Silas Fernandes: CD de regravações e remasterizações
Resenha - 14 Years - Silas Fernandes
Por Paulo Finatto Jr.
Postado em 09 de julho de 2010
Nota: 8 ![]()
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Embora não seja popular no Brasil, a música instrumental possui excelentes representantes em nosso território. Com vinte e cinco anos de carreira, o guitarrista SILAS FERNANDES lançou em 2010 o seu quarto álbum em formato independente, intitulado "14 Years", uma compilação de regravações e remasterizações.


SILAS FERNANDES, que além de instrumentista é produtor musical e instrutor de guitarra do IG&T, iniciou a sua trajetória ainda na adolescência. Com Andreas Kisser – que anos mais tarde iria integrar o SEPULTURA –, Silas participou da banda ESFINGE. Depois da sua primeira experiência com a música pesada, o guitarrista ainda contribuiu com os grupos SMOKING GUNS, de hard rock; KATZBARNEA, de rock gospel; e, mais recentemente, com a banda S.T.A.B. No entanto, nos últimos quatorze anos SILAS FERNANDES trabalhou intensamente em composições instrumentais, que acabaram divididas em três discos, que chegaram às lojas entre 1995 e 2008.
O álbum "14 Years" é, justamente, um apanhado das melhores composições instrumentais de SILAS FERNDANDES nos últimos quatorze anos, com o nome do disco indica. Entre regravações e remasterizações, o novo CD recupera as principais músicas que uniram a música eletrônica à guitarra pesada, de forma pioneira no Brasil nos anos noventa. Em quase uma hora de duração, o álbum destaca as maiores qualidades do artista: a execução de bases sólidas de guitarra, a construção de músicas repletas de variações de ritmo e nenhum abuso de solos extremamente virtuosos.

Diferente de outros artistas solo – sobretudo de guitarristas estrangeiros –, SILAS FERNANDES está muito mais interessado em criar composições bem estruturadas do que apenas esbanjar solos à velocidade da luz. "Metal of Deafness", "Guitar Bites" e "Seeds of Corn", as três primeiras músicas do álbum, comprovam essa teoria. Os arranjos são consistentes e, apesar de o músico não ser acompanhado por uma banda – mas por programação eletrônica – o resultado final não é comprometido. As músicas são pesadas, os riffs são sujos e os solos enriquecem as ótimas composições.
Entretanto, a coletânea mostra também faixas diferenciadas. Em comparação com as primeiras músicas, "Tears of the 80’s" é mais cadenciada, possui influências da música pop oitentista (obviamente) e um apelo mais rock n’ roll. Certamente, esse estilo – presente também em "Somebody Stop Me" – enriquece o álbum com características bastante variadas. De um lado, o peso próximo ao thrash metal. De outro, uma vertente que lembra a carreira mais rock/pop de JOE SATRIANI.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel | Considerado um dos primeiros a misturar arranjos eletrônicos à música pesada, SILAS FERNANDES mostra que é capaz de construir, dessa forma, composições interessantes. "Rabbits" se encaixa bem nesse rótulo, com variações e quebras de ritmo, além, é claro, das passagens eletrônicas encaixadas com naturalidade ao estilo mais próximo ao hard rock. Da mesma forma, "Flying Sharks" impressiona. Nessa composição, o instrumental agressivo e os arranjos modernos aproximam a música ao metal progressivo e ao industrial de bandas como o RAMMSTEIN. O resultado final é muito satisfatório.
"Return of Shreder" – a composição que encerra o disco – é o último destaque do repertório de SILAS FERNANDES. Com influências mais próximas ao power metal, a música possui uma clara referência ao trabalho do HELLOWEEN da fase "The Time of the Oath". No entanto, o disco só não vai figurar entre os principais lançamentos nacionais do ano porque conta com faixas de pouco brilho, como "Freakstein" e "Giants Attitude". De qualquer forma, "14 Years" é um bom caminho para quem quiser conhecer a carreira de SILAS FERNANDES e, por que não, o que o Brasil tem de bacana no quesito música instrumental.

Track-list:
01. Metal of Deafness
02. Guitar Bites
03. Seeds of Corn
04. Borg Tunes
05. Tears of the 80’s
06. Somebody Stop Me
07. Rabbits
08. We Need Jesus
09. Flying Sharks
10. Freakstein
11. Giants Attitude
12. Smoking Guns
13. Return of Shreder
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