Alice in Chains: após o lançamento do aclamado "Dirt"
Resenha - Jar Of Flies - Alice in Chains
Por Thiago Pimentel
Postado em 13 de setembro de 2010
Após o lançamento do aclamado e pesado - em vários aspectos - "Dirt" (1992) o "Alice in Chains" seguiu em uma direção contrária no EP "Jar of Flies". Explicando: aqui as canções estão distantes do tradicional e, às vezes, visceral Alice in Chains.
Alice In Chains - Mais Novidades
As músicas seguem um padrão mais orientado ao formato acústico - posteriormente mais explorado no "MTV Unplugged" (1996), por exemplo - e a experimentalismos no geral. Claro que isso não significa perda de qualidade, afinal a banda sempre demonstrou conforto nesse formato. Basta lembrar que no primeiro EP lançado por eles ("SAP") houve uma boa quantidade de músicas nessa linha.
Apesar de curto (sete faixas) ainda assim temos vários petardos. A experimental "Rotten Apple" introduz o álbum com uma ótima linha de baixo do novato (na banda) Mike Inez - "Jar of Flies" marca a sua estréia - os vocais de Layne anunciam aqui o direcionamento, majoritariamente depressivo e experimental das outras músicas do EP. Mesmo com o passar do tempo "Rotten Apple" continua uma das músicas mais psicodélicas da banda - veja a introdução na guitarra.
A segunda canção ("Nutshell") é uma das melhores da carreira do grupo. Trata-se de uma música muito melancólica cuja letra de autoria do falecido vocalista (Layne Stayle) expressa todo o seu desespero na luta para viver. Nessa altura o uso de drogas o afetava seriamente e tudo isso foi refletido em muitas das músicas do EP. As camadas sonoras criadas pelo baixo de Mike Inez a guitarra de Jerry casa perfeitamente com os vocais de Layne. "Nutshell" ganhou sua versão definitiva no acústico lançado pela MTV, sendo sua versão original - que é ótima - raramente lembrada.
Dois dos maiores hits da banda integram o EP, são eles: "No Excuses" e "I Stay Away". Ambas tiveram clipes com alta rotatividade na MTV. "No Excuses" soa diferente principalmente pelo fato de não ser melancólica e mórbida. Parecendo sarcástica ou um suspiro de alegria, principalmente da parte de Layne. Os vocais duetados marcam essa música de refrão pegajoso. Já "I Stay Away" vai numa direção contrária... soando pertubadora. Possui também a melhor performance de guitarra de Cantrell no EP e tem um bom arranjo no geral.
Ainda integram o álbum a especialíssima vinheta instrumental "Whale and Whasp"; com um simples e belo solo de Cantrell e as duas outras faixas experimentais: "Don't Follow" e "Swing on This". A primeira é uma das mais emocionantes do disco - principalmente pelo seu desfecho - contando até com o uso de gaitas no seu decorrer. Já "Swing on This" que apesar de não ser ruim é a mais fraca do álbum, pende para um lado mais blues.
De acordo com Layne o título e a capa do álbum vieram de um experimento científico que o guitarrista Jerry Cantrell realizou na terceira série: "Eles o deram dois jarros cheios de moscas. Um dos jarros eles superalimentaram, e o outro jarro eles subalimentaram. Aquele que eles superalimentaram floresceu por um tempo, então todas as moscas morreram pela superpopulação. Aquele que eles subalimentaram teve a maior parte de suas moscas sobrevivendo o ano todo. Eu acho que há uma mensagem nisso em algum lugar. Evidentemente esse experimento teve um grande impacto no Jerry."
"Jar of Flies" apesar de ser curto apresenta ótimas músicas, sendo essencial na discografia da banda. Não é a toa que foi o primeiro EP a atingir a primeira posição na parada de álbuns da Billboard. Todas as músicas possuem alma, fica registrado a performance mais dramática de Layne Staley. Curiosamente esse trabalho lembra muito o que mais tarde o vocalista gravaria no supergrupo Mad Season. "Jar of Flies" também exibiu a versatilidade dos músicos da banda, mostrando o quanto o Alice in Chains ia além do rótulo "grunge", e é uma boa pedida para ser introduzido a música da banda.
Músicas-chaves:
Nutshell ; I Stay Away ; Don't Follow
Formação:
Layne Staley - vocais
Jerry Cantrell - guitarras
Mike Inez - baixo
Sean Kinney - bateria
Tracklist:
1. Rotten Apple 06:58
2. Nutshell 04:19
3. I Stay Away 04:14
4. No Excuses 04:15
5. Whale & Wasp 02:37
6. Don't Follow 04:22
7. Swing on This 04:04
Tempo total: 30m49
Outras resenhas de Jar Of Flies - Alice in Chains
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Polêmica banda alemã compara seu membro com Eloy Casagrande
Confira os vencedores do Grammy 2026 nas categorias ligadas ao rock e metal
Veja Post Malone cantando "War Pigs" em homenagem a Ozzy no Grammy 2026 com Slash e Chad Smith
O rockstar dos anos 1980 que James Hetfield odeia: "Falso e pretensioso, pose de astro"
A música pesada do Judas Priest que não saía da cabeça do jovem Dave Mustaine
Produtor descreve "inferno" que viveu ao trabalhar com os Rolling Stones
Membros do Megadeth celebram chegada de último disco da banda ao topo da Billboard
A humildade de Regis Tadeu ao explicar seu maior mérito na formação da banda Ira!
Ronnie Von ativa modo super sincero e explica por que decidiu sair da RedeTV!
Mike Portnoy admite não conseguir executar algumas técnicas de Mike Mangini
A música feita na base do "desespero" que se tornou um dos maiores hits do Judas Priest
Veja Andreas Kisser de sandália e camiseta tocando na Avenida Paulista de SP
O exato momento em que Mike Portnoy soube que voltaria ao Dream Theater
A história de incesto entre mãe e filho que deu origem ao maior sucesso de banda grunge
O hit oitentista que Ronnie James Dio teria usado para escrever "Holy Diver"
Alice In Chains: Sete músicas, que podem mudar a vida de uma pessoa
William DuVall encara desafio do metal ao gravar com Metal Allegiance: "É preciso estar à altura"
As 11 melhores baladas de rock alternativo dos anos 1990, segundo a Loudwire
15 grandes discos lançados em 1996, em lista da Revolver Magazine
Alice in Chains: "Your Decision" e a perda de um grande amigo
A canção emocionante do Alice in Chains que Jerry Cantrell ainda tem dificuldade de ouvir
Em 1977 o Pink Floyd convenceu-se de que poderia voltar a ousar


