Amorphis: um álbum ousadíssimo para o ano de 1994

Resenha - Tales from the Thousand Lakes - Amorphis

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Por Marcos Garcia
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O início da década de 90 foi promissor para o Death Metal, já que o estilo voltava a estar em evidência, graças à leva de bandas que surgiu após 1989 e revelou nomes que eram até então desconhecidos da grande maioria, como MORBID ANGEL e o DEATH, que ganhou um novo gás com este crescimento, e novatos então desconhecidos, hoje idolatrados e referência no estilo, como DISMEMBER, BENEDICTION, DEICIDE, entre outros, e algumas ousaram fugir do velho padrão e criaram novas roupagens, como PARADISE LOST, MY DYING BRIDE e ANATHEMA, que trouxeram à vida o Doom Death Metal, e outros como o genial AMORPHIS finlandês, terra até então desconhecida dos fãs de Metal.
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Seu primeiro CD, ‘The Karelyan Isthmus’, ainda era um pouco primitivo, musicalmente falando, mas quem não ficou surpreso quando ouviu o segundo, ‘Tales From the Thousand Lakes’, um CD ousadíssimo para aqueles tempos, principalmente o ano de 1994, onde o Death Metal estava se encaminhando para algo ainda mais brutal.

A produção visual ainda era um pouco pobre para a época, mas ao pôr o disquinho no CD player e apertar o botão ‘play’, é quase impossível conter os olhos nas órbitas, tamanha a gratificante surpresa: Agressivo e melodioso na medida certa, graças às guitarras de Esa Holopainen e de Tomi Koivusaari, vocais urrados (feitos por Koivusaari) contrastando perfeitamente com vocais limpos do artista convidado Ville Tuommi, teclados hiper bem sacados e bem tocados por Kasper Materson, andamentos menos acelerados ditados pelo baixo de Olli-Pekka Laine e bateria de Jan Rechberger, e com um belo clima folk eslavo de pano fundo para cada música, parte graças à musicalidade atingida pela banda em si, parte graças aos temas da banda, baseados inteiramente no épico finlandês ‘Kalevala’, que a banda usou em vários de seus discos após este aqui.

Cada música em si é um delírio para fãs de Metal bem feito, onde os destaques mais que obrigatórios são ‘Into Hiding’, que no inicío lembra o som feito no CD anterior, mas um pouco antes do meio, se converte em um verdadeiro clássico melodioso, e com ótimos vocais limpos; ‘The Castaway’, onde as guitarras fazem clara menção à música regional finlandeza; a mais que cultuada ‘Black Winter Day’, hino dos fãs que dispensa apresentações mais detalhadas; ‘Drowned Maiden’, onde há equilíbrio entre melodia e Death Metal com perfeição; a forte e cadenciada ‘In the Beginning’, assim como o é também ‘Forgotten Sunrise’; ‘To Fathers Cabin’ é mais emotiva, com vocais essencialmente limpos e que tem ênfase na parte instrumental, fora a boa versão para para ‘Light My Fire’, do THE DOORS, superior à original. E a versão remaster ainda trás de bônus o EP ‘Black Winter Day’, onde, em minha opinião, está a melhor música da banda nessa fase, a maravilhosa ‘Moon and Sun Pt II: North's Son’.

Sei que muitos irão questionar o porquê de se falar em um disco tão velho, pois é de 1994, e a resposta é bem simples: Este disco marca o fim da fase Death Metal da banda, que no seguinte, ‘Elegy’, irá começar a migrar para uma sonoridade cada vez mais setentista e psicodélica, que é igualmente maravilhosa. Ou seja, é um tributo bem merecido.

Tracklist:
1 - Thousand Lakes (intro)
2 - Into Hiding
3 - The Castaway
4 - First Doom
5 - Black Winter Day
6 - Drowned Maid
7 - In the Beginning
8 - Forgotten Sunrise
9 - To Fathers Cabin
10 - Magic and Mayhem
11 - Folk of the North (EP Black Winter Day)
12 - Moon and Sun (EP Black Winter Day)
13 - Moon and Sun Pt II: North's Son (EP Black Winter Day)
14 - Light my Fire (The Doors)

Contatos:
http://www.myspace.com/amorphis
http://amorphis.net

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Sobre Marcos Garcia

Marcos Garcia é Mestrando em Geofísica na área de Clima Espacial, Bacharel e Licenciado em Física, professor, escritor e apreciador de todas as subdivisões de Metal, tendo sempre carinho pelas bandas mais jovens e desconhecidas do público, e acredita no Underground como forma de cultura e educação alternativas. Ainda possui seu próprio blog, o Metal Samsara, e encara a vida pela máxima de Buda "esqueça o passado, não pense no futuro, concentre-se apenas no presente".

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