Borknagar: um grupo que não pode ser acusado de estagnação
Resenha - Universal - Borknagar
Por Ben Ami Scopinho
Postado em 02 de setembro de 2010
Nota: 8 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Aqui temos um grupo que não pode ser acusado de estagnação artística... Ainda que em 1995 a raiz fosse o Black Metal, já nessa época sua música conseguia fugir dos 'padrões' do que era oferecido pelos conterrâneos noruegueses; e sua criatividade e constante ousadia, acentuadas após Vintersorg assumir o posto de vocalista, fez com que o Borknagar apresentasse uma evolução que não é permitida à carreira de muitas bandas.
O estilo pouco convencional do Borknagar continua em seu oitavo álbum, "Universal", cuja energia bruta e caótica novamente vai cedendo espaço às estruturas tão mais complexas e melódicas. O tecladista Lazare possui um papel importantíssimo pela inclusão de sonoridades de violinos, flautas e afins, é o grande responsável pela veia folclórica, além de exibir a sempre marcante influência do Progressivo da década de 1970, em bases perfeitamente conectadas às seções Heavy Metal.
"Havoc" e "For A Thousand Years To Come" mostram parte do domínio que Vintersorg possui sobre as linhas vocais, sua versatilidade continua impressionante – mesmo que alguns possam vir a depreciar suas vocalizações limpas. O fato é que o Borknagar trabalhou muito em seus arranjos, e naturalmente as vozes não ficaram para trás, tanto que o próprio Lazare também canta na delirante (e deslocada) "Fleshtower", e ninguém menos do que Vortex (ex-Dimmu Borgir) é o convidado responsável pela voz em "My Domain", certamente um dos grandes destaques do repertório.
"Universal" também se caracteriza por marcar o retorno de Jens Ryland (guitarra) e a saída de Tyr (baixo), além da adição do baterista norte-americano David Kinkade (Malevolent Creation). Este disco oferece muito mais do que uma simples audição superficial pode sugerir, suas canções estão mais longas e atmosféricas, tudo é explorado de tal forma que a identidade do Borknagar continua indefinida. Uma excelente fase para os noruegueses!
Contato: www.myspace.com/borknagar
Formação:
Vintersorg - voz
Øystein Garnes Brun - guitarra
Jens F. Ryland - guitarra
Lazare - teclados, órgão Hammond
Tyr - baixo
David Kinkade - bateria
Borknagar - Universal
(2010 / Indie Recordings - importado)
01. Havoc
02. Reason
03. The Stir Of Seasons
04. For A Thousand Years To Come
05. Abrasion Tide
06. Fleshflower
07. Worldwide
08. My Domain
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Arch Enemy publica vídeo com demos de música alvo de polêmica com Kiko Loureiro
Guns N' Roses ensaia hit não tocado há 35 anos e fãs criam expectativa para shows no Brasil
Fala de Alírio Netto sobre brasilidade do Angra revolta fãs de Fabio Lione e gera resposta dura
O disco que define o heavy metal, segundo Lzzy Hale, vocalista do Halestorm
A opinião de Regis Tadeu sobre polêmica do Arch Enemy e Kiko Loureiro: "Virou paranoia"
David Ellefson diz que "Master of Puppets" foi o primeiro disco de metal progressivo
Alex Lifeson diz que primeiros ensaios do Rush com Anika Nilles não funcionaram tão bem
Guns N' Roses - Resenha do show em Porto Alegre
Yes suspende atividades e Steve Howe passará por cirurgia de emergência
O melhor álbum de metal de todos os tempos, segundo Gary Holt do Exodus
2/4 do Black Sabbath original vai participar de convenção de horror nos EUA
A música do Metallica que lembra King Crimson, segundo David Ellefson
Os 50 hambúrgueres do Guns N' Roses após show em Porto Alegre
Daniel Erlandsson comenta a "treta" entre Kiko Loureiro e o Arch Enemy
Bo Lueders, guitarrista e membro fundador do Harm's Way, morre aos 39 anos
John Lennon e Paul McCartney não queriam ajudar George Harrison com "Taxman"
"Tocar com Ozzy era como morar na casa dos pais", diz Zakk Wylde
Kiko Loureiro conta qual a música mais difícil que ele queria tocar quando era jovem



Auri - A Magia Cinematográfica de "III - Candles & Beginnings"
Orbit Culture carrega orgulhoso a bandeira do metal moderno no bom "Death Above Life"
A todo o mundo, a todos meus amigos: Megadeth se despede com seu autointitulado disco
"Old Lions Still Roar", o único álbum solo de Phil Campbell
Death: Responsáveis por elevar a música pesada a novo nível



