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Velvet Underground: em 1968, sem Nico e sem Andy Warhol

Resenha - White Light White Heat - Velvet Underground

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Por Elias Rodigues Emidio
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O ano era 1968, o Velvet Underground já havia lançado o seu lendário disco de estreia, o aclamado "The Velvet Underground & Nico", no ano anterior, disco, é importante ressaltar, que influenciaria toda uma geração de músicos a partir do seu lançamento incluindo-se aí boa parte do Grunge, Punk e Rock Alternativo.

No fim do mesmo ano a banda havia perdido a cantora e modelo Christa Päffgen (Nico) que se lançou em uma bem sucedida carreira solo lançando o notável disco "Chelsea Girls" que alçou à cantora as paradas de sucesso internacional. Outra grande perda para banda foi o fim da parceria da banda com o artista, cineasta e produtor Andy Warhol, que durante os dois anos anteriores havia sido produtor, empresário e divulgador da banda e que em troca disso dispunha com exclusividade desta para as apresentações de sua trupe de artistas intitulada simplesmente "Fabrica".

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Necessitando de um novo empresário, o cargo ficou com Steve Sesnick que de certa forma ajudou a banda alcançar um relativo sucesso na época, contribuindo de forma mais intensa em sua divulgação na mídia.

Revoltados com a perda de membros importantes os remanescentes da formação original resolveram entrar novamente em estúdio e gravar um disco tão ousado quanto seu antecessor, porém com uma pegada muito mais forte. Nesse contexto nascia o disco "White Light White Heat" que marcou o ápice da carreira do Velvet Underground. Este disco mostra uma evolução na experimentação sonora da banda em comparação ao disco de estreia. Neste disco pode ser percebido um aumento da importância de John Cale dentro do grupo, já que ele é protagonista de alguns momentos áureos do disco como em "The Gift" e "Lady Godiva’s Operations". A crescente disputa de egos entre Cale e Reed mais tarde levaria Reed a decretar a sua saída do Velvet. A perda de Cale causou uma grande perda em termos de qualidade na sonoridade do Velvet como fica evidente pela audição dos discos "The Velvet Underground" e "Loaded" de 1969 e 1970 respectivamente.

O disco abre com a faixa título "White Light, White Heat" um verdadeiro petardo aos ouvidos e o momento áureo do disco. Sobre uma batida extremamente simples baseada no piano tocado por Cale, Reed desfila uma de suas melhores composições que fala sobre um tratamento de choque ao qual foi submetido aos 17 anos de idade na tentativa de curar o seu homossexualismo, daí o título da canção "Luz branca e Calor Branco" que seria o que ele teria visto e sentido imediatamente após tal tratamento.

Na sequência temos a faixa "The Gift", o primeiro grande momento protagonizado por Cale no disco, no qual ele funciona como narrador a uma história de amor com um final trágico que culmina na morte do personagem principal. Em poucas palavras, um épico de mais de 8 minutos no qual Cale desfila todo o seu sotaque galês acompanhado ao fundo por uma melodia caótica típica do Velvet com guitarras extremamente distorcidas e a bateria sempre minimalista, porém poderosa e eficiente de Tucker.

A inusitada terceira canção do disco "Lady Godiva’s Operations" traz à tona uma das composições mais estranhas do Velvet que narra a descrição de uma operação de uma suposta mudança de sexo de uma Drag Queen. Mais uma vez a canção tem uma melodia minimalista e caótica típica do Velvet com guitarras distorcidas, acompanhadas por uma batida simples da bateria de Tucker; Outro destaque da canção são as surpreendentes alternâncias nos vocais principais entre Lou Reed e Cale no final da canção.

O disco é recheado de clássicos e na sequência temos uma das melhores músicas já feitas pelo Velvet Underground, "Here She Comes Now", sem sombras dúvidas, uma das melhores composições de Reed. Esta canção se tornou uma das mais coverizadas em toda a carreira da banda.

A penúltima canção do disco "I Hear Her Call My Name" traz uma das melhores melodias elaboradas pelos membros do Velvet Underground intermeada com solos de guitarras distorcidos e com o uso proeminentes de feedbacks.

Para encerrar com chave de ouro o disco na sequência temos a épica canção "Sister Ray", outro momento áureo de Cale. A canção narra a história de marinheiros que são levados por Drag Queens até sua casa onde são mortos por elas e no momento em que são presos pela polícia começam a fazer uma verdadeira orgia. "Sister Ray" é o tipo de canção que só mesmo o Velvet Poderia fazer: sons eletrônicos aleatórios foram sobrepostos à bateria e às guitarras tocadas pelos membros do Velvet em mais de 17 minutos de pura improvisação em um clima de caos total.

O Velvet Underground sempre foi uma das bandas mais importantes da história do Rock & Roll influenciando toda uma geração de músicos, porém no curto período de existência de 1965 a 1970 não gozou do merecido reconhecimento, que só seria alcançado no fim da década de 70 com a explosão do movimento Punk, um dos movimentos mais importantes na história do Rock e que sempre pagou um tributo à banda de Reed e companhia.

Tanto com suas composições abordando temas um tanto inusitados e considerados até hoje tabus pela sociedade, quanto com suas melodias estranhas, totalmente anticomerciais (de difícil assimilação na primeira audição), o Velvet influenciou toda uma geração de bandas que fazem um som barulhento com uma levada mais Pop, incluindo-se aí boa parte do Grunge, Noise e Indie Rock.

Depois da existência do Velvet Underground as músicas bonitinhas e comerciais que tocam nas rádios passaram a não ser a única opção para quem quiser curtir boa música. Eles inauguraram aquilo que mais tarde receberia o nome de música alternativa.

Item básico em uma coleção de Rock.


Baladas de Sangue
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