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Anopsy: Death Metal mais cru com enormes doses de Grindcore

Resenha - Unusual Sexual Methods... - Anopsy

Por Marcos Garcia
Em 28/02/11

Nota: 8

Desde que o CARCASS lançou seu clássico LP ‘Reek of Putrefaction’ em 1988, trazendo ao mundo o estilo que rotulamos de Splatter Death Metal, devido às letras abusivamente insanas e musicalidade extrema, é possível afirmar que nenhuma subdivisão do Metal tem o efeito do mesmo: ou se ama profundamente o estilo de pura paixão, ou se odeia na mesma proporção. Sempre foi e sempre será assim.

De lá para cá, o tempo passou, o estilo foi se tornando mais tecnicamente apurado e bem gravado, mas sem nunca perder suas convicções lírica e sonora, e hoje em dia, mais e melhores bandas vão surgindo nos quatro cantos do mundo, cada uma com suas idiossincrasias, e o Brasil não fica fora desse eixo. E uma das boas bandas do estilo por aqui é o já veterano carioca ANOPSY, que produzem uma sonoridade mais puxada para um Death Metal mais cru, à lá MORBID ANGEL e AUTOPSY, mas com enormes doses de Grindcore na linha de bandas como MACABRE e IMPALED, porém a banda tem personalidade bem definida; as letras abordam temas escatológicos de um ponto de vista sexista/alcólatra, falando bastante de distúrbios comportamentais que os seres humanos possuem.

Seu EP de estréia, centro de nossa atenção nessa resenha, é de 2008, e é algo totalmente insano e doentio, e lembro que em se tratando desta vertente, isso é mais que um elogio: é uma referência obrigatória.

Produzido por Dennis Pombo, a sonoridade do EP é incrivelmente clara, mas pesada e intensa, como a banda pede; a arte é algo de fazer médico legista ter ânsias de vômito, mas que é um digno cartão de apresentação ao trabalho da banda, e um aviso aos incautos.

O EP abre com o assassinato ‘Sequels of a Hammer’, uma música bem intensa e pesada, sem ser à velocidade da luz, com ótimas variações rítmicas na bateria e bases de guitarras bem chapadas; seguindo ‘Anatopathologic’ é um pouco mais candenciada, mas que possui inúmeras variações em seu andamento por toda a música, com baixo e bateria se destacando pelo peso cavalar que se faz presente por toda a faixa, bem como na música seguinte, ‘Tasting Rotten Pussy’, onde o típico vocal gutural extremo (que alguns teimam em chamar simplesmente de vocal à lá ‘porco sendo morto’), mostra um trampo bem eficiente, bem como o baixo dá alguns toques bem jazzísticos bem interessantes, fora umas surpresinhas nela que deixo para que os leitores possam comprovar por si mesmos; ‘Exhumed by a Compulsive Feet Lover’ tem uma levada mais Hardcore, que vai levar o público ao pogo ilimitado sem sombra de dúvidas, e alguns momentos mais cadenciados que se encaixam perfeitamente à música. ‘Slum Dweller Stabbed’ é mais uma música cheia de alternâncias de andamentos, indo da cadência ao esporro sem pudor algum. E o EP fecha com um outro, ‘Big Chainsaw Masturbation’ me trouxe à mente algo um tanto quanto incômodo à mente em relação ao título.

Um bom trabalho que nos prepara para o próximo, que pelo que sei, pode sair ainda este ano. Esperemos mais este belo ataque por parte da banda, que promete bastante.

Em tempo: a formação da banda atualmente é outra, contando com o vocalista Iron (ex- GUTTED SOULS, NECROPEDOPHILE e DEVORATION) e Thiago se deslocou para a bateria.

Formação:

Thiago ‘Splatter’ – Vocais
Léo ‘Death’ Rodrigues – Guitarras
Oton Felipe – Baixo
Mauro Morgado – Bateria

Tracklist:

01. Sequels of a Hammer
02. Anathopathologic
03. Tasting Rotten Pussy
04. Exhumed by a Compulsive Feet Lover
05. Slum Dweller Stabbed
06. Big Chainsaw Masturbation (Outro)

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Sobre Marcos Garcia

Marcos Garcia é Mestrando em Geofísica na área de Clima Espacial, Bacharel e Licenciado em Física, professor, escritor e apreciador de todas as subdivisões de Metal, tendo sempre carinho pelas bandas mais jovens e desconhecidas do público, e acredita no Underground como forma de cultura e educação alternativas. Ainda possui seu próprio blog, o Metal Samsara, e encara a vida pela máxima de Buda "esqueça o passado, não pense no futuro, concentre-se apenas no presente".

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