o número de grupos e dos mais variados subgêneros que tem surgido nos últimos anos. Nativo de Lisboa e na ativa desde 2008, o Mourning Lenore figura nesta nova safra, se caracterizando pela presença constante nos palcos de sua região e tendo como registro inicial apenas um split com o francês Daemonium, liberado em 2009.

Pois bem, as duas faixas presentes no citado split não apresentavam absolutamente nada de novo em se tratando de Doom / Death Metal oferecido lá pelos anos 1990, mas sua repercussão abriu as portas para que assinassem com o selo Major Label Industries. O fruto desta parceria chama-se "Loosely Bounded Infinities", uma estreia que mostra o Mourning Lenore dando um considerável salto na qualidade de sua proposta - mesmo que ainda não se observe nenhum tipo de inovação.
Suas canções não chegam ao extremo daquela controversa e arrastada sonoridade suicida do chamado Funeral Doom, mas certamente tudo flui de forma lenta, com melodias intensas, depressivas e combinando ainda vocalizações agressivas com esporádicas linhas limpas. As influências, como não poderia deixar de ser, são claras e remetem diretamente a veteranos como Paradise Lost, Anathema, Katatonia e My Dying Bride.
Tendo como bônus "Rain's Seduction" e "Patterns Of Emptiness" (do split de 2009), cada uma das seis composições não cronometram nada menos do que oito minutos, mas o repertório funciona muito bem. Nestes casos, o principal é tornar tudo diversificado e em constante movimento, características que os portugueses dominam com folgas e explícitas logo na respeitosa abertura "Contours Of A Dream" e "Unchained".
Aliado à simplicidade desoladora do projeto gráfico – a fotografia da capa é belíssima, não? – temos a competente produção de Fernando Matias (f.e.v.e.r., Moonspell), que enfatiza toda a atmosfera sombria e sorumbática que exala de cada nota. Um primeiro disco que mostra o Mourning Lenore trabalhando com aquela energia que parece ser inesgotável nos novatos, que, como dito, nada é novo, mas possui muita maturidade e merece uma atenta audição por parte dos admiradores do gênero. Doom on!
Contato: www.myspace.com/mourninglenoredoom
Formação:
João Galrito - voz e guitarra
João Arruda - guitarra
Joana Messias - baixo
Emanuel Henriques - bateria
Mourning Lenore - Loosely Bounded Infinities
(2010 / Major Label Industries - importado)
01. Contours Of A Dream
02. Reminiscence
03. Everlasting
04. Unchained
05. Rain's Seduction (bonus)
06. Patterns Of Emptiness (bonus)
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O álbum que talvez seja a definição mais perfeita do rock progressivo
Summer Breeze vende todos os ingressos para a edição 2027 em tempo recorde
O guitarrista que Geddy Lee considera o "músico definitivo" do rock
O baterista que Dave Lombardo, ex-Slayer, considera o "número 1"
Os 59 anos de idade de Gene Hoglan, um dos maiores bateristas do heavy metal de todos os tempos
Lars Ulrich relembra como foi o primeiro encontro do Metallica com o Iron Maiden
"Estou velho": Geoff Tate explica decisão de abandonar "Operation Mindcrime"
Joe Lynn Turner opina sobre reencontro de Ritchie Blackmore com o Deep Purple
O estilo musical que Geddy Lee considera uma aula sobre como tocar baixo
Michael Sweet recusa King Diamond, mas aceita tocar junto
A música que Mark Knopfler gravou em uma guitarra barata e diz ter feito "tudo errado"
Como Regis Tadeu contou ao próprio Tim "Ripper" Owens que odiou o som do KK's Priest?
A lendária banda de heavy metal que nunca decepcionou Scott Ian, do Anthrax
O guitarrista que Randy Rhoads se sentia imitando: "Faço muita coisa como ele, e isso me mata"
As 2 bandas brasileiras que Regis Tadeu considera as mais injustiçadas do rock
Keith Richards: colocando Justin Bieber em seu devido lugar
Robert Trujillo explica que teve que segurar a onda quando entrou no Metallica
Corey Taylor e a banda que consegue ser pior que o Nickelback; "Eles são horríveis"


Kinetic Orbital Strike despeja treze bombas punk/crust destruidoras
Ürütaü - Trabalho de estreia, qualidade de veteranos
A Magia Ancestral do Green Lung: O Impacto Monumental de "Woodland Rites"
Resenha - Skylab VI - Cadê Meu… Álbum?
Os 50 anos de "Journey To The Centre of The Earth", de Rick Wakeman
Guns N' Roses: o último grande álbum de rock feito a mão



