Garbage: música eletrônica sem perder a essência roqueira
Resenha - Garbage - Garbage
Por Fábio Cavalcanti
Postado em 08 de novembro de 2010
Nota: 8 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Com apenas quatro álbuns na bagagem, a banda noventista Garbage parecia estar prestes a ser jogada no lixo (com o perdão do trocadilho), quando a adorável vocalista Shirley Manson anunciou os trabalhos do grupo em um novo registro. Enquanto aguardamos a nova "bolacha", comento aqui sobre seu trabalho mais marcante: o 'debut' "Garbage", lançado em 1995.

Em meio a um cenário que destacava bandas de grunge e rock alternativo, além dos precursores do recém-nascido rock industrial, eis que o quarteto em questão conseguiu "inovar" com uma mistura de tais estilos, investindo pesado no uso de uma produção bastante voltada à música eletrônica, mas sem perder a essência roqueira.
O álbum começa com a divertida "Supervixen", uma ode ao poder feminino. Na arrastada "Queer", notamos o lado mais mórbido do grupo, guiado pela voz soturna de Shirley Manson e pelas elegantes guitarras de Steve Marker e Duke Erikson, que trazem belos efeitos até nos seus momentos mais "sujos". A maravilhosa "Only Happy When It Rains" volta a investir em uma batida pulsante, mas mantém o honestíssimo clima "deprê" da banda, especialmente em sua letra.
Falando em faixas mais dançantes, destaque para as quase pops "Vow" e "Fix Me Now", além da frenética e estranha - no bom sentido - "As Heaven Is Wide". "Not My Idea" não chama tanta atenção pela letra, mas prende a atenção pelo seu brilhante amálgama de rock industrial. "Dog New Tricks" é mais direta e possui uma temática bem interessante. Por outro lado, a ácida "Stupid Girl" pode gerar certo tédio após a primeira audição.
Entre as faixas mais lentas, "A Stroke of Luck" e "Milk" atingem um nível quase anestésico, graças a um estilo sorumbático e viajante, levemente puxado para o 'trip hop'. Já "My Lover's Box" não possui arranjos e melodias atraentes, mas exemplifica a forma peculiar de o grupo abordar um tema mais romântico.
Infelizmente, o Garbage não conseguiu manter o sucesso comercial que merecia, mas é inegável o talento do grupo para fazer um rock que consegue ser modernoso e autêntico ao mesmo tempo. Se, no que diz respeito a uma música mais produzida e eletrônica, você prefere algo mais alegre e alienante, sugiro que passe longe da banda em questão...
Músicas:
1. Supervixen
2. Queer
3. Only Happy When It Rains
4. As Heaven Is Wide
5. Not My Idea
6. A Stroke of Luck
7. Vow
8. Stupid Girl
9. Dog New Tricks
10. My Lover's Box
11. Fix Me Now
12. Milk
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O brasileiro que andou várias vezes no avião do Iron Maiden: "Os caras são gente boa"
Os 11 melhores álbuns conceituais de metal progressivo, segundo a Loudwire
O brasileiro que deixou Jimmy Page desconfortável: "Me recuso a responder essa pergunta"
A sumidade do rock nacional que expulsou Lobão de seu álbum solo
O guitarrista favorito de todos os tempos de James Hetfield do Metallica
O disco em que o Dream Theater decidiu escrever músicas curtas
Os clássicos do rock que estão entre as músicas preferidas de Carlo Ancelotti
As bandas de heavy metal favoritas de Rob Halford do Judas Priest, segundo o próprio
200 shows internacionais de rock e metal confirmados no Brasil em 2026
Mamonas Assassinas: quanto custa a lista de compras exigida pela mulher de "1406"?
O conselho do pai de Steve Harris que o baixista preferiu ignorar
Os únicos 4 álbuns de rock nacional que apareceram no Top 10 brasileiro entre 1980 e 1989
A música do Aerosmith que seria a favorita de Steven Tyler para cantar ao vivo
O clássico do rock que mostra por que é importante ler a letra de uma música
A sincera opinião de Pitty sobre Guns N' Roses, System of a Down e Evanescence
Ney Matogrosso: "Cazuza queria que eu tomasse remédio de AIDS para ficar na mesma onda"
A atitude ousada da Legião Urbana ao peitar Globo e Faustão no meio de uma grande crise
O triste motivo que fez Brian Johnson começar a usar a sua inseparável boina

Com "Brotherhood", o FM escreveu um novo capítulo do AOR
Anguish Project mergulha no abismo do inconsciente com o técnico e visceral "Mischance Control"
Motorjesus pisa fundo no acelerador, engata a quinta e atropela tudo em "Streets Of Fire"
Metallica: "Load" não é um álbum ruim e crucificável
Black Sabbath: Born Again é um álbum injustiçado?



