Paul McCartney: seleção de grandes músicas, como sempre

Resenha - Good Evening New York City - Paul McCartney

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Por Doctor Robert
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Se para a maioria dos artistas escolher quais músicas irá incluir em seu repertório pode ser um grande problema, poucas pessoas na história da música podem se gabar de ter dificuldades justamente no contrário, como é o caso de sir Paul McCartney: ter que escolher quais canções deixar de fora do set-list de seus shows. Afinal de contas, para um artista em plena atividade, com cerca de cinquenta anos de estrada e ainda lançando discos relevantes, não deve ser nada fácil passar uma peneira em tantos sucessos, tanta coisa boa já produzida.

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Neste álbum ao vivo gravado em Nova York, quarenta e quatro anos depois do famoso concerto dos Beatles no Shea Stadium, o velho Macca nos apresenta uma verdadeira seleção de grandes músicas, como sempre. Remete-nos aos mais remotos primórdios dos “Fab Four”, com canções como “I Saw Her Standing There” (com participação especial de Billy Joel), até seus trabalhos mais recentes, como “Flaming Pie”, “Only Mamma Knows” e a ótima “Dance Tonight”. Resgata clássicos raros de se ver ao vivo, como a antológica “A Day In The Life”, homenageia os falecidos ex-companheiros de banda tocando suas composições (John Lennon em “Give Peace A Chance”, George Harrison em “Something” – que começa com Paul apenas no ukelele e depois entra com a banda toda, numa ótima versão). E, obviamente, toca as canções obrigatórias de sempre em seu set-list: “Jet”, “Yesterday”, “Live And Let Die”, “Back In The USSR”, “Let Me Roll It”, “Band On The Run”, “Let It Be”, “Hey Jude” e, encerrando tudo, a dobradinha “Sgt. Pepper’s/The End”. Resumindo: tem de tudo um pouco, para todos os gostos.

Merece destaque também a inclusão de grandes músicas que não eram apresentadas já há algum tempo, como “I’ve Got A Feeling”, “Mrs. Vanderbilt”, “Drive My Car” (que abre o disco), “Day Tripper” e “Helter Skelter” (embora esta tenha aparecido numa versão mais empolgante recentemente no DVD “Live At Red Square”). Outra boa surpresa é a execução de “I’m Down”, faixa “lado B” dos Beatles que foi um dos grandes momentos da apresentação de 1965, onde John Lennon literalmente pirou, tocando os teclados com o cotovelo – conforme pode ser visto na coleção “Anthology”.

Mais um ponto a favor: a banda que acompanha Paul. É aquela mesma que já o vem fazendo há algum tempo, e conta com Rusty Anderson e Brian Ray nas guitarras (e o segundo no baixo também), o grande (em todos os sentidos) Abe Laboriel Jr. na bateria e o velho companheiro Paul “Wix” Wickens nos teclados e orquestrações. Uma banda excelente que deu um novo gás na carreira desacreditada que Paul vinha arrastando anos atrás. Quem já teve o prazer de degustar “Back In The U.S.”, talvez o melhor álbum ao vivo de sua carreira, sabe muito bem disso.

Acomanha ainda o lançamento, um DVD mesclando filmagens profissionais com imagens de câmeras de fãs presentes no concerto.

Um prato cheio para fãs do bom e velho rock and roll. Uma grande sugestão de presente de Natal. E, acima de tudo, um belo aperitivo para a (até agora) provável nova visita que o eterno beatle nos fará em 2010. Cruzemos os dedos!

CD1:
01. Drive My Car
02. Jet
03. Only Mama Knows
04. Flaming Pie
05. Got To Get You Into My Life
06. Let Me Roll It
07. Highway
08. The Long And Winding Road
09. My Love
10.Blackbird
11.Here Today
12.Dance Tonight
13.Calico Skies
14.Mrs. Vandebilt
15.Eleanor Ridby
16.Sing The Changes
17.Band On The Run

CD2:
01. Back In The USSR
02. Im Down
03. Something
04. Ive Got A Feeling
05. Paperback Writer
06. A Day In The Life / Give Peace A Chance
07. Let It Be
08. Live And Let Die
09. Hey Jude
10.Day Tripper
11.Lady Madonna
12.I Saw Her Standing There
13.Yesterday
14.Helter Skelter
15.Get Back

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Sobre Doctor Robert

Conheceu o rock and roll ao ouvir pela primeira vez Bohemian Rhapsody, lá pelos idos de 1981/82, quando ainda pegava os discos de suas irmãs para ouvir escondido em uma vitrolinha monofônica azul. Quando o Kiss veio ao Brasil em 1983, queria ser Gene Simmons e, algum depois, ao ver o clipe de Jump na TV, queria ser Eddie Van Halen. Hoje é apenas um bom fã de rock, que ouve qualquer coisa que se encaixe entre Beatles e Sepultura, ama sua esposa e juntos têm um cãozinho chamado Bono.

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