Hirax: "El Rostro de la Muerte" é um disco forte
Resenha - El Rostro de la Muerte - Hirax
Por Ricardo Seelig
Postado em 13 de outubro de 2010
Nota: 8 ![]()
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Fãs de thrash metal, podem soltar os foguetes: o último disco dos veteranos do Hirax, um dos ícones da cena da Bay Area, ganhou uma edição nacional pela Kill Again Records. "El Rostro de la Muerte" foi lançado originalmente em agosto de 2009 e mostra uma banda sedenta por heavy metal.

Antes de falar do disco, no entanto, queria escrever algumas linhas sobre a história do Hirax. Liderado pelo carismático vocalista Katon W. De Pena, o grupo é um dos mais influentes - e injustiçados - da cena thrash norte-americana. Influentes porque foram uma das primeiras bandas a adicionar elementos do hardcore em seu som, acelerando a velocidade de suas músicas e dando os primeiros passos daquilo que viria a ser classificado como crossover. E injustiçados porque, apesar da enorme e inegável influência que tiveram sobre centenas de bandas, até hoje o Hirax é conhecido e cultuado apenas em círculos fechados dentro do próprio metal – até entre os fãs do thrash tem gente que nunca ouviu e não conhece a história dos caras.
"El Rostro de la Muerte" é um disco forte. Suas quatorze faixas exalam peso, agressividade e violência. Tendo à frente os vocais gritados característicos de Katon e a afiada dupla de guitarras formada por Glenn Rogers e Lance Harrison, a banda despeja paixão e amor ao metal em cada segundo. "Baptized by Fire" abre o play mostrando as cartas que o grupo tem na mão: ótimos riffs e grandes solos, resultando em um thrash metal encorpado e contagiante. A excelente "Flesh and Blood" nos leva de volta à Bay Area da década de oitenta, com boas mudanças de andamento e um grande refrão.
"Eradicate Mankind" mantém o ótimo nível com excelentes riffs, assim como "Chaos and Brutality", onde mais uma vez o destaque vai para a dupla Rogers / Harrison. A faixa-título, com seu início mais cadenciado e clima denso, dá uma variada nas coisas, para a partir de determinado momento cair em um thrash raivoso e rápido que beira o hardcore.
Melodias épicas são o destaque da instrumental "Battle of the North", enquanto que "The Laws of Temptation" despeja uma sinfonia de riffs ensandecidos sobre o ouvinte. "Violent Assault" é outra que prima pelo ótimo trabalho de guitarras, mostrando o quanto Glenn Rogers e Lance Harrison estão entrosados.
"Cuando Cae la Obscuridad (When Darkness Falls)" é a faixa mais surpreendente do disco. Composta pela esposa de Katon, Anne De Pena, é tocada totalmente no piano, fazendo surgir melodias sombrias que, ao contrário do que poderia se pensar, casam com perfeição com o restante do álbum. O encerramento, com a excepcional "Satan´s Fall", faz o ouvinte bater cabeça pela casa enquanto a vontade de ouvir o CD novamente toma conta do corpo.
"El Rostro de la Muerte" é um ótimo disco, na melhor tradição de álbuns clássicos do Hirax como "Raging Violence" (1985), "Hate Fear and Power" (1986) e "The New Age of Terror" (2004). Como curiosidade, vale mencionar que oito das quatorze faixas contam com a bateria do brasileiro Fabrício Ravelli, que deixou a banda em 2008.
Se você gosta de um thrash rápido e agressivo, compre de olhos fechados!
Faixas:
1. Baptized by Fire
2. Flesh and Blood
3. Eradicate Mankind
4. Chaos and Brutality
5. El Rostro de la Muerte (The Face of Death)
6. Blind Faith
7. Horrified
8. Battle of the North
9. The Laws of Temptation
10. Death Militia
11. Broken Neck
12. Violent Assault
13. Cuando Cae la Obscuridad (When Darkness Falls)
14. Satan´s Fall
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