Statik Majik: som vigoroso com raízes na década de 70
Resenha - Stoned on Musik - Statik Majik
Por Marcos Garcia
Postado em 14 de outubro de 2010
Historicamente falando, muitas e muitas vezes um mesmo estilo receberá inúmeros nomes conforme o tempo passa, numa necessidade de atualização constante que o ser humano possui desde séculos atrás. O que hoje é chamado de Stoner Rock nada mais é do que aquele som tão característico do final da década de 60, princípio da de 70, mais especificamente o som que o bom e eterno BLACK SABBATH fazia em seus primeiros três discos. Alguns mais trabalhados, outros mais simples, outros mais psicodélicos, outros mais pesados, mas todos sob esta mesma bandeira, e que no Brasil, possui alguns representantes, e entre eles, o já conhecido STATIK MAJIK.

A banda vem do Rio de Janeiro, terra do sol e samba, mas seu som remete diretamente ao Stoner Rock mais raiz possível, com muitas influências extras de Hard Rock, Metal Tradicional, e mesmo algumas pitadas de Metal extremo, que todos podem ouvir prestando bastante atenção, mostrando um som com raízes na década de 70, mas atualizado, vigoroso, e longe de ser datado, fruto de muita labuta e experiência que os anos de estrada deram a banda, que a um bom tempo se mantém como um Power Trio.
A parte visual do CD é simples, mas elegante e com certo clima ‘Vintage’, essencial ao estilo da banda, mostrando uma vitrola antiga, daquele modelo em que era necessário se pôr moedas, uma bela referência a toda uma época. Musicalmente, o clima pesado e ‘setentista’ é mantido do início ao fim, algo que muitos tentam e não conseguem, e um detalhe: a gravação é toda digital.
O CD abre com ‘Shadows of Hope’, uma música pesada e com andamento nem veloz e nem lento, mas que empolga muito o ouvinte por ter um jeitão meio ‘sabbathiano’ de ser, com bases e solos inspirados por parte de Artur Círio (que deixou a banda depois de gravar o CD, e que atualmente se dedica ao COLDBLOOD), e ‘Reality’ é um pouquinho mais cadenciada, com o baterista Luis Carlos pegando pesado e dando a tônica da música. ‘Statik Majik’ é um típico rockão bem cadenciado, com jeitão de W.A.S.P. fase ‘The Crimson Idol’, pesado, bem melodioso e com certa acessibilidade, assim como ‘Peccata Mundi 2 (Blessed Still)’, que tem a participação de Flaveus Van Neutralis nos vocais, onde a linha Hard’n’Heavy mais uma vez está presente, e vocalista Thiago Dominogorgoth (que também é baixista) mostra domínio de sua voz, alternando entre momentos mais agressivos com sua voz rouca e gritada, e outros mais amenos, onde sua voz usa tons mais normais. ‘Damned’ é uma das músicas de trabalho do CD, com jeitão daquele Rock/Blues característicos do final dos anos 60, mas com enorme agressividade e pesos atuais, e guardadas as proporções, tem aquele climão ‘Purpleriano’. Na faixa ‘Born on a New Day’, novamente uma faixa mais cadenciada à lá BLACK SABBATH, assim como ‘I’m Not Your Puppet’. Agora, ‘The War Song’ tem um início bem Rock’n’Roll de quem andam freqüentando a escola ‘Motorheadiana’ assiduamente, exceto pelo refrão mais cadenciado, e depois a música fica mais cadenciada e pesada. Encerrando o CD, vem a faixa-título, ‘Stoned on Musik’, que é outra faixa cadenciada, mas que entusiasma o ouvinte, com um certo ‘q’ de BEATLES em sua fase mais psicodélica.
A banda ainda conta com convidados como Anderson Engel e Daemon Ross nas guitarras em algumas músicas, já que a guitarra da banda é um posto de alta rotatividade, tanto que, como citei, Artur já saiu, e seu substituto é Thiago D’Lopes, que também toca na banda de Hard Rock GREAZY LIZZARD.
Se recomendo o CD?
Óbvio que recomendo!
Tracklist:
01. Shadows of Hope
02. Reality
03. Statik MAjik
04. Peccata Mundi 2 (Blessed Still)
05. Damned
06. Born on a New Day
07. I’m Not Your Puppet
08. The War Song
09. Stoned on Music
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