Dream Theater: EP é um marco na carreira do grupo
Resenha - A Change Of Seasons - Dream Theater
Por Afonso Viana
Postado em 11 de fevereiro de 2011
Nota: 9 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
"A Change of Seasons" é um EP dos gigantes do Prog Metal, o DREAM THEATER, lançado em 1995. E este é um EP nada comum, pois apesar de conter apenas cinco músicas, ele conta com quase 60 minutos de duração! Isto torna este, que era pra ser só um "Extended Play", maior que os dois primeiros álbuns da banda!
Dream Theater - Mais Novidades
Isso se deve principalmente ao fato da faixa título possuir nada mais nada menos que quase 24 minutos de duração! Isso somado às outras, que beiram os 10 minutos, torna o CD muito grande. Mas quanto ao tamanho, os fãs agradecem, afinal, este é também um marco na carreira do DT. Isto porque o time agora passava a ser composto por James LaBrie (vocal), John Petrucci (guitarra), John Myung (baixo), Mike Portnoy (bateria) e o recém-chegado Derek Sherinian (teclado), encarregado por substituir Kevin Moore.
A primeira faixa, como não poderia deixar de ser, é a título, que, diga-se de passagem, é uma das maiores músicas já concebidas pela banda (em todos os sentidos (risos))! Uma verdadeira obra prima musical! Contendo uma belíssima letra, que fala sobre o ciclo da vida, ela foi escrita por Portnoy para falar sobre a morte de sua mãe. Mike mostrou ainda o seu declarado amor por filmes, e usou varias frases extraídas de "Sociedade dos Poetas Mortos". E para facilitar a "identificação", a música foi separada liricamente em sete partes. "The Crimson Sunrise" é a parte um, sendo instrumental, e nela já vemos o potencial estupendo da música. "Innocence" é a segunda parte, onde os vocais iniciam. Em "Carpe Diem" o estilo da música muda drasticamente (fato tão comum nesta, que nem se vale comentar), e pelo próprio título, já vemos a inspiração vinda do filme.
A quarta parte, "The Darkests of Winters" é um instrumental vigoroso, mostrando a virtuosidade comum ao DT. Ótimos solos são vistos nessa parte, e Derek mostra que é realmente um ótimo tecladista, apesar de se diferenciar muito de Kevin. "Another World" traz um momento climático para a música, que logo se vai com mais uma enxurrada de peso do ótimo instrumental da sexta parte, "The Inevitable Summer". "The Crimson Sunset" vem simplesmente devastadora, para então encerar a magnifica faixa da mesma forma que ela inicia, dando assim a alusão ao "ciclo". Simples palavras não explicam toda a magnificência desta canção, por muitos considerada a melhor música do Dream Theater. Mas gostos à parte, ela é realmente fantástica.
Aposto que a própria banda achou que seria difícil colocar outra composição própria após essa arrasadora música, então o EP segue com quatro covers gravados ao vivo no Ronnie Scott’s Jazz Club, em Londres. A primeira é "Funeral For A Friend/Love Lies Bleeding", cover de Elton John, onde o DT apenas fez questão de exaltar uma música que já era incrível. Detalhe ao fato de que ela parece ser "boas vindas" ao Derek, pois o teclado é o principal destaque.
Na seguinte, "Perfect Strangers", a banda não alterou muito, apenas mantendo toda a pegada e incluindo um virtuoso solo de guitarra. Na próxima Sherinian tem um intervalo, e eles ousam fazer o medley "The Rover/Achilles Last Stand/The Song Remains The Same", composto de covers do gigante Led Zeppelin. Tarefa arriscada, mas que executam de forma impecável. E é muito válido frisar uma cena que realmente não é vista com frequência: o destaque absoluto de Myung! Não que ele não se seja espetacular em outros momentos, mas ele não costuma chamar atenção para si mesmo, mas neste caso o baixista simplesmente arrebenta em sua interpretação para as linhas de John Paul Jones.
A música que fecha o álbum é um medley de puro bom gosto: "The Big Medley". Nele o DT colocou algumas de suas influencias para fazer uma música realmente sensacional. Ela é composta por "In The Flesh?" (Pink Floyd), "Carry On Wayward Son" (Kansas), "Bohemian Rhapsody" (Queen), "Lovin’, Touchin’, Squeezin’" (Journey), "Cruise Control" (Dixie Dregs) e "Turn It On Again" (Genesis), em uma junção perfeita, digna apenas de Dream Theater.
Um EP realmente incrível, que acabou ganhando grande fama, tanto que a faixa título chegou a fazer parte de um comercial dos Jogos Olimpicos de Inverno de 2002 e alcançou a surpreendente marca de 58º na Billboard, algo que provavelmente não foi esperado. Realmente recomendado!
Faixas:
01 – A Change of Seasons
02 – Funeral For A Friend/Love Lies Bleeding
03 – Perfect Strangers
04 – The Rover/Achilles Last Stand/The Song Remains The Same
05 – The Big Medley
Gravadora: EastWest
Publicado originalmente em http://musicisthedoctor.tumblr.com/
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O clássico do Metallica que James Hetfield considera "fraco": "Um enorme sinal de fraqueza"
O "Big Four" das bandas de rock dos anos 1980, segundo a Loudwire
Regis Tadeu volta a falar sobre Dave Murray: "Se eu contasse a história com detalhes..."
O guitarrista que moldou o timbre do Metallica, segundo James Hetfield
"Não tenho mais qualquer relação com Wolf Hoffmann", declara Udo Dirkschneider
Blaze Bayley escolhe o melhor disco do Metallica - mas joga sujo na resposta
Iggor Cavalera revela o tipo de som que faz sua cabeça atualmente
Música que dá nome ao documentário do Iron Maiden já foi considerada uma das piores da banda
A resposta de Cliff Burton a quem diz que Metallica se vendeu no "Master of Puppets"
Como a banda mais odiada do rock nacional literalmente salvou a MTV Brasil da falência
A banda que o ex-Guns N' Roses Bumblefoot chama de "trilha de Satanás para um funeral"
Nicko McBrain fala sobre rumores de aposentadoria de Dave Murray
Aquiles Priester vetou ida de Thiago Bianchi ao Angra? Vocalista esclarece história
A banda que poderia ter chegado ao tamanho do Led Zeppelin, segundo Phil Collen
Rock and Roll Hall of Fame anuncia indicados para edição 2026



Mike Portnoy afirma que show do Dream Theater no Chile será gravado para lançamento futuro
Três "verdades absolutas" do heavy metal que não fazem muito sentido
A recomendação da gravadora na hora de entrevistar Mike Portnoy, segundo Regis Tadeu
A banda de metal progressivo mais popular da história, segundo baixista do Symphony X
Gastão Moreira fala sobre Dream Theater; "a banda mais narcicista de todas"
A música surpreendente que "peitou" o sucesso do grunge no início dos anos 90
O exato momento em que Mike Portnoy soube que voltaria ao Dream Theater
Clássicos imortais: os 30 anos de Rust In Peace, uma das poucas unanimidades do metal


