Avenged Sevenfold: Hard Rock turbinado por doses de Metal

Resenha - Nightmare - Avenged Sevenfold

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Por Ricardo Seelig
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Nota: 8

O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.


Quinto trabalho do Avenged Sevenfold, "Nightmare" é um disco emblemático na carreira destes norte-americanos. O motivo é simples: "Nightmare" é o primeiro álbum dos caras sem o baterista Jimmy Owen Sullivan, conhecido como The Reverend Tholomew Plague, um dos fundadores do grupo, encontrado morto em sua casa no dia 28 de dezembro de 2009, vítima de uma overdose. Devastados, mas decididos a seguir em frente, os demais integrantes resolveram manter a banda na ativa, convidando para assumir o posto de baterista no novo disco o maior ídolo de Rev, ninguém menos que Mike Portnoy, ex-líder do Dream Theater.
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O play abre com a faixa que dá nome ao disco, um hard grudento com excelente refrão e boas melodias de guitarra. “Welcome to the Family” dá sequência ao disco reafirmando sua principal característica: um hard rock com linhas vocais cativantes e passagens instrumentais que beiram o heavy metal.

Belas guitarras gêmeas, acompanhadas pela bateria marcada de Portnoy, introduzem “Danger Line”, dona de um ótimo refrão. Excelente faixa, uma das melhores do disco. Já “Buried Alive” é uma balada com boas passagens de guitarra e cheiro de single. Preste atenção lá pelos cinco minutos, quando entra um trecho instrumental que é puro Metallica fase "Master of Puppets". “Natural Born Killer”, ao lado de “God Hates Us”, é a faixa mais pesada do disco e conta com a marcante exuberância percussiva de Portnoy.

A parte final do álbum é marcada por baladas contemplativas sobre tudo que o Avenged Sevenfold passou nos últimos tempos, e em como esses acontecimentos colocaram em xeque o seu futuro. O início de "Victim”, com um vocal feminino ao fundo, traz à mente o excelente "Scenes from a Memory", disco lançado pelo Dream Theater em 1999. Uma grande faixa, perfeita para ouvir ao lado de uma bela companhia feminina. A reflexiva “Tonight the World Dies” é levada ao violão e conta com ótima performance do vocalista M. Shadows. A fantasmagórica “Fiction” tem as linhas vocais gravadas pelo falecido baterista, em sua versão demo, preservadas, que ganharam a companhia da bela voz de Shadows.

A impressionante “Save Me” encerra o disco com uma jornada de mais de dez minutos pelas dores e incertezas que marcaram a banda desde a morte de Rev.

"Nightmare" é um bom disco, que traz em suas faixas um competente hard rock turbinado por doses certeiras de heavy metal. A mistura foi aprovada pelos fãs, tanto que o álbum estreou em primeiro lugar na parada da Billboard, e por lá ficou por um bom tempo.

Altamente recomendado, se você não tiver a cabeça fechada.

Faixas:
1 Nightmare 6:14
2 Welcome to the Family 4:07
3 Danger Line 5:30
4 Buried Alive 6:43
5 Natural Born Killer 5:17
6 So Far Away 5:29
7 God Hates Us 5:21
8 Victim 7:31
9 Tonight the World Dies 4:43
10 Fiction 5:14
11 Save Me 10:56

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Sobre Ricardo Seelig

Ricardo Seelig é editor da Collectors Room - www.collectorsroom.com.br - e colabora com o Whiplash.Net desde 2004.

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