Shining: mistura indigesta de progressivo e jazz
Resenha - Blackjazz - Shining
Por Felipe Kahan Bonato
Postado em 12 de agosto de 2010
Nota: 5 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
O norueguês SHINING tem sua raiz no jazz, mas com o passar dos anos começou a incorporar crescentemente o peso e o caos em suas músicas. O resultado são faixas experimentais e extremas, flertando com o industrial. Em "Blackjazz", título concebido para simbolizar o estilo da banda, a mesma mais parece ter vindo do metal progressivo e incorporado o jazz do que o contrário verdadeiro. Além disso, a banda que outrora colaborou com o ENSLAVED, tem também sua influência em suas músicas.


O álbum começa com agressividade nas duas primeiras faixas iniciais e parece que vai tender a algo bem extremo, com toques de jazz, como na boa "Fisheye". No entanto, justamente pela excessiva experimentação, a banda se perde, ao adicionar passagens que mais parecem sons de videogame e focar muito no industrial. Analisar o disco como algo mais propenso ao industrial talvez seja o mais justo, mas a proposta de fundir o metal com o jazz acabou sendo desviada, tanto que o saxofone, que poderia ser um dos diferenciais, acaba sendo ofuscado na maior parte do tempo.
Como destaques merecem menção partes mais cadenciadas, mas diretas, de "Exit Sun - Pt. 1", que são mais metal, apesar do vocal muito distorcido que marca a música. "HELTER SKELTER" é a faixa em que a banda é bem sucedida e consegue aliar muito bem experimentações, com o sax e o metal, além de variações, distorções nas guitarras e as mudanças de andamento. Mesmo um pouco abaixo, o cover "21st Century Schizoid Man" se enquadra nessa definição também. Outro atrativo do CD é o grande trabalho de bateria que permeia o disco e vale a pena ser conferido pelos admiradores do instrumento.

Resumindo, "Blackjazz" tem uma meta ambiciosa, a qual não é atingida. Não é um álbum péssimo, até porque conta com músicos competentes e com - poucas - passagens inspiradas, que conseguem a união dos estilos. No entanto, na maior parte da audição o jazz parece deslocado a meras pontes. Apesar dessa crítica, a banda sabe trabalhar com os andamentos de suas composições, mesclando bem as partes mais lentas com as mais caóticas, dosando bem a entrada de cada elemento nas canções. Como exemplos, as faixas mais longas, "Blackjazz Deathtrance" e "Omen", ilustram bem essa virtude e o potencial dos noruegueses. O problema mesmo reside nesses elementos das faixas. Resta, portanto, ao SHINING apenas tentar acertar nas composições, porque seu conceito é, no mínimo, muito interessante e audacioso.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel | Integrantes:
Jørgen Munkeby – Sax, guitarra, vocais
Torstein Lofthus – Bateria
Tor Egil Kreken – Baixo
Bernt Moen – Teclados
Even Helte Hermansen – Guitarra
Faixas:
1. The Madness and the Damage Done
2. Fisheye
3. Exit Sun – Pt. 1
4. Exit Sun – Pt. 2
5. HEALTER SKELTER
6. The Madness and the Damage Done
7. Blackjazz Deathtrance
8. Omen
9. 21st Century Schizoid Man
Gravadora: Indie Recordings
Site oficial: shining.no/v2

Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



70 shows internacionais de rock e metal para ver no Brasil em maio
A banda com três cantores que representa o futuro do metal, segundo Ricardo Confessori
Amy Lee relembra a luta para retomar o controle do Evanescence; "Fui tratada como criança"
6 solos de guitarra tão fabulosos que nem precisariam da canção onde estão
5 bandas de heavy metal que seguem na ativa e lançaram o primeiro disco há mais de 40 anos
Steve Harris afirma que nunca conseguiu assistir um show dos Rolling Stones
O cover gravado pelo Metallica que superou meio bilhão de plays no Spotify
Dave Mustaine diz que Megadeth talvez se apresente novamente no Brasil
Dave Mustaine ficou surpreso com a recepção a "Hey God?", faixa do último disco do Megadeth
O rock ainda é gigante no Brasil? Números e dados desafiam o discurso de "crise do gênero"
A música da década de 1950 que David Gilmour chamou de perfeita: "É pura magia"
Regis Tadeu e o álbum que salvou o Rush da ruína; "um ato de insurgência artística"
A condição de Ricardo Confessori pra aceitar convite de Luis Mariutti: "Se for assim, eu faria"
"Painkiller" aproximou o Judas Priest de Megadeth e Pantera, segundo K.K. Downing
Randy Blythe (Lamb of God) responde a Max Cavalera sobre vocalistas que o influenciaram
A dura que Robert Plant deu em Lenny Kravitz e gerou uma linda amizade
Malmsteen: Slash, Vai, Satriani e Wylde falam do guitarrista
A banda esquecida que merece créditos por ser uma das pioneiras do heavy metal
Stryper celebra o natal e suas quatro décadas com "The Greatest Gift of All"
Kreator - triunfo e lealdade inabalável ao Metal
"Eagles Over Hellfest" é um bom esquenta para o vindouro novo disco do colosso britânico Saxon
Em 1977 o Pink Floyd convenceu-se de que poderia voltar a ousar

