Candlemass: queda pelo lado obscuro da existência
Resenha - Death Magic Doom - Candlemass
Por Giorgio Moraes
Postado em 30 de outubro de 2009
Com 23 anos de serviços prestados ao bom e velho Rock n' Roll, uma banda ainda precisa provar alguma coisa pra alguém? Talvez realmente não precise, mas para o Candlemass isso não pode ser motivo para que se passe a produzir discos ruins. Prova disso é o excelente "Death Magic Doom", 10º trabalho dos doomers suecos.
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A fórmula não foi mexida: Doom com fortíssimas pitadas de Heavy. Isso já se vê (e ouve) em "If I Ever Die", música que abre caminho para as guitarras arrastadas de Lars Johansson e Mappe Bjorkman; para o poderoso vocal de Robert Lowe; para a correta bateria de Jan Lindh; e para o baixo pulsante de Leif Edling. Ao longo de mais de 51 minutos, somos brindados com pérolas como "The Bleeding Baroness"; "Demon Of The Deep"; House Of 1000 Voices"; e "Dead Angel".
É inegável que o Candlemass bebe na fonte do Black Sabbath: melodias arrastadas, construídas em cima de riffs graúdos e emolduradas por letras que tratam da queda do ser humano pelo lado obscuro da existência. Creio não ser exagero afirmar que o Doom, em si, beba dessa fonte.
Destaque para o encarte - simples, direto e objetivo - e para a produção em estúdio. A mixagem de Chris Laney (cultuado músico sueco) conseguiu dar quilos extras aos já carregados riffs de guitarra. O "tapa" final ficou por conta da masterização comandada por Soren von Malmborg.
O Ministério da Saúde Musical adverte: aperte o play!
Para conhecer mais:
http://www.myspace.com/candlemass
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