Living Sacrifice: incapaz de injetar frescor na cena atual
Resenha - Infinite Order - Living Sacrifice
Por Ben Ami Scopinho
Postado em 05 de março de 2010
Nota: 7 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Famoso entre o público cristão, o Living Sacrifice mudou consideravelmente sua sonoridade desde que iniciou sua trajetória em 1989, quando executava uma mescla de Thrash e Death Metal até se estabilizar posteriormente com o chamado Metalcore, orientação que inclusive gerou "Conceived In Fire" em 2002. Porém, mesmo este sendo reconhecido por muitos como seu melhor trabalho, a banda deu uma parada em suas atividades no ano seguinte, inclusive cancelando parte da turnê que divulgava este disco.

A frustração dos tantos admiradores conquistados pelo planeta durou até 2008, quando os norte-americanos anunciaram um retorno, agora com o baterista Lance Garvin. O fruto está chegando agora às prateleiras – do mercado externo, naturalmente – sob o título "The Infinite Order". E, dadas as circunstâncias, este sétimo álbum pode ser encarado como uma óbvia continuação do já mencionado antecessor.
Tudo oscila entre a velocidade e o groovy, com vibrações Thrash mescladas às melodias carismáticas, elementos que são a base para os rosnados que tanto se aproximam do Heavy Metal extremo, além de esporádicas linhas vocais mais limpas. Todo esse barulho, como não poderia deixar de ser, está incumbido de proclamar furiosamente a existência de Deus e contestar os não crentes ou os que não se encaixam nos organizados padrões do cristianismo.
Ainda que vários arranjos soem similares entre si, o repertório se garante com o impacto de composições como "Overkill Exposure" e "Nietzsche's Madness", com um diferenciado trabalho de bateria, além de a longa "Apostasy", cuja introdução acústica à base de violinos que vão crescendo para explodir em distorção galopante mostra a vontade da banda em fazer algo diferente.
A fechada cena cristã terá maiores chances de realmente aprovar este disco, mas, em se tratando de um público mais amplo, a situação poderá ser outra. Afinal, o Living Sacrifice permaneceu em silêncio por cerca de oito anos, período em que tantos jovens passaram a abusar da técnica e feeling, alcançando resultados muitas vezes impressionantes – o que não é o caso de "The Infinite Order", que infelizmente não será capaz de injetar um frescor na cena Metalcore atual.
Contato: www.myspace.com/livingsacrifice
Formação:
Bruce Fitzhugh - voz e guitarra
Rocky Gray - guitarra
Arthur Green - baixo e voz
Lance Garvin - bateria
Living Sacrifice - The Infinite Order
(2010 / Solid State Records - importado)
01. Overkill Exposure
02. Rules Of Engagement
03. Nietzsche's Madness
04. Unfit To Live
05. The Training
06. Organized Lie
07. The Reckoning
08. Love Forgives
09. They Were One
10. God Is My Home
11. Apostasy
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Capital Inicial cancela shows nos Estados Unidos após vistos negados
Rush é parado na fronteira dos Estados Unidos com o México e precisa adiar show
O que torna o Slayer diferente, na opinião de Dave Mustaine
20 bandas que nunca lançaram um disco ruim, de acordo com a Metal Hammer
Ripper Owens: "Há uma razão pro Iron Maiden tocar pra 20 mil e o Judas pra 5 mil"
Rhapsody se despedirá com formação clássica ao lado do Epica na América do Sul
Por que Iron Maiden nunca será grande como Metallica, segundo Bruce Dickinson
O guitarrista que se sentiu ofendido ao ser convidado para entrar no Deep Purple
Machine Head é presenteado com chave da cadeia de cidade dos EUA
A grande omissão do Rock and Roll Hall of Fame segundo Steve Stevens
O cantor de prog metal que foi cotado para substituir Bruce Dickinson no Iron Maiden em 1993
A melhor música de rock progressivo de todos os tempos, segundo os leitores da Prog
A banda prog que atropelou um ícone do metal em um evento que virou piada
Classic Rock ranqueia discografia do Bon Jovi do pior ao melhor álbum
5 discos lançados em 1989 que todo fã de heavy metal deveria ouvir ao menos uma vez na vida
A música dos anos 2000 que fala sobre manipulação e superou 1 bilhão no Spotify
Fotos de Infância: Arch Enemy


Hellacopters acerta (de novo) com seu rock n' roll visceral em "Cream Of The Crap! - Volume 3"
Yes - Seguindo firme e forte em "Aurora"
"Break The Silence" prova que o mainstream precisa do Beyond The Black
"MI'RAJ" - quando Edu Falaschi troca a velocidade pela emoção e encerra trilogia com maturidade
A Lapidação da alma: O triunfo conceitual do Big Big Train em "Woodcut"
HellLight - Reafirmando seu espaço entre os melhores da safra do gênero.
"Betrayed By Obedience", do Infected Cells, é death metal bruto, técnico e direto
Há 40 anos o Queen lançava "A Kind of Magic", álbum que marcou a despedida de Freddie dos palcos
RHCP: O monstro saiu da jaula com um de seus melhores trabalhos



