Despised Icon: um dos mais interessantes do deathcore
Resenha - Day of Mourning - Despised Icon
Por Ricardo Seelig
Postado em 04 de novembro de 2010
Nota: 8 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
"Day of Mourning", quarto trabalho dos canadenses do Despised Icon, não é um disco de fácil assimilação. Lançado originalmente em 22 de setembro de 2009 e chegando agora no mercado brasileiro via Shinigami Records, sucede "Consumed by Your Poison" (2002), "The Healing Process" (2005) e "The Ills of Modern Man" (2007), álbuns que construíram a reputação dos caras como um dos grupos mais interessantes daquilo que se convencionou chamar de deathcore.

O sexteto formado por Alex Erian (vocal), Steve Marois (vocal), Eric Jarrin (guitarra), Ben Landreville (guitarra), Max Lavelle (baixo) e Alex Pelletier (bateria) possui uma sonoridade bem definida, marcada por doses cavalares de peso e agressividade e frequentes mudanças de andamento. Influências de thrash e black metal são facilmente perceptíveis, fazendo com que o som do Despised Icon soe como uma mistura extremamente atual de alguns dos gêneros mais extremos da música pesada. O ataque de vocal duplo faz com que certas passagens chegem a lembrar o Behemoth, mas sem o aspecto histórico e geográfico da música dos poloneses.
A pesadíssima "Les Temps Changent" abre o disco com boas melodias entremeadas por blast beats – ao lado de "Entre le Bien et le Mal", é a única cantada em francês, um dos idiomais oficiais do Canadá, ao lado da língua inglesa.
A faixa-título é uma pancadaria com passagens thrash e death, com trechos feitos sob medida para o banging intenso! "MVP" tem blast beats insanos intercalados com momentos mais cadenciados, além de infinitas mudanças de andamento que chegam a tontear o ouvinte – essas mudanças soam desnecessárias em vários momentos da faixa.
Percebe-se que Alex Pelletier é um baterista excepcional, que leva sua onipresente bateria supersônica aos limites mais extremos do metal. Passagens criativas de guitarra permeiam "All for Nothing", enquanto "Eulogy" é uma das melhores do CD, com riffs jorrando feito cachoeiras. "Made of Glass" é um black metal moderno com pegada thrash. Já "Diva of Disgust" traz riffs certeiros casados com bumbos duplos, uma faixa muito interessante com vocais extremamente agressivos.
O disco fecha com uma de suas melhores composições, "Sleepless", uma faixa sombria, bem atmosférica e climática.
"Day of Mourning" é um disco intenso, dono de uma agressividade super produzida que passeia com absoluta normalidade entre o death, o black e o thrash metal, resultando em um som original e de personalidade própria. Se você curte metal extremo, vale a audição.
Faixas:
1 Les temps changent 3:28
2 Day of Mourning 3:02
3 MVP 3:26
4 All for Nothing 3:15
5 Eulogy 3:29
6 Made of Glass 3:17
7 Black Lungs 3:02
8 Diva of Disgust 3:26
9 Entre le bien et le mal 3:58
10 Sleepless 4:48
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Confira os vencedores do Grammy 2026 nas categorias ligadas ao rock e metal
Veja Post Malone cantando "War Pigs" em homenagem a Ozzy no Grammy 2026 com Slash e Chad Smith
Polêmica banda alemã compara seu membro com Eloy Casagrande
O rockstar dos anos 1980 que James Hetfield odeia: "Falso e pretensioso, pose de astro"
A música pesada do Judas Priest que não saía da cabeça do jovem Dave Mustaine
Veja Andreas Kisser de sandália e camiseta tocando na Avenida Paulista de SP
A humildade de Regis Tadeu ao explicar seu maior mérito na formação da banda Ira!
Mike Portnoy admite não conseguir executar algumas técnicas de Mike Mangini
A história de incesto entre mãe e filho que deu origem ao maior sucesso de banda grunge
Novo disco do Megadeth alcança o topo das paradas da Billboard
Bad Religion confirma show em São Paulo para abril
Músicos do Angra encontram Bruce Dickinson gravando novo disco em estúdio de Dave Grohl
A música feita na base do "desespero" que se tornou um dos maiores hits do Judas Priest
O maior cantor de todos os tempos, segundo o saudoso Chris Cornell
O nome do rock nacional que não colocaria o próprio álbum nem no Top 20 dos anos 1980
O hit dos Beatles que foi rejeitado por seu arranjo fraco: "Obviamente não era tão boa"
O profundo significado do enigmático refrão de "Ouro de Tolo", clássico de Raul Seixas
A alfinetada de John Lennon em George Harrison por um erro que lhe custou uma fortuna

Alter Bridge, um novo recomeço no novo álbum autointitulado
Com "Brotherhood", o FM escreveu um novo capítulo do AOR
Em 1977 o Pink Floyd convenceu-se de que poderia voltar a ousar



